segunda-feira, 29 de abril de 2013
Momento de Reflexão
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segunda-feira, 18 de março de 2013
Momento de Reflexão: Ano após Ano
Ninguém evolui num dia ou para um dia apenas.
Carecemos de tempo para entender o bem e praticá-lo diuturnamente, absorvendo-o em profundidade, na alma, para o eterno futuro.
Um só pensamento bom, um só ato digno, uma só lição assimilada, não nos bastam à melhoria.
Necessário repetir testemunhos de aprendizado e renovação.
A fraternidade há de avivar-nos o raciocínio, vincar-nos a memória, calejar-nos a mãos, modelar-nos a vida.
Eis porque o espírita, na experiência terrestre, precisa repisar atitudes, transpirar no dever e persistir no posto individual de trabalho, ano após ano, para só então se sentir realmente sintonizado com os Bons Espíritos e com os desígnios do Alto, mantidos a seu respeito.
No setor administrativo da instituição doutrinária, há de conhecer tão bem o seu mister, que nenhuma decepção não mais o surpreenda.
No estudo, há de desarticular tantas mesas, consumir tantas cadeiras e deformar tantos livros e material correspondente, sem perceber, que duvidará de semelhantes desgastes.
Na mediunidade, há de amar e compreender tanto os espíritos e os homens que qualquer incompreensão não mais lhe fará perder a paciência.
Na exemplificação da verdade, há de se familiarizar tanto com as necessidades das criaturas que penetrará os anseios do próximo, em muitas ocasiões, apenas por vê-lo.
Na assistência social, há de se inteirar tanto dos menores problemas que lhe dizem respeito, segundo as épocas do ano, as pessoas, os desfavorecidos e os sofrimentos, que se espantará ao perceber o quanto conhece de ciência mental e vida prática.
No culto do Evangelho, há de abordar tantos temas e lições, enfrentando tantos imprevistos e dificuldades, que o terá para si na condição de tarefa claramente imprescindível.
Na imprensa e na tribuna espíritas, há de se habituar tanto com o manejo e os efeitos das palavras que as cultivará e selecionará com devotamento espontâneo.
No campo das provas necessárias, há de exercitar tanto entendimento e tanta paciência diante da dor, que acabará sofrendo todas as humilhações e tribulações da romagem terrestre com o equilíbrio de quem atingiu inarredável serenidade.
Confronta o teu período de conhecimento espírita com o serviço que apresentas na existência humana.
Lógica disciplinando diretrizes, esperança enriquecendo ideais, entendimento clareando destinos, o Espiritismo faz o máximo por nós, sendo sempre o mínimo o esforço que fazemos por ele, nos empreendimentos que nos cabem em auxílio a nós mesmos, no seio da Humanidade.
ANDRÉ LUIZ
("Sol nas Almas", 1, FCXavier, CEC)
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quinta-feira, 14 de março de 2013
Momento de Reflexão: Gentileza
Exercita a gentileza e a gratidão para com
todas as pessoas, especialmente os idosos.
A velhice é fase inexorável que alcançarás,
caso a morte não te arrebate o corpo antes.
Nesse período difícil, as forças diminuem,
órgãos se debilitam, as lembranças se apagam
e a dependência física, emocional e afetiva
se faz imperiosa.
Pode parecer cansativa a presença do idoso;
ele, porém, é rico da experiência que te pode brindar,
mas carente dos recursos que lhes pode oferecer.
Joanna de Ângelis
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Momento de Reflexão: As provações
Não reclame das provações que a vida lhe
impõe; elas são necessárias para sua
evolução, para o amadurecimento
do espírito. Elas não são castigos,
mas sim valiosas oportunidades para você
conquistar a verdadeira felicidade.
Não são maiores que a sua capacidade
de suplantá-las; estão moldadas na medida
exata das suas necessidades evolutivas.
São as experiências mais difíceis que
nos proporcionam um crescimento maior
em direção da luz.
Se olhar à sua volta e observar os fardos
que outros estão carregando, vai perceber
que a vida tem sido generosa com você.
Você pode superar-se. Tome a sua cruz e
siga em frente. Busque as forças que
necessita em Jesus,
que, sem culpa, subiu o Calvário sob o
peso da cruz em favor de todos.
Nelson Moraes
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quarta-feira, 13 de março de 2013
Momento de Reflexão: Afeições
Magnolia on a Bowl by Catherine Beyler
Afeições
O amor não é cego.
Vê sempre as pessoas queridas
tais quais são
e as conhece, na intimidade,
mais do que os outros.
Exatamente por dedicar-lhes
imenso carinho,
recusa-se a registrar-lhes
os possíveis defeitos,
porquanto sabe amá-las
mesmo assim.
* * *
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminhos.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
2a edição. Jabaquara, SP: CEU, 1981.
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sexta-feira, 16 de julho de 2010
Momento de Reflexão: Pré-ocupação
“... Observai os pássaros do céu: eles não semeiam nem colhem...”
“... Observai como crescem os lírios dos campos: eles não trabalham nem fiam...”
“... não estejais inquietos pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. A cada dia basta o seu mal.”
(Capítulo 25, item 6.)
A estratégia da preocupação é nos manter distantes do momento presente, imobilizando as realizações do agora em função de coisas que poderão ou não acontecer.
Desperdiçamos, por conseqüência, tempo e energias preciosas, obcecados com os eventos do porvir, sobre os quais não temos qualquer tipo de comando, pois olvidamos que tudo que podemos e devemos dirigir é somente nossas próprias vidas.
