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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Filme: O Quarto Sábio[1985]

 

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Sinopse: Com Martin Shenn, Alan Arkin, Eillen Bennan e direção de Michael Ray Rhodes, "O Quarto Sábio" conta a história de um homem sábio em busca do verdadeiro sentido da vida. Filho de um rei da antiga Pérsia, o sábio procura nas Sagradas Escrituras o significado real da vida e descobre as profecias sobre Jesus, o Rei dos reis. O plano dele é encontrar-se com os três reis magos no deserto para irem ao encontro do Rei Jesus. Mas, depois de uma série de percalços, o sábio somente consegue encontrar Jesus no fim de sua vida. E encontra também a resposta que procurava.

Formato: rmvb

Tamanho: 718 mb

Hospedagem: Megaupload
Idioma: Portugues


 

FONTE: http://www.filmesreligiosos.com/

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Documentário: Reencarnação - História de Vidas Passadas

 

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Recomendo. Muito bom !

Sinopse:

O que acontece conosco depois da morte?
É possível? Dois terços da população de todo o mundo, pessoas das mais distintas religiões, acreditam que sim. Mas, a ciência moderna persiste em rejeitar essa idéia.

Existem evidências científicas sobre vidas passadas? A resposta pode estar em um grupo de crianças que cientistas de diferentes áreas do saber vêm estudando. Essas ciranças, ainda muito jovens, manifestaram memórias extremamente vivas de existências e mortes e exprienciadas anteriormente à vida que levam atualmente. elas forneceram detalhes surpreendentes sobre pessoas que jamais conheceram, lugares em qua nunca estiveram e fatos que não presenciaram, pelo menos não nesta vida.

Em "Reencarnação - Histórias de Vidas Passadas", você acompanhará o trabalho dos pesquisadores deste fascinante assunto em busca de provas sobre a existência, ou não, da reencarnação.

Links:

http://rapidshare.com/files/283268579/Reencarnacao.part1.rar

http://rapidshare.com/files/283282308/Reencarnacao.part2.rar

Lembrando que os arquivos estão compactados com WinRar e divididos em 2 partes.
O arquivo final só rodará no player se forem descompactadas todas as partes.

sábado, 5 de setembro de 2009

O amor que fica

 

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Foi num hospital do câncer que a lição foi dada. A menina tinha 11 anos e lutava, desde os 9, contra a insidiosa doença.

Nunca fraquejou. Chorava, sim, mas não fraquejava. Tinha medo em seus olhos, mas entregava o braço à enfermeira e com uma lágrima, dizia:

Faça, tia, é preciso! E havia confiança e determinação no gesto e na fala.

Um dia, quando o médico a foi visitar no quarto do hospital, ela estava sozinha. Perguntou pela mãe. E ouviu a resposta que, diz ele, até hoje guarda, com profunda emoção:

Tio, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores.

Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer.

Eu não nasci para esta vida!

Pensando no que a morte representa para crianças que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indagou o médico:

E o que a morte representa para você, minha querida?

Olha, tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e, no outro dia, acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama, não é?

É isso mesmo, concordou ele, lembrando o que fazia com suas filhas de 2 e 6 anos.

Vou explicar o que acontece, continuou ela. Quando dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto.

Eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o Meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa dEle, na minha vida verdadeira.

Que bela imagem! Que extraordinária lição desse Espírito encerrado num corpo tão jovem e sofrido.

O médico estava boquiaberto, não sabia o que dizer, ante tanta sabedoria.

Mas a menina não terminara ainda.

Minha mãe vai ficar com muitas saudades minhas, emendou ela.

Com um travo na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, o médico perguntou:

E o que saudade significa para você, minha querida?

Não sabe não, tio? Saudade é o amor que fica.

*   *   *

A menina já se foi, há longos anos. Ainda hoje, quando o médico experimentado olha o céu e vê uma linda estrela, imagina ser ela, a sua pequena paciente, na sua nova e fulgurante casa. A casa do Pai.

