sexta-feira, 31 de julho de 2009

Acordemos!

 

Acordemos

É sempre fácil
examinar as consciências alheias,
identificar os erros do próximo,
opinar em questões que não nos dizem respeito,
indicar as fraquezas dos semelhantes,
educar os filhos dos vizinhos,
reprovar as deficiências dos companheiros,
corrigir os defeitos dos outros,
aconselhar o caminho reto a quem passa,
receitar paciência a quem sofre
e retificar as más qualidades de quem segue conosco...

*

Mas enquanto nos distraimos,
em tais incursões a distância de nós mesmos,
não passamos de aprendizes que fogem, levianos, à verdade e à lição.

*

Enquanto nos ausentamos
do estudo de nossas próprias necessidades,
olvidando a aplicação dos princípios superiores que abraçamos na fé viva,
somos simplesmente
cegos do mundo interior
relegados à treva...

*

Despertemos, a nós mesmos,
acordemos nossas energias mais profundas
para que o ensinamento do Cristo
não seja para nós uma bênção que passa, sem proveito à nossa vida,
porque o infortúnio maior de todos
para a nossa alma eterna
é aquele que nos
infelicita quando a graça do Alto
passa por nós em vão!...

 

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caridade. Ditado pelo Espírito André Luiz. Araras, SP: IDE. 1978.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Momento de Reflexão: Outra chance

 

Almond Tree - Amelie Vuillon

 

A linguagem dos Evangelhos, pela sua tônica de síntese, não se alonga em descrições, como muito gostaríamos.

Assim é que alguns personagens são apresentados de forma meteórica e nos deixam a pensar o que lhes terá ocorrido, após o encontro com Jesus.

O caso da adúltera, surpreendida em flagrante e conduzida pelo esposo e seus amigos à praça pública para julgamento é um desses episódios.

O desenlace não se encerra com as palavras do Cristo à turba exaltada e à mulher sofrida.

Narram-nos as tradições espirituais que, após ouvir do Mestre as frases: Ninguém te condenou? Eu também não te condeno. Vai e não tornes a errar, ela se ausentou da praça, de alma angustiada.

O que fazer, agora? Retornar ao lar? De forma alguma, desde que não poderia aguardar do esposo compreensão, após o desfecho dos fatos.

Voltar ao lar paterno? Inviável, marcada que estava pelo equívoco considerado imperdoável e merecedor da morte pela lapidação.

Jesus lhe permitira viver. Contudo, para onde ir? O que fazer? Com o Espírito conturbado, quando o véu da noite se fez sobre a Terra, ela buscou o Mestre, no lar que O acolhia.

Solicitou entrevista em particular e Lhe falou das suas incertezas.

Errara, sim, pois se deixara enredar nas malhas da sedução de habilidoso homem. Que rumo tomar, indagava, desde que não tinha para onde ir?

O Mestre, que viera para os doentes, e não para os sãos, que viera para consolar, não para julgar, estendeu-Lhe as mãos e Lhe acenou com perspectivas novas.

Aconselhou-a a buscar localidade onde não fosse conhecida, recomeçar sua vida e primar pelo reto caminho.

A noite recamada de estrelas a surpreendeu na estrada para distantes sítios.

Anos depois, nas imediações da cidade de Tiro, ela podia ser encontrada em humilde casa, servindo ao seu próximo.

Transformara sua sede de amor em doação ao semelhante. Recebia em seu lar os doentes abandonados, chagados e enfermos da alma.

Lavava-os, tratava-lhes as feridas e para lhes dulcificar o caminho cheio de espinhos, falava-lhes de Jesus.

Eu estava perdida, afirmava, e Jesus me recuperou, apontando-me a luz.

A esperança acena para além do véu da desesperança, para todos os que, caídos, embora, anseiam reerguer-se.

* * *

Se você está a ponto de cair, cedendo às paixões inferiores, alce os olhos e busque Jesus, através dos fios delicados da prece.