São realmente diversas as preocupações sobre as quais não temos nenhum controle: a doença dos outros, a alegria dos filhos, o amor das pessoas, o julgamento alheio sobre nós, a morte de familiares e outras tantas. Podemos, porém, nos “pré-ocupar” o quanto quisermos com essas questões, que não traremos a saúde, a felicidade, o amor, a consideração ou mesmo o retorno à vida, porque todas elas são coisas que fogem às nossas possibilidades.
Outra questão é quando passamos por enormes desequilíbrios causados pelo desgaste emocional de nos ocuparmos antes do tempo certo com coisas e pessoas, o que ocasiona insônias, decepções e angústias pelo temor antecipado do que poderá vir a acontecer no amanhã.
Não confundamos “pré-ocupação” com “previdência”, porque se preparar ou ser precavido para realizar planos para dias vindouros é tino de bom senso e lógica; mas prudência não é preocupação, porque enquanto uma é sensata e moderada, a outra éirracional e tolhe o indivíduo, prejudicando-o nos seus projetos e empreendimentos do hoje.
Nossa educação social estimula o vício do “pensamento preocupante”, principalmente no convívio familiar, onde teve início o fato de relacionarmos preocupação com “dar proteção”.
Passamos a nos comportar afirmando: “Lógico que eu me preocupo com você, eu o amo”, “Você tem que se preocupar com seus pais”, “Quem tem filhos vive em constante preocupação”.
Pensamos que estamos defendendo e auxiliando os entes queridos, quando na verdade estamos confinando-os e prejudicando-os por transmitir-lhes, às vezes, de modo imperceptível, medo, insegurança e pensamentos catastróficos.
“Não estejais inquietos pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo.
A cada dia basta seu mal”.
O Criador provê suas criaturas como necessário, porqüanto seria impossível a Natureza criar em nós uma necessidade sem nos dar meios para supri-la. “Vede os pássaros do céu, vede os lírios dos campos”.
Além do mais, pedia-nos que fizéssemos observações de como a vida se comporta e que deixássemos de nos “pré-ocupar”, convidando-nos a olhar para nossa criação divina que a todos acolhe.
O Mestre queria dizer com essas afirmativas que tudo o que vemos tem ligação conosco e com todas as partes do Universo e que somos, em realidade, participantes de uma Natureza comum. As mesmas causas que cooperam para o benefício de uns cooperam da mesma forma para o de outros. Quando há confiança, existe fé; e é essa fé que abre o fluxo divino para a manutenção e prosperidade de nossa existência, dando-nos juntamente a proteção que buscamos em todos os níveis de nossa vida.
Livro: Renovanddo Atitudes
Espírito Hammed. Psicografia de Francisco do Espírito Santo Neto
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NOSSA OUTRA FACE
Expressando-nos na condição de espíritos da Terra e dirigindo-nos aos companheiros da Terra, convém recordar, em matéria de julgamento, que todos nós, os aprendizes de elevação, estamos conscientes de nossa outra face. A face oculta que trazemos.
Não nos reportamos aqui aos amigos que trabalham entre nós com o íntimo iluminado pelo amor, em seus mais altos estágios da grandeza.
Reportamo-nos a nós outros, os que pugnamos pelo auto-aperfeiçoamento.
Observemos que as Forças do Bem, claramente interessadas em nossa melhoria, suscitam, no mundo, em nosso favor, todo um acervo de situações que, em nos impulsionando à disciplina, nos induzem à educação.
Obrigações domésticas, deveres públicos e sociais, responsabilidades de profissão, preceitos de relacionamento e, sobretudo, os compromissos de caráter religioso, na essência, significam tarefa de acrisolamento interior, compelindo-nos à sociabilidade e à gentileza na superfície de nossas manifestações.
A Sabedoria da Vida procura esculpir-nos a imagem nos moldes da sublimação integral.
Recordemos as tempestades magnéticas do desespero e da revolta, do crime e da lamentação em forma de angústia vazia a que nos entregamos instintivamente e rememoremos as ocasiões em que fantasiamos o mal onde o mal não existe e, ainda, aquelas outras em que exercemos a opressão disfarçada, ampliando processos de crueldade mental sobre os outros e verificaremos que carregamos por dentro a nossa outra face, a exigir-nos atenção e burilamento.
Compreendamos semelhante verdade sem fixar-nos na crosta de nossas vestimentas psicológicas.
Voltemos para o âmago de nós em espírito, mas sem os prejuízos do azedume e da auto-condenação, plenamente integrados na certeza da Misericórdia de Deus, e encontraremos a nossa própria alma imortal a pedir-nos paz e luz, amor e sabedoria, a fim de altear-se com segurança para a Vida Maior.
(De “Urgência”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)
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segunda-feira, 5 de julho de 2010
Não merecem
Guarde-se do mal e defenda-se dele com a realização do bem operante. O mal não merece consideração.
Há muito que fazer, valorizando a oportunidade de serviço que surge inesperada.
A intriga não merece a atenção dos seus ouvidos.
A injúria não merece o respeito da sua preocupação.
A ingratidão não merece o zelo da sua aflição.
O ultraje não merece o seu revide verbalista.
A mentira não merece a interrupção das suas nobres tarefas.
A exasperação não merece o seu sofrimento.
A perseguição gratuita não merece a sua solicitude.
A maledicência não merece o alto-falante da sua garganta.
A inveja não merece o tempo de que você necessita para o trabalho nobre.