*   *   *

Toda vez que a morte vier com seus braços frios e levar um dos nossos amores, pensemos que é o Pai que o envolve com ternura e o está levando para Sua casa.

O Pai que, com carinho, o vem buscar para estar com Ele, pois o ama muito.

E pensemos que logo mais poderemos ir também, pois todos os que nos encontramos na Terra seremos levados pelo Pai ao mundo espiritual.

Enquanto isso, cultivemos a doçura da saudade, em nosso coração.

A saudade... O amor dos nossos amores que ficou...

Redação do Momento Espírita, a partir de crônica que circula

pela internet, atribuída ao Dr. Rogério Brandão, médico

oncologista clínico de Recife, Pernambuco.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

TCI - Vida após a morte - tese na PUC de São Paulo

 

 

Vida após a morte

(será tema de tese na PUC de São Paulo)
Manoel Fernandes Neto


O assunto não tem nada a ver com religião, apesar de falar de vida após a morte. Sonia Rinaldi há mais de 20 anos pesquisa o assunto e prepara-se para um desafio hercúleo: levar para um ambiente totalmente cético algo que comumente é tratado com crença. Ela vai defender, a partir deste ano, uma tese de mestrado na PUC – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, intitulada “Transcomunicação: Interconectividade entre Múltiplas Realidades e a Convergência de Ciências para a Comprovação Científica da Comunicabilidade Interplanos”, com a qual pretende comprovar que após a morte do corpo físico a consciência sobrevive.
Essa consciência, segundo Sonia, classificada de vários nomes, mantém sua individualidade, história, aquisições morais e intelectuais, além de ter capacidade de comunicação com o mundo da matéria.

Atualmente, como uma das coordenadoras do Instituto de Pesquisas Avançadas em Transcomunicação Instrumental, Sonia passa seus dias conectando aparelhos de gravação de áudio e vídeo, buscando contato com o que convencionamos chamar de “o outro lado da vida”.


Para a pesquisadora, o fato deste tipo de abordagem adentrar o mundo acadêmico é uma conquista que só será percebida no futuro, mas que trará benefícios para toda a Humanidade: “É chegada a hora de sair da infância e encarar a realidade da nossa evolução contínua.”, diz Sonia.

Acompanhe a entrevista exclusiva concedida por Sonia Rinaldi ao editor da NovaE.

– Após 20 anos de pesquisa, como a ciência clássica, baseada em conceitos da matéria, vem encarando o seu trabalho?

A Ciência, de forma ampla, está longe de se interessar. Uns tantos cientistas mundo a fora vêm trabalhando no sentido de documentar a realidade da sobrevivência após a morte. Porém, quer nos parecer que nenhum fenômeno é mais concreto – e, portanto, suscetível de toda sorte de análises e investigação, como requer a Ciência - do que a Transcomunicação Instrumental – ou seja, a comunicação com o Outro Lado da Vida através de gravações em computador e vídeo. Este ano de 2009 traz uma nova rota para nossa pesquisa, pois inicio Mestrado na PUC – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, justamente para levar a Transcomunicação ao meio acadêmico, coisa que jamais ocorreu na História. Veremos, daqui a uns anos, o que teremos conseguido.

– Como foi o processo de aprovação de sua tese de mestrado, sobre este assunto tão avesso ao mundo acadêmico?

Chegaram a me chamar na PUC para eu mudar minha tese, mas não aceitei. Tenho premência em conduzir a pesquisa conforme a proposta, pois minha tese não será simples – propus uma mega-tese multidisciplinar, pois já considerei o fato de que eu, sozinha, seria inapta para comprovar qualquer coisa. Propus a participação de engenheiros, físicos e matemáticos – todos com doutorado, para que sejam eles que avaliem, dentro dos parâmetros requeridos pela Ciência, que o fenômeno é real. A minha parte é levantar a ocorrência do fenômeno; a deles será endossar a autenticidade e – dentro das possibilidades – tentar explicá-lo.