Se você se sente à beira do abismo, recorde que os que seguem o Cristo, caem de pé, dispostos ainda à retomada dos bons propósitos e das lutas nobres, no sincero desejo de acertar.

 

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 15 do livro
Pelos caminhos de Jesus, pelo Espírito Amélia Rodrigues,
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 17.07.2009.

Desejos

 

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Desejo é realização antecipada.

*

Querendo, mentalizamos; mentalizando, agimos; agindo, atraímos; e atraindo, realizamos.

*

Como você pensa, você crê, e como você crê, será.

*

Cada um tem hoje o que desejou ontem e terá amanhã o que deseja hoje.

*

Campo de desejo, no terreno do espírito, é semelhante ao campo de cultura na gleba do mundo, na qual cada lavrador é livre na sementeira e responsável na colheita.

*

O tempo que o malfeitor gastou para agir em oposição à Lei, é igual ao tempo que o santo despendeu para trabalhar sublimando a vida.

*

Todo desejo, na essência, é uma entidade tomando a forma correspondente.

*

A vida é sempre o resultado de nossa própria escolha.

*

O pensamento é vivo e depois de agir sobre o objeto a que se endereça, reage sobre a criatura que o emitiu, tanto em relação ao bem quanto ao mal.

*

A sentença de Jesus: "procura e achará" equivale a dizer: "encontrarás o que desejas".

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Sinal Verde.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
42a edição. Uberaba, MG: CEC, 1996.

 

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Momento de Reflexão: Omissão

 

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As notícias veiculadas pelos meios de comunicação costumam impressionar negativamente.

Elas atendem a uma demanda um tanto mórbida das massas, que gostam de saber detalhes de acontecimentos funestos.

Fala-se muito em roubos, fraudes, estupros e assassinatos.

Esse contínuo bombardear de manchetes tristes pode produzir resultados bastante negativos no imaginário popular.

Talvez alguém conclua ser virtuoso, apenas porque não comete os desatinos noticiados pela mídia.

Ocorre que esse pensamento implica eleger a omissão como conduta desejável.

O panorama do mundo é dinâmico e está em constante evolução.

O progresso surge de atos humanos positivos, que são agentes de transformação.

Nesse contexto a omissão, enquanto roteiro de vida, é um escândalo.

Em um mundo em perpétuo movimento, quem não avança se atrasa.

Assim, não basta deixar de praticar o mal.

Importa primordialmente fazer o bem.

Os contextos mudam com rapidez e talvez a oportunidade de agir corretamente não se repita facilmente.

Se um amigo necessitado cruzar o seu caminho, não hesite.

Auxilie-o como pode, pois a vida é muito dinâmica.

Talvez amanhã você não mais consiga vê-lo com os olhos da própria carne.

Perante um sofredor que surge à sua frente, evite pensar em excesso antes de estender seu auxílio.

É provável que o abraço de hoje seja o início de um longo adeus.

Não adie o perdão e nem atrase a caridade.

Abençoe de imediato os que o injuriam.

Ampare sem condições os que lhe comungam a experiência terrena.

Se seus pais, velhos e enfermos, parecem um problema, supere-se e apoie-os com mais ternura.

Se seus filhos, intoxicados de ilusão, causam-lhe amargas dores, bendiga a presença deles.

Em caso de discórdia, seja o que tenta imediatamente a conciliação.

Não hesite perante o trabalho que aguarda suas mãos.

Jamais perca a divina oportunidade de estender a alegria.

Tudo o que você enxerga entre os homens, usando a visão física, é moldura passageira de almas e forças em movimento.

Faça, em cada minuto, o máximo que puder.

Qualquer que seja a dificuldade, não deserte do dever.

Talvez a oportunidade não se repita.

É possível que você esteja perante seu familiar, seu amigo ou seu companheiro de jornada pela derradeira vez.

É melhor dar o melhor de si, a fim de não ter motivos de arrependimento.

Em termos de vida imortal, não fazer o mal é muito pouco, quase nada.

O que dignifica e habilita a novas experiências é o bem que se constrói, dentro e fora de si.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. XIX do livro Justiça Divina,
pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 16.07.2009.