Os maus não merecem a sua inquietação.
Entregue-os ao tempo benfazejo.
Abra os braços ao dever, firme-se no solo do serviço, abrace-se à cruz da responsabilidade, recordando o madeiro onde expirou o Cristo e, em perfeita magnitude, desafie a fúria do mal.
O lídimo cristão é fiel servidor.
Você tem somente um amo a quem prestará contas: Jesus!
Preocupado com o que deve fazer, não pare a escutar os que não têm o que fazer ou nada querem fazer.
Transformando-se em antena viva da inspiração superior, registre o ensinamento evangélico do amor, no coração, viva-o na ação e prossiga sem medo.
Você sabe que em toda seara existem abelhas diligentes e marimbondos destruidores. Também, não ignora “que os maus por si mesmos se destroem”, como afirma a sabedoria popular.
Identifique no obstáculo o ensejo iluminativo e não se detenha.
Por essa razão, enquanto a ventania açoita, guarde a sua fé robusta e, sem dar atenção ao mal, esteja acautelado, porque, não descendo às ondas mentais dos maus, você paira inatingível nas vibrações superiores das Altas Potências da Vida. Doe amor e, assim, faça o bem, para que não venha “a responder por todo mal que haja resultado de não haver praticado o bem”.
Autor: Marco Prisco (espírito)
Psicografia de Divaldo Franco. Livro Legado Kardequiano
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sexta-feira, 2 de julho de 2010
Momento de Reflexão - Saberes diferentes
Narra-se que, num largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para outro.
Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora.
Como quem gosta de falar muito e com ar altivo, o advogado pergunta ao barqueiro:
Companheiro, você entende de leis?
Não. Responde o barqueiro.
E o advogado compadecido acrescenta:
É pena... Você perdeu metade de sua vida!
A professora, então, muito social, adentra na conversa:
Seu barqueiro, você sabe ler e escrever?
Também não. Responde o remador.
Que pena! – condói-se a mestra. Você perdeu metade de sua vida!
Nisso, uma onda muito forte vira o barco
O canoeiro, preocupado, pergunta:
Vocês dois sabem nadar?
Não! Responderam eles rapidamente, em conjunto.
Então é pena! – conclui o barqueiro – vocês perderam toda sua vida!
* * *
O texto do educador Paulo Freire mostra, com bom humor e profundidade, que não há saber maior ou saber menor, apenas saberes diferentes.
Todos somos importantes e sempre temos algo a contribuir para com a sociedade.
Cada um com suas habilidades, na sua área de conhecimento específico, fazemos parte de uma grande engrenagem, tanto na Terra, como no Cosmos.
Para que essa engrenagem funcione bem, os dentes precisam estar bem encaixados, uns oferecendo, outros recebendo e vice-versa.
Juntos formamos um organismo completo, onde as pequenas e importantes peças, sempre solidárias entre si, complementam-se, preenchendo as deficiências umas das outras.
A Lei maior do progresso dita que todos, um dia, saberemos tudo sobre tudo. Porém, neste longo caminho a ser trilhado, vamos adquirindo tais conhecimentos gradualmente.
A Sabedoria Divina, sempre fabulosa, faz com que tenhamos uma interdependência entre nós, para que nos ajudemos mutuamente e não nos isolemos.
Desta forma as sociedades precisam dos advogados, das professoras, dos médicos. Mas também carecem dos barqueiros, dos garis, dos músicos, etc.
É nisto que está a beleza da vida, das habilidades que se complementam e se auxiliam para que todos possam não só viver, mas bem viver.
* * *
Nunca desmereça os serviços aparentemente simples e maquinais.
Os trabalhos manuais enriquecem a alma, da mesma forma que aqueles que exigem muitos conhecimentos.
Cada um deve servir com suas forças, com aquilo que tem de melhor. Nossas diferenças nos enriquecem, nos fazem aprender uns com os outros em toda ocasião.
Aproveitemos as oportunidades de aprender com o diferente, construindo no íntimo as virtudes da humildade e do respeito.
Viva a diferença que pode conviver em harmonia!
Fonte: Redação do Momento Espírita, com
base no texto A canoa, de Paulo Freire.
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PERDOAR E ESQUECER
Perdoar e esquecer são as duas chaves da paz.
Se o seu carinho não encontra eco na paisagem ambiente, desculpe e olvide a indiferença do meio e avancemos para diante, ao encontro de nossas realizações.
Se o seu trabalho não consegue a retribuição dos que lhe seguem os passos no grande caminho, perdoe e esqueça, a fim de que a sua boa vontade frutifique em alegria e progresso.
Se o seu sacrifício não recolhe a compreensão dos outros, desculpe e olvide, perseverando no bem, porque o bem situar-lhe-á o espírito na vanguarda de luz.
Perdoar é o segredo sublime do triunfo na subida para Deus; e esquecer o mal é harmonizar nossa alma com as criaturas, habilitando-nos à solução de todos os problemas.
Desprendamo-nos de tudo aquilo que na Terra constitua prisão para nossa alma, perdoando e esquecendo sempre, e encontraremos o caminho interior da Grande Ascensão.
(De: “Relicário de Luz”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos)
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quinta-feira, 1 de julho de 2010
Teu lugar na vida
“... Quando fordes convidados para bodas, não tomeis nelas o primeiro lugar, temendo que se encontre entre os convidados uma pessoa mais considerada que vós, e que aquele que vos tiver convidado não venha vos dizer: Dai vosso lugar a este...”