– Quem serão os maiores beneficiados com a comprovação científica da sobrevivência após a morte?

A meu ver, a própria Humanidade, que deixará de se enganar. É como se fosse chegada a hora de sair da infância e encarar a realidade da nossa evolução contínua.


– Você pode explicar aos nossos leitores, em sua maioria, leiga neste assunto, o que seria a hipótese "sobrevivencialista" em contraposição à hipótese "psi"?

Quem é a favor da sobrevivência após a morte vê a coisa como sendo o ser humano composto de um corpo e uma alma, ou espírito. Na morte do corpo físico, esse espírito ou consciência, prosseguiria na jornada. Esse é o ponto de vista dos espiritualistas. Já uns tantos parapsicólogos acham que os fenômenos paranormais não são resultado de uma intervenção espiritual, mas sim, produto da própria mente de quem produz o fenômeno. No caso da Transcomunicação, essa segunda hipótese fica descartada exaustivamente, por uma série de fatores que aqui não arrolaremos para não nos estendermos. Mas sumarizamos dizendo que as Vozes que gravamos falam de coisas que ninguém sabia, dão nomes de pessoas, cidades de origem etc., que o transcomunicador nunca ouviu falar. Filhos falecidos mencionam peculiaridades que só a família sabe etc. Não há a menor possibilidade de ser produto da mente de alguém. Necessariamente, os contatos mostram que estamos em contato com seres que já partiram.

– Como são realizadas suas experiências de gravação? Qual é sua rotina de pesquisadora?

Agora, com o Mestrado, tudo girará em função disso, e as gravações serão feitas para que os cientistas que participarão da tese possam ter mais e mais elementos de estudo. Fora disso, vou continuar dando uma aula por mês de como gravar para as pessoas interessadas.

– Nos workshops realizados por você, como as pessoas têm reagido ao contato com entes que se foram? Na mesma linha desta questão, a saudade e a necessidade de um contato não podem prejudicar uma análise racional?

Em todos os cursos (workshops) que damos, todos obtêm resultados de seus falecidos e aprendem a gravar. Não há como comprometer a interpretação, porque, ou a resposta está lá ou não está. Nossas gravações há anos são bem claras... não deixam margem de dúvida ou permitam dúbia interpretação. Se a gravação/ resposta não for clara, será descartada. Quando se fala em vida após a morte, as pessoas fazem logo uma conexão com religião, que, no sentido clássico, vai na contramão da pesquisa científica.

– Como você lida com isto?


Religião que se esconde atrás de dogmas e não respeita a lógica deve estar com os dias contados. A globalização e o avanço tecnológico despertaram a racionalidade, e a visão setorizada tende a mudar. Ou algo é "verdade" ou não merece crédito. E tudo que é "verdade" tem que ser passível de análise e investigação. Há de chegar o tempo em que o ser humano dispensará supostas leis divinas, sejam lá quais forem, que não passem pelo crivo da lógica racional.

– Considerando a hipótese sobrevivencialista, quais as diferenças deste contato em relação à psicografia, já que as gravações captam pequenas frases, às vezes com uma estrutura gramatical inversa, bem diferente dos livros mediúnicos, que são verdadeiros tratados, romances, com estruturas complexas?

A diferença fica por conta de que tudo que não pode ser matematicamente investigado fica excluído do interesse da Ciência. Até hoje, centenas de médiuns têm dado importante contribuição no sentido filosófico e social; porém, fica fora da possibilidade da comprovação da realidade disso. Já no caso da Transcomunicação, qualquer "alô!" vem com um peso incontestável diante dos olhos de um cientista. Por isso, penso que a Transcomunicação Instrumental é o veiculo mais poderoso para comprovar que se vive depois da morte, além, claro, de levar consolo a milhares de pessoas que sofrem com a perda de alguém querido.

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Leia mais nos sites:

http://ipati.org/

e

http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=3883

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Pequenos Gestos

 

FLORES

 

É curioso observar como a vida nos oferece resposta aos mais variados questionamentos do cotidiano...