 

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Refletindo… Os problemas pessoais

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De que tamanho são os seus problemas? Você acredita que eles sejam maiores do que os de quaisquer outras pessoas?

Habitualmente, quando atravessamos dificuldades, ocorre de as vermos como intransponíveis e insolúveis, o que concorre para estabelecer painéis de maior tristeza e dor.

A propósito, nos recordamos da história de uma garota que costumava desesperar-se ante pequenos contratempos que lhe adviessem.

Preocupado, seu pai convidou-a, certo dia, a dar um longo passeio montanha acima.

A subida íngreme exigiu esforço, compensado pela vista maravilhosa da paisagem, que permitia descobrir velhas árvores coloridas de um verde espetacular, a cachoeira que descia caprichosa, esparramando-se pela encosta, cantando docemente, enquanto lavava as pedras do caminho.

A tudo a pequena ia observando, entre surpresa e extasiada. O pai se permitia, vez por outra, observações ponderadas a respeito da grandeza de Deus, o Excelente Artista que assim tudo dispusera, naqueles quadros magníficos.

Chegados ao cimo da montanha, o pai convidou a filha a olhar para baixo, falando do que via.

Ela se admirou de ver as pessoas se movendo lá na cidade, quais pequenas formigas. As casas pareciam caixinhas de fósforos, caprichosamente dispostas ao longo de cercas minúsculas.

As árvores tinham o porte de raminhos verdes, espetados na terra. Os carros semelhavam brinquedos comandados à distância, por controle remoto.

Percebeu como as coisas são pequenas, vistas daqui do alto? - perguntou o pai.

Esta é uma técnica que sempre utilizo quando me vejo em meio a muitos problemas. Subo a montanha e, vendo tudo tão pequeno, começo a pensar que os meus problemas devem ser vistos assim: como alguém que olha as coisas de cima de uma montanha. Tudo então fica mais fácil.

Mas quando você sobe, pai, os problemas não sobem junto?

Não, respondeu ele. Na medida em que eu subo, creio que eles não têm resistência, ficam cansados.

Quando chego cá em cima, maravilhado com tanta beleza, eles já estão sem fôlego, perdidos pelo caminho. Daí, respiro o ar puro e me disponho a transpirar no trabalho, esforçando-me por superar os obstáculos.

Não se esqueça, finalizou, de olhar as coisas difíceis da vida, como quem sobe uma montanha e passa a ver melhor as coisas, lá de cima.

* * *

Semelhante ao fato narrado, busquemos olhar os obstáculos de um ângulo mais elevado.

Subamos a montanha da oração, buscando o auxílio Superior e, então, contemplemos a problemática que nos atinge com olhos diferentes, olhos que traduzam a certeza de que não nos encontramos ao desamparo, em momento algum.

Certeza de quem sabe que ao se escalar a montanha da prece, rumando para cima, do Alto fulgem bênçãos de socorro, paz e harmonia que nos ajudam a superar os percalços do caminho.

* * *

Ninguém recebe peso superior ao que possam suportar seus ombros.

E Jesus prossegue, nos dias da atualidade, convidando os enfermos e aflitos ao Seu regaço, dizendo: Vinde a Mim todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que Eu vos aliviarei.

Os aflitos são os que padecem dores morais, decepções, tristeza, angústia.

E sobrecarregados são os que atravessam as dificuldades físicas, doenças, pobreza, entre outras.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. A montanha,
do livro O diário de Clarinha, de Cezar Braga Said, ed. Celd.
Em 08.07.2009.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Trailer do Filme As Vidas de Chico Xavier - Estreia: 2 de abril de 2010

 

O filme é uma biografia do médium brasileiro, que morreu aos 92 anos com mais de 400 livros psicografados. Uma linda história.
Este será um ótimo filme!
Previsão de estreia: 2 de abril de 2010.