“... todo aquele que se eleva será rebaixado, e todo aquele que se rebaixa será elevado.”
(Capítulo 7, item 5.)
Querendo ilustrar suas prédicas, como sempre de modo claro e compreensível, Jesus de Nazaré considerava, certa ocasião, como os convidados de uma festividade se comportavam precipitadamente, na ânsia de tomar os lugares principais da mesa, com isso desrespeitando os princípios básicos do bom senso e da educação.
Qual o teu lugar à mesa? Qual a tua posição no universo de ti mesmo? Essa a grande proposta feita pelo Mestre nesta parábola.
Será que o lugar que ocupas hoje é teu mesmo? Ou influências externas te levam a direções antagônicas de acordo com o teu modo de pensar e agir?
Tens escutado a voz da alma, que é Deus em ti, ou escancarado teus ouvidos às opiniões e conceitos dos outros?
Nada pior do que te sentires deslocado na escola, profissão, circulo social ou mesmo entre familiares, porque deixas parentes, amigos, cônjuges e companheiros pensarem por ti, não permitindo que Deus fale contigo pelas vias inspirativas da alma.
Essa inadaptação que sentes é fruto de teu deslocamento íntimo por não acreditares em tuas potencialidades. Achas-te incapaz, não por seres realmente, mas porque te fazes surdo às tuas escolhas e preferências oriundas de tua própria essência.
Se permaneceres nesse comportamento volúvel, apontando freqüentemente os outros como responsáveis pela tua inadequação e conflitos, porque não assumes que és uma folha ao vento entre as vontades alheias, te sentirás sempre um solitário, ainda que rodeado por uma multidão.
Porém, se não mais negares sistematicamente que tuas ações são, quase na totalidade, frutos do consenso que fizeste do somatório de conselhos e palpites vários, estarás sendo, a partir desse instante, convidado a sentar no teu real lugar, na mesa da existência.
Por fim, perceberás com maior nitidez quem é que está movimentando tuas decisões e o quanto de participação tens nas tuas opções vivenciais.
No exame da máxima “todo aquele que se eleva será rebaixado e todo aquele que se rebaixa será elevado”, vale considerar que não é a postura de se “dar ares” de humildade ou a de se rebaixar de forma exagerada e humilhante que te poderá levar àconscientização plena da tua localização dentro de ti mesmo. Sintonizando-te na verdadeira essência da humildade, que é conceituada como “olhar as coisas como elas são realmente”, e percebendo que a tua existência é responsabilidade unicamente tua, é que tu serás tu mesmo.
Ser humilde é auscultar a origem real das coisas, não com os olhos da ilusão, mas com os da realidade, despojando-se da imaginação fantasiosa de uma ótica mental distorcida, nascida naqueles que sempre acham que merecem os “melhores lugares” em tudo.
Vale considerar que, por não estarmos realizando um constante exercício de auto-observação, quase sempre deduzimos ou captamos a realidade até certo ponto e depois concluímos o restante a nosso bel-prazer, criando assim ilusões e expectativas desgastantes que nos descentralizam de nossos objetivos.
Quem encontrou o seu lugar respeita invariavelmente o lugar dos outros, pois divisa a própria fronteira e, conseqüentemente, não ultrapassa o limite dos outros, colocando na prática o “amor ao próximo”.
Para que encontres o teu lugar, é necessário que tenhas uma “simplicidade lúcida”, e o despojar dos teus enganos e fantasias fará com que encontres a autêntica humildade.
Para que não tenhas que ceder teu lugar a outro, é indispensável que vejas as coisas como elas são realmente e que uses o bom senso como ponto de referência para o teu aprimoramento e para a tua percepção da verdade como um todo. Procura-te em ti mesmo: eis a possibilidade de sempre achares o lugar que te pertence perante a Vida Excelsa.
Livro: Renovanddo Atitudes
Espírito Hammed. Psicografia de Francisco do Espírito Santo Neto
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segunda-feira, 28 de junho de 2010
Momento de Reflexão - Aparências
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APARÊNCIAS
A árvore que produz maus frutos não é boa, e a árvore que produz bons frutos não é má; porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto. Não se colhem figos dos espinheiros e não se cortam cachos de sobre as sarças..." (Lc 6, 43 - 44)
Anulamos qualquer emoção que julgamos ser inconveniente dizendo para nós mesmos: "eu nunca sinto raiva", "nunca guardo mágoa de ninguém", vestindo assim, uma aparência de falsa humildade e compreensão.
Máscaras fazem parte de nossa existência, porque todos nós não somos totalmente bons ou totalmente maus e não podemos fugir de nossas lutas internas. Temos que confrontá-las, porque somente assim é que desbloquearemos nossos conflitos que são as causas que nos mantêm prisioneiros frente à vida.
Devemos nos analisar como realmente somos.
Nossos problemas íntimos, se resolvidos com maturidade, responsabilidade e aceitação são ferramentas facilitadoras para construirmos alicerces mais vigorosos e adquirirmos um maior nível de lucidez e crescimento.
Nunca, porém, mantê-los escondidos de nós próprios, como se fossem coisas hediondas, e sim, aceitarmos essas emoções que emergem do nosso lado escuro, para que possamos nos ver como somos realmente.
Por não admitirmos que evoluir é experimentar choques existenciais e promover um constante estado de transformação interior é que, às vezes, deixamos que os outros decidam quem realmente nós somos, colocando-nos, então, num estado de enorme impotência perante nossas vidas.