Vejamos: A mais longa caminhada só é possível passo a passo... O mais belo livro do mundo foi escrito letra por letra... Os milênios se sucedem, segundo a segundo...

As mais violentas cachoeiras se formam de pequenas fontes... A imponência do pinheiro e a beleza ipê começaram ambas na simplicidade das sementes...

Não fosse a gota e não haveria chuvas... O mais singelo ninho se fez de pequenos gravetos e a mais bela construção não se teria efetuado senão a partir do primeiro tijolo... As imensas dunas se compõem de minúsculos grãos de areia...

Como já refere o adágio popular, nos menores frascos se guardam as melhores fragrâncias... É quase incrível imaginar que apenas sete notas musicais tenham dado vida à "Ave Maria", de Bach, e à "Aleluia", de Hendel...

O brilhantismo de Einstein e a ternura de Tereza de Calcutá tiveram que estagiar no período fetal e nem mesmo Jesus, expressão maior de Amor, dispensou a fragilidade do berço... ...

Assim também o mundo de paz, de harmonia e de amor com que tanto sonhamos só será construído a partir de pequenos gestos de compreensão, solidariedade, respeito, ternura, fraternidade, benevolência, indulgência e perdão, dia a dia...

Ninguém pode mudar o mundo, mas podemos mudar uma pequena parcela dele: esta parcela que chamamos de "Eu". Não é fácil nem rápido...

Mas vale a pena tentar! Sorria!!!      

sábado, 6 de junho de 2009

Ouvindo e sentindo: Third Day - Cry out to Jesus

 

 

 

Essa canção do Third Day fez parte originalmente do album Wherever We Are, lançado em 2005, e ainda está inclusa no mais novo album da banda o Live Revelations (2009). Gostaria de dedicar ela para aqueles que por algum motivo estão passando por momentos difíceis, onde parece que chegou o fim, e que está tudo terminado. Mas eu quero te dizer que  há Esperança, Clame por Jesus!

O Senhor é o meu Pastor, e nada me faltará!

Cry Out To Jesus

Chame por Jesus

 

To everyone who's lost someone they love
Para todos aqueles que perderam alguém que amam
Long before it was their time
Muito antes de ser sua hora
You feel like the days you had were not enough
Você sente que os dias que teve não foram suficientes
When you said goodbye
Quando você disse adeus


And to all of the people with burdens and pains
E para todos aqueles com aflições e dores
Keeping you back from your life
Que deixam retomar suas vidas
You believe that there's nothing and there is no one
Você crê que não há nada nem ninguém
Who can make it right
Que possa consertar isso


[Chorus]
There is hope for te helpless
Há esperança para o perdido
Rest for the weary
Descanso para o cansado
Love for the broken heart
Amor para o coração partido
There is grace and forgiveness
Há graça e perdão
Mercy and healing
Compaixão e cura
He'll meet you wherever you are
Ele vai lhe encontrar onde você estiver
Cry out to Jesus, Cry out to Jesus
Chame por Jesus, chame por Jesus


For the marriage that's struggling just to hang on
Para o casamento que está lutando apenas para se manter
They lost all of their faith in love
Eles perderam toda sua fé no amor
They've done all they can to make it right again
Tentaram de tudo para recomeçar
Still it's not enough
Ainda assim não foi suficiente


For the ones who can't break the addictions and chains
Para aqueles que não podem quebrar os vícios e cadeias
You try to give up but you come back again
Você tenta largar mas acaba voltando
Just remember that you're not alone in your shame
Apenas lembre-se que você não está sozinho em sua vergonha
And your suffering
E seu sofrimento


[Chorus]
When your lonely
Quando você está sozinho
And it feels like the whole world is falling on you
E isso parece ser o mundo inteiro caindo sobre você
You just reach out, you just cry out to Jesus
Você apenas consegue,você apenas chama por Jesus
Cry to Jesus
Clame por Jesus


To the widow who suffers from being alone
Para a viúva que sofre por estar sozinha
Wiping the tears from her eyes
Enxugando as lágrimas de seus olhos
For the children around the world without a home
Para as crianças pelo mundo que não têm um lar
Say a prayer tonight
Faça uma oração hoje

terça-feira, 12 de maio de 2009

O tempo de cada um


Lilly

 

Quem hoje parece lamentável amanhã será um anjo radioso.