 

A emoção do ator Nelson Xavier, que viverá o médium Chico Xavier no cinema, ao falar sobre o filme "AS VIDAS DE CHICO XAVIER", uma cinebiografia que será dirigida por Daniel Filho e produzida pela Globo Filmes. O filme baseia-se no livro homonimo "As Vidas de Chico Xavier" de Marcel Souto Maior.

 

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Fotos e novidades do filme:http://artevivaespirita.blogspot.com

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Momento de Reflexão: Somente Você

 

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Ninguém poderá carregar o fardo de suas dores.
Eduque-se com o sofrimento.

Ninguém entenderá os problemas complexos de sua existência.
Exercite o silêncio.

Ninguém seguirá com você indefinidamente.
Acostume-se com a solidão.

Ninguém acreditará que suas aflições sejam maiores do que as do vizinho.
Liberte-se delas com o trabalho de auto-iluminação.

Ninguém lhe atenderá todas as necessidades.
Subordine-se apenas ao que você tem.

Ninguém responderá por seus erros.
Tenha cuidado no proceder.

Ninguém suportará suas exigências.
Faça-se brando e simples.

Ninguém o libertará do arrependimento após o crime.
Medite na paciência e domine os impulsos.

Ninguém compreenderá seus sacrifícios e renúncias para a manutenção de uma vida modesta e honrada.
Persevere no dever bem cumprido.

Sábio é todo aquele que reconhece a infinita pequenez ante a infinita grandeza da vida. Embora ninguém possa servi-lo sempre, você encontrará um sublime Alguém, que tem para cada anseio de sua alma uma alternativa de amor.

Por você, Ele carregou o fardo do mundo...
Compreendeu os conflitos da vida...
Caminhou com todos...
Socorreu todos que O buscaram...
Matou a fome, saciou a sede e ouviu as multidões inquietas...
Atendeu à viúva de Naim, ao apelo materno em Caná...
Carregou a cruz da injustiça sem nenhuma reclamação...
Perdoou a traição de Judas, desculpou as negativas de Pedro e a ambos libertou do remorso com a concessão do trabalho em novos avatares...
Compreendeu as lutas da mulher atormentada, sedenta de paz; esclareceu o enfático doutor do Sinédrio, sedento de saber; arrancou das trevas o cego Bartimeu, sedento de claridade...
Ensinou que diante do amor todos os enigmas do Universo se aclaram, por ser o Pai Celeste a Suprema Fonte do Amor.
Não se imponha, pois, a ninguém.

Embora você dependa de todos, nada aguarde dos outros.
Receba e agradeça o que lhe chegue e como chegue, ajude e passe...

Aprenda que a luta é a lição de cada hora no abençoado livro da existência planetária, e siga adiante com Ele, que "jamais se escusava".

Autor: Marco Prisco
Psicografia de Divaldo Franco

 

terça-feira, 7 de julho de 2009

Palestra: Divaldo Franco - A Poderosa Energia do Amor

 

Nesta enriquecedora palestra, Divaldo Franco, médium e orador espírita, oferece-nos apontamentos luminíferos acerca dos acontecimentos funestos que surgem, mudando a nossa programação e gerando conflitos.
Como equacionar esses desafios diante da Consciência Cósmica e da nossa própria consciência? Estudando as leis da Reencarnação, sabemos que colhemos aquilo que semeamos no passado, todavia, através da vivência do amor, abrem-se-nos pespectivas ditosas, facilitando-nos o plantio de novas sementes propiciadoras de paz e de felicidade.
Divaldo ilustra essas profundas considerações narrando três interessantes histórias reais, verdadeiras experiências de vida, das quais ele participou ativamente, colhendo frutos de caridade e sabedoria.
Você conhecerá, dessa forma, duas mães maravilhosase suas vidas plenas de sacrifício e amor.
Divaldo faz também uma análise profunda sobre o materialismo até o momento culminante do advento do Espiritismo, abrindo horizontes mais amplos para a criatura humana desejosa de compreender os enigmas da vida.

 

Fonte:  Grupo "A caminho da Luz"
http://grupoacaminhodaluz.blogspot.com/