A maneira de como os outros nos percebem tem grande influência sobre nós mesmos. Amigos opressores, religiosos fanáticos, pais dominadores e cônjuges inflexíveis podem ter exercido muita influência sobre nossas aptidões e até sobre nossa personalidade.
Portanto, não nos façamos de superiores, aparentando comportamentos de "perfeição apressada": isso não nos fará bem psiquicamente e nem ao menos nos dará chance de fazermos autoburilamento.
Deixemos de falsas aparências e analisemos nossas emoções e sentimentos, burilando-os e canalizando nossas energias, fazendo delas uma catarse dos fluxos negativos e transmutando-as a fim de integrá-las adequadamente.
Aceitar nossa porção amarga é o primeiro passo para a transformação, e nunca fugirmos para novo local, emprego ou novos afetos, porque isso não nos curará do sabor indesejável, mas somente nos transportará a um novo quadro exterior. Os nossos conflitos não conhecem as divisas da Geografia e, se não encarados de frente e resolvidos, eles nos acompanharão e estarão conosco onde quer que estejamos na Terra.
Para que possamos fazer alquimia das correntes energéticas que circulam em nossa alma, façamos auto-observação e auto-análise de nossa vida interior, sem jamais negá-las a nós mesmos.
Lembremo-nos que, por mais que se esforcem as más árvores para parecerem boas, mesmo assim elas não produzirão bons frutos. Também os homens serão reconhecidos, não pelos aparentes "frutos", não por manifestarem atos e atitudes mascarados de virtudes, mas sim, por serem criaturas resolvidas interiormente e conscientes de como funciona seu mundo emocional.
Somente pessoas providas dessa atitude estarão aptas a serem árvores produtoras de frutos realmente bons.
(De “Renovando Atitudes”, de Francisco do Espírito Santo Neto – Espírito Hammed)
Paz e Luz
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OS QUE ESPERAM
Falas de beneficência, com a certeza de que voltarás à própria casa, onde dispões do mundo que construíste: O lar em que os entes amados te prepararam a festa do carinho. O ambiente seguro, o farnel da noite, a presença de alguém que te enderece palavras de ternura e o leito pronto para assegurar-te o repouso.
Lembra-te, porém, daqueles que atravessaram o dia, mentalizando o prato que não tiveram; dos que refletiram, em vão, no cobertor que não apareceu; dos enfermos que sonharam com os medicamentos suscetíveis de aliviá-los e que não lhes chegaram às mãos; dos que se enrolaram, sem perceber, na rede da solidão e se inclinam para a calamidade do suicídio; dos pais que não descansam, procurando o sorriso de um filho que a morte ocultou no silêncio...
***
Lembra-te dos que sofrem sem esperança e estende-lhes a tua migalha de tempo e de amor materializando o que ensinas.
Não hesites.
Segue ao encontro daqueles que esperam por algo ou por alguém que lhes ofereça o auxílio de que disponhas.
Não importa seja o mínimo aquilo que possas dar. A tua xícara de leite ou a tua pétala de esperança estarão abençoadas por Deus.
Da Obra “Agora É O Tempo” – Espírito: Emmanuel – Médium: Francisco Cândido Xavier.
Paz e Luz
Postado por Linne S. às 18:30 0 comentários
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quarta-feira, 16 de junho de 2010
HERANÇA DE SI PARA SI
A herança legitima se faz de si para si.
Na evolução espiritual, antes de tudo, somos descendentes de nós, antepassados de nossa alma, herdeiros diretos do que fomos.
Vivemos na matéria densa para alcançar o auto-aperfeiçoamento.
No conhecimento de nós próprios todos somos alunos.
Na Terra, ninguém ainda se diplomou na ciência de entender a si. Quando isso acontecer, o Espírito não mais reencarnará neste Globo. Mudará de escola, transferir-se-á de residência, viverá em outro mundo. Aqui temos o nosso curso de aulas onipresentes e estágios incessantes, com tomadas de lição a cada hora.
Há existências de total servidão espiritual. Na base dos fatos, cada qual de nós só se constitui senhor ou escravo, amigo ou adversário, vitima ou verdugo de si mesmo, exclusivamente.
Na grande maioria, por muitas encarnações cada um paradoxalmente só tem escrito, na vida diuturna, o próprio diário abordando atos alheios, esquecido de si, quase sempre.
Reconhecimento e autocrítica são dons nascidos da racionalidade.
Se raciocinamos é, em primeiro lugar, para distinguir a nossa realidade.
Quando na condição humana, não podemos existir como o buldogue, que não se examina e nem se importa com a ausência de simpatia.
Não podemos menosprezar a higiene como o gambá, que não sente o próprio odor.
Não nos podemos alimentar como o abutre, que não identifica a extravagância de seus apetites.
Não podemos encolerizar-nos como o tigre, que nem desconfia de sua ferocidade.
Vacilação e desapontamento formam entre os fatores que nos revelam a auto-ignorância.
Quem se conhece sabe o que quer, não hesita e nem tão-pouco se decepciona, pois age a par das possibilidades pessoais.
Não nos fantasiemos. Registremos as nossas características bifaces entre animalidade e angelitude.
Nos pensamentos, nem sempre os nossos anseios exprimem limpidez.
Nas atitudes, nem sempre os nossos gestos exprimem elevação.
Nas palavras, nem sempre a inflexão de nossa voz reflete entendimento.
Nas análises, nem sempre as nossas conclusões se fundamentam na justiça.