Os seres de grande virtude, cujos atos tanto encantam, igualmente cometeram erros em sua jornada milenar.

Assim, o desencanto e o esmorecimento traduzem incompreensão dos mecanismos superiores da vida.

Certamente não é possível e nem desejável alegrar-se perante indignidades de qualquer ordem.

Mas é necessário compreender que cada criatura tem o seu ritmo e o seu momento de transformação.

Perante os equivocados, é necessário exemplificar o bem, mas sem violências e arrogância.

Não vale ser conivente e omisso, mas também não cabe a imposição das próprias idéias.

Se criaturas difíceis estão presentes em sua vida, há uma razão para isso.

Na grande oficina da vida, você foi considerado digno do bom combate.

Os levianos e rudes são os mais necessitados de amor.

Afinal, como afirmou o Divino Amigo, os sãos não necessitam de remédio.

Se os valores cristãos iluminam o seu íntimo, rejubile-se.

Exemplifique-os mediante uma vida laboriosa e digna.

Mas não os imponha a ninguém.

Afinal, Deus a todos assegura o livre arbítrio e pacientemente espera o lento desabrochar das virtudes dos anjos.

Pense nisso.

 

Fonte: Redação do Momento Espírita.
Em 04.05.2009.

 

Sonhe!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A mensagem de um menino

 

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Ele tinha apenas oito anos, contudo, detinha a sabedoria das grandes almas. Era uma criança no corpo. Mas, seu Espírito já se dera conta de que breve seria sua vida sobre a Terra.

Generoso, como todas as almas nobres, a sua era a preocupação com outras pessoas. Como ficaria sua mãe sem ele, por exemplo?

Quando soprou as oito velas do seu bolo de aniversário e sofreu uma nova e grave crise que o levou ao hospital mais uma vez, Peter resolveu fazer uma lista.

Era uma lista de alguns itens que ele desejava executar, antes de morrer.

Dos itens constava encontrar alguém que se encarregasse de retirar a neve da frente da casa.

E isso não foi muito difícil, porque um dos vizinhos disse que teria prazer em assumir esse encargo.

E, porque se preocupasse com a qualidade de vida de sua mãe, desejava conseguir, de alguma forma, que ela concluísse a canção que começara a compor quando ele nascera.

Seria o reconhecimento e a consagração dela como compositora.

Para si mesmo, duas coisas eram muito especiais: morrer em casa, cercado de seus amigos e colocar um grande mastro, frente à sua casa, sinalizando que era ali que Peter se encontrava.

Ele iria morrer e desejava que os anjos soubessem onde ele morava, para o virem buscar.

A mãe, descobrindo a lista e reconhecendo a sua importância, se esmerou e, mesmo com o coração a sangrar, concluiu a canção.

Ela a chamou de O Salmo 151. Explicou que lera os 150 salmos da Bíblia, mas que nenhum deles traduzia a alegria que ela sentira ao dar à luz a seu filho.

A dificuldade em conclui-la se dera em função da descoberta da enfermidade de que ele era portador e do pouco tempo de vida que teria.

Todos os recursos possíveis foram empreendidos para que o convênio de saúde aprovasse cuidados ao pequeno enfermo, no lar.

E, numa tarde fria, enquanto Peter se despedia da vida física, os amigos se reuniram para cantar, junto com sua mãe, O Salmo 151.

Quando Peter deixou exalar o último e tranquilo suspiro, os olhos dos amigos se ergueram para contemplar a bandeira tremulando ao vento.

E, em todos os corações, havia a certeza: a bandeira indicativa era desnecessária. Pela forma como suportara a enfermidade e as dores, como se preparara para a morte, pelo seu desprendimento e amor, os anjos sabiam, com certeza, onde estava Peter.