Lembre-se de que a verdadeira experiência cresce com quem busca conhecer-se.
Se desencarnados estamos a caminho do renascimento, agora ou depois, você, encarnado, avança para a desencarnação.
E nascer e morrer na carne são fases impostas para o auto-exame inevitável.
KELVIN VAN DINE
(Página recebida pelo médium Waldo Vieira, em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã, na noite de 7-9-64, em Uberaba, Minas.)
Fonte: Reformador – abril, 1965
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NA ESFERA DO REAJUSTE
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"Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo." - Jesus (João, 3:7)
Empeços e provações serão talvez os marcos que te assinalem a estrada hoje.
Diligenciemos, porém, com a reencarnação a retificar os erros e a ressarcir os débitos de ontem, para que a luz da verdade e o apoio da harmonia nos felicitem o caminho, amanhã...
A questão intrincada que te apoquenta agora, quase sempre, é o problema que abandonaste sem solução entre os amigos que, em outro tempo, se rendiam, confiantes, ao teu arbítrio.
O parente complicado que julgas carregar, por espírito de heroísmo, via de regra, é a mesma criatura que, em outra época, arrojaste ao desespero e à perturbação.
Ideais nobilitantes pelos quais toleras agressões e zombarias, considerando-te incompreendido seareiro do progresso, em muitas ocasiões, são aqueles mesmos princípios que outrora espezinhaste, insultando a sinceridade dos companheiros que a eles se associavam.
Calúnias que arrostas, crendo-te guindado aos píncaros da virtude pela paciência que evidencias, habitualmente nada mais são que o retorno das injúrias que assacaste, noutras eras, contra irmãos indefesos.
Falhas do passado procuram-te responsável, no corpo, na família, na sociedade ou na profissão, pedindo-te reajuste.
"Necessário vos é nascer de novo" – disse-nos Jesus.
Bendizendo, pois, a reencarnação, empenhemo-nos a trabalhar e aprender, de novo, com atenção e sinceridade, para que venhamos a construir e acertar em definitivo.
(Do Livro “Palavras de Vida Eterna”, Francisco Cândido Xavier, Emmanuel)
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O que mais sofremos
O que mais sofremos no mundo –
Não é a dificuldade. É o desânimo em superá-la.
Não é a provação. É o desespero diante do sofrimento.
Não é a doença. É o pavor de recebê-la.
Não é o parente infeliz. É a mágoa de tê-lo na equipe familiar.
Não é o fracasso. É a teimosia de não reconhecer os próprios erros.
Não é a ingratidão. É a incapacidade de amar sem egoísmo.
Não é a própria pequenez. É a revolta contra a superioridade dos outros.
Não é a injúria. É o orgulho ferido.
Não é a tentação. É a volúpia de experimentar-lhe os alvitres.
Não é a velhice do corpo. É a paixão pelas aparências.
Como é fácil de perceber, na solução de qualquer problema, o pior problema é a carga de aflições que criamos, desenvolvemos e sustentamos contra nós.
Espírito: ALBINO TEIXEIRA
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: "Passos da Vida" - EDIÇÃO IDE
Paz e Luz
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Momento de Reflexão - Colheita abencoada
Joey era uma criança com desenvolvimento aparentemente adequado até que, aos 11 anos, foi acometido da Síndrome do pânico.
Mostrava um medo profundo de lugares abertos e públicos e ficou quase um ano confinado ao quarto.
Após 11 meses de tentativas de tratamento, finalmente, um psiquiatra lhe receitou o remédio que apresentou efeito terapêutico adequado.
A causa desse distúrbio psíquico, disseram os médicos, fora uma disfunção de aprendizado não percebida, que acabara por se refletir em sua área psicológica.
Com o controle da Síndrome do pânico os pais enfrentaram um novo desafio: encontrar uma escola especializada em disfunções de aprendizado.
No entanto, as escolas contactadas não o aceitavam, alegando que seus alunos possuíam apenas distúrbios educacionais e não emocionais e que não estavam preparadas para recebê-lo.
A mãe desejava matriculá-lo em uma escola que ficava perto de sua casa e que desfrutava de excelente reputação. Mas a matrícula foi várias vezes negada.
Certa noite, a mãe compareceu a uma festa de caridade. Sentou-se ao lado de uma mulher chamada Bárbara, que ela conhecia vagamente.
Repentinamente, sem saber como, a genitora do garoto se viu abrindo o coração àquela senhora, sobre as dificuldades em matricular seu filho.
Ao final da narrativa, Bárbara, emocionada, disse-lhe, para sua surpresa, que era vizinha do fundador e diretor da escola desejada, além de contribuir para a mesma. Prometeu-lhe ajuda.
Através de sua influência, Joey foi finalmente aceito para o ano seguinte e, durante o tempo que lá estudou teve excelente aproveitamento, figurando, pela primeira vez na vida, entre os melhores alunos.
Um ano após aquele encontro, o marido de Bárbara faleceu.
A mãe de Joey compareceu ao funeral e, ao ver uma mulher ao lado da viúva, indagou sua identidade a uma pessoa. Era a filha de Bárbara. Neste momento a emoção foi imensa. Sua memória voltou 25 anos no tempo.
Lembrou-se de sua viagem de formatura de segundo grau. Ela se oferecera para dividir o quarto com uma aluna que entrara em sua turma naquele ano. Chamada de retardada pelas colegas a caloura sofria forte preconceito.
Seus olhos se encheram de lágrimas: 25 anos antes ela ajudara voluntariamente a filha de Bárbara e, há um ano, sem nada saber, esta ajudara seu filho!
* * *
Talvez nossa mente ainda não tenha a capacidade de reter todas as lembranças vivas no que chamamos de memória, mas, felizmente, a memória Divina é infalível.
Quando fazemos o bem sem interesse oculto, o feito não passa despercebido.
A Lei de Causa e Efeito jamais falha, mesmo que muito tempo se passe, pois o tempo nada significa na imensa jornada que nosso Espírito empreende em busca de sua evolução.
Todo o bem que fazemos a outrem é como semente que plantamos e cujos frutos, cedo ou tarde, haveremos de colher.
Pensemos nisto!
Redação do Momento Espírita com base no artigo
intitulado A semeadura, de José Ferraz, publicado na
revista Presença Espírita de novembro/dezembro
de 2009, ed. Leal.
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terça-feira, 25 de maio de 2010
DIANTE DA ANGÚSTIA
A ausência de objetivos existenciais conduz o indivíduo à conceituação do nada como um mecanismo de fuga da realidade.
Kierkegaard, o eminente teólogo e filósofo dinamarquês, estabeleceu que a ausência de sentido da vida conduz à angústia, procedendo do nada e vivenciando realidades para o futuro .
Essa ambigüidade entre o nada e o ser leva a uma irracionalidade da sua existência metafísica e a expressão absurda da vida.
Essa conceituação abriu espaço para formulações variadas na área da filosofia, facultando aos existencialistas, através do pensamento de Sartre, que a considerava como sendo uma expressão de liberdade, conseqüência da falta de objetivos essenciais. Igualmente os sensualistas têm-na como ausência de metas, o absurdo, produzindo resultados de aniquilamento da vida, como pensava Camus e todo um grupo de apologistas do prazer.
Sob o ponto de vista psicológico, a angústia resulta de vários fatores ancestrais, que podem possuir uma carga genética, que imprimiu no comportamento a patologia perturbadora.
Outros impositivos psicossociais como perinatais influenciam a conduta angustiante, levando à depressão profunda, que pode resultar em suicídio.
A fixação de pensamentos negativos em que o homem se compraz termina por gerar conflitos graves quando se negam auto-estima e o direito à felicidade, vivência a autoconsideração, tombando na revolta surda e silenciosa, que cultiva nos dédalos da personalidade conflitiva.
Entretanto, as raízes fortes da angústia encontram-se emaranhadas no passado de culpa do Espírito, que reconhece o erro e teme ser descoberto.
Envolve-se, sem dar-se conta, num manto sombrio de desconforto moral e sem ter consciência da sua realidade, compreende-a, mas não sabendo digeri-la, transforma-a em mortificação, em cilício, que o amargura.
Faltando valores morais para um enfrentamento lúcido com a realidade em que limita os movimentos, transfere o sentido de responsabilidade para o próximo, para a sociedade e descarrega a sua mágoa, rebelando-se, anulando-se.
A angústia é estado mórbido que deve ser combatido na sua causalidade.
A reflexão em torno dos valores que são desconsiderados, a introspecção sobre a oportunidade de despertamento para ser útil, o sentimento de fraternidade que deve ser despertado, contribuem positivamente para o tratamento libertador...
A ajuda especializada de terapeuta responsável enseja o desalgemar do Espírito desse amargo estado aflitivo, acenando possibilidades felizes que se transformam em bem-estar e saúde.
Não raro, o portador de angústia cultiva o masoquismo, que resulta de uma consulta egoísta, graças, ao que, mediante mecanismo psicológico especial, foge da realidade por necessidade de valorização pessoal. Em face da ausência de recursos positivos e superiores, recorre ao atavismo dos instintos primários e descamba na torpe angústia.
Diante dela, somente uma resolução firme e legítima para facultar abertura terapêutica para o desafio.
Não havendo interesse do paciente, é certo que mais difícil se torna a liberação da psicopatologia tormentosa.
Considera a bênção da oportunidade que desfrutas e espanta as sombras da tristeza que, periodicamente, te assaltam.
Evita acumular amarguras defluentes da queixa, da sensação de infelicidade, e trabalha-te, a fim de que teu amanhã se apresente menos tenebroso.
Hoje colhes, enquanto fruis o ensejo de ensementar.
Busca ser útil a alguém, mesmo que, aparentemente, nenhum objeto se te delineie de imediato.
Sempre há oportunidade, quando se deseja crescer e desenvolver valores latentes.
Jesus informou que Ele é vida e vida em abundância.
Recorre-lhe à ajuda, e deixa-te curar pela sua assistência de Psicoterapeuta por excelência.
Joanna de Ângelis
(Mensagem psicografada por Divaldo Pereira Franco em 05/03/98 – Salvador /Bahia)
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Verdadeiro respeito
Ainda hoje é comum se observar desrespeito entre membros de religiões diferentes.
Um ditado popular até inclui religião entre os temas que não devem ser conversados ou discutidos, entre colegas ou amigos. É questão nevrálgica que pode gerar desentendimentos.
É que, quase sempre, um termina por ofender o outro por serem diferentes os conceitos a respeito de Deus, da alma, das penas e recompensas futuras.
Contudo, entre grandes líderes religiosos há muito respeito. Exatamente porque um no outro admira o compromisso integral com sua própria crença.
Recordamos que no ano de 1219, Francisco de Assis, que fora se juntar aos combatentes da Quinta Cruzada, decidiu ir à presença do sultão Al-Malik Al-Kamil.