E o tinham vindo buscar.

* * *

 

Existem Espíritos que estão entre nós por pouco tempo. Especiais, destacam-se pela sua forma de ver e sentir a vida.

Vem e vão rapidamente. No entanto, a sua mensagem de amor é de tal forma forte, vigorosa, que deixam o aroma da sua presença indelével entre os que tiveram a ventura de com eles conviver.

A sua lição é do amor que não se apaga, da bondade que se preocupa com o outro e da sábia resignação ante aquilo que não pode ser alterado.

Pensemos nisso!

 

 

Redação do Momento Espírita, com base no episódio

O salmo 151, do seriado televisivo O toque de um anjo.

Em 28.04.2009.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Homenagem a Chico Xavier

 

 

Chico Xavier, Chico Xavier
Chico Xavier é sempre ajuda
Chico Xavier, Chico Xavier
Quem tem ouvidos pra ouvir, escuta
Francisco é como um rio desde a nascente
Ele colhe como quem planta a semente
Suas margens são prenúncio pro futuro
Eu não tenho que jurar
Mas se quiser eu juro
Chico Xavier, Chico Xavier
Chico Xavier é sempre ajuda
Chico Xavier, Chico Xavier
Quem tem ouvidos pra ouvir, escuta
Chico Xavier é meio estranho
Pra quem não acredita em seu próprio coração
Chico Xavier não tem tamanho
Ele é luz iluminando a escuridão
Chico Xavier, Chico Xavier
Chico Xavier é sempre ajuda
Chico Xavier, Chico Xavier
Quem tem ouvidos pra ouvir, escuta…

 

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"Ah... Mas quem sou eu senão uma formiguinha, das menores, que anda pela Terra cumprindo sua obrigação!"

[Chico Xavier]

segunda-feira, 30 de março de 2009

Afetos não se apagam



Nathan sempre sonhara ser médico. A vida lhe pediu que desistisse de seu sonho.

Cedo precisou auxiliar a sustentar seus pais e irmãos. E cada vez seu sonho se tornava mais distante.

Décadas depois viu seu neto, pelo qual tinha um carinho especial, apresentar a mesma vontade.

Mas Nathan morreu quando o menino tinha apenas nove anos de idade. Aos 23 anos, Kevin mantinha o sonho sempre mais forte. Queria ser médico, curar as pessoas.

Como seus pais iriam pagar a faculdade era uma incógnita. O curso era muito caro. Eles eram corretores de imóveis e faziam o possível para fechar o maior número de negócios.

Certo dia, o pai de Kevin viu, no jornal local, o anúncio de alguém que queria vender uma casa.

Embora não costumasse entrar em contato com quem anunciava por sua própria conta, algo o fez telefonar.

Os donos tinham anunciado diretamente, desejando vender a casa, sem a necessidade de pagamento de comissão a corretores.

Mas acabaram marcando com o pai de Kevin uma visita para que ele conhecesse a casa.

Agendaram para a terça-feira. Quando Sherman falou com a esposa a respeito, ela o lembrou que ele tinha um compromisso anteriormente marcado.

Sherman ligou para os donos da casa e mudou a visita para a segunda, às quinze horas.

Mais tarde, eles tornaram a telefonar pedindo que ele fosse na segunda, mas pela manhã, às 11 horas.

Quando chegou ao local, Sherman descobriu que aquela casa tinha sido habitada pelos seus sogros, 15 anos antes.

Comentou isso com os proprietários mas, antes que continuassem a conversar sobre a estranha coincidência, a campainha tocou.

Era o carteiro.

Sherman ouviu o casal informar:

Não. Ninguém chamado Nathan Stein mora aqui...

Sherman se levantou rápido da cadeira e gritou: Era meu sogro!

Com as devidas explicações ao carteiro, conseguiu que a carta lhe fosse entregue, mediante assinatura de recebimento.