Ele desejava converter o sobrinho de Saladino ao Cristianismo. E se isso redundasse em martírio, não se importava.
Com seu companheiro Illuminatus foi em direção ao quartel-general do sultão.
Era sabido que os cristãos podiam praticar sua fé em terras muçulmanas. Mas, se tentassem converter algum maometano, estariam sujeitos à pena capital.
Quando Francisco e o amigo se aproximaram do acampamento do sultão foram imediatamente levados à sua presença.
O governante muçulmano tinha a mesma idade de Francisco. Ele governava o Egito, a Palestina e a Síria.
Era competente em artes militares. Também completamente dedicado às tradições de sua fé e à sua disseminação.
Cinco vezes ao dia, ao ouvir o chamado para a adoração a Alá, era o primeiro a assumir a postura devida.
Francisco de Assis, pois, estava diante de um homem profundamente devoto, que também acreditava em um Deus único.
Francisco, através de um intérprete, falou ao sultão e ao seu conselho sobre a fé em Cristo e o apelo de paz em nome de Jesus, o filho de Deus.
Quando concluiu, os conselheiros presentes opinaram que os visitantes deveriam ser, de imediato, decapitados.
Entretanto, o sultão era homem que apreciava a verdadeira fé onde quer que a encontrasse e disse:
Vou contrariar esses conselhos. Jamais te condenarei à morte. Seria uma perversa recompensa para alguém que voluntariamente arriscou-se a morrer a fim de salvar minha vida diante de Deus, como acreditas.
Até onde os registros medievais, em italiano e francês, bem como as crônicas muçulmanas relatam, o fato não teve precedente na História das relações entre cristãos e muçulmanos.
Os frades ficaram no acampamento durante uma semana. E, ao despedi-los, o sultão forneceu a ambos salvo-conduto de volta ao seu acampamento.
E até mesmo a Jerusalém, pois Francisco desejava venerar os ditos lugares santos cristãos.
Deu-lhes o suficiente em provisões para a viagem de retorno e presentes preciosos. Esses, delicadamente foram recusados por Francisco, o que mais provocou a admiração de Al-Kamil.
Francisco não conseguiu converter o sultão à fé cristã mas saiu de lá com uma impressão bem diferente do seu anfitrião.
Eram dois líderes. Um liderava homens à guerra, motivados por suas convicções religiosas. O outro somente desejava que se implantasse a paz do Cristo no mundo.
Dois líderes. Conceitos divergentes. Batalhas gigantescas a vencer. Armas diferentes.
Mas um ao outro ouviu e deixou bem claras as linhas do respeito.
Pensemos nisso.
Fonte: Redação do Momento Espírita, com base no cap. Doze
– 1219 – 1220, do livro Francisco de Assis, o santo
relutante, de Donald Spoto, ed. Objetiva.
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sábado, 22 de maio de 2010
Momento de Reflexão - Aparências
O ser humano costuma se preocupar com a imagem que transmite ao mundo.
Há regras de comportamento e de vestimentas para as mais variadas ocasiões.
Conforme o local, as exigências mudam.
Há ambientes formais e informais, mais ou menos sofisticados.
Para ter uma boa aparência, as pessoas cuidam de seu vestuário e de seu corpo.
Uma imagem desleixada em geral dificulta o sucesso profissional.
Também a vida social oscila conforme o apuro da apresentação pessoal.
É bom e necessário que haja preocupação em ser asseado, agradável no trato e em se vestir conforme a ocasião.
Esse acatamento das regras sociais constitui sinal de respeito às pessoas com quem se convive.
Contudo, convém não cuidar apenas do que aparece.
Tudo o que é material é sempre efêmero.
Boas roupas, corpo bem cuidado e maneiras sofisticadas podem ser apenas uma capa para esconder o que realmente se é.
A polidez é importante, mas representa apenas uma aparência, que pode ser enganosa, ou a porta de entrada das virtudes.
É possível adotar expressões que traduzem atenção e respeito, sem ter o menor interesse no bem estar do próximo.
A título de princípio, vale a disciplina do exterior.
Entretanto, é preciso que o coração também seja convocado a participar.
Não dá para cuidar apenas do exterior e achar que basta.
Cedo ou tarde, as aparências cessarão.
Todo homem é um Espírito momentaneamente vestindo um corpo de carne.
Por lindo que seja esse corpo, seu destino é a sepultura.
A essência da criatura reside em sua realidade íntima.
Cada qual transcende com o que é, não com o que aparenta.
Há pessoas que se ocupam de aparentar pureza.
Mas cultivam pensamentos e sentimentos desonestos e lascivos.
Para os que estão a sua volta parecem exemplos de dignidade.
Mas os Espíritos, que podem perceber seus pensamentos, os veem de modo bem diverso.
Conforme a realidade íntima, assim é a constituição espiritual.
Alguém de aparência e modos irretocáveis pode ter estrutura espiritual apodrecida.
Talvez passe uma imagem respeitável à sociedade, que lhe ignora o íntimo.
Contudo, é visto pelos Espíritos como um decaído.
Exala fluidos deletérios, literalmente cheira mal, para quem consegue perceber.
Será como um lascivo decadente que ressurgirá após a morte do corpo.
Convém pensar nisso, para evitar surpresas desagradáveis.
Mais cedo ou mais tarde, sua realidade íntima aparecerá, sem nenhum disfarce.
Postado por Linne S. às 10:14 0 comentários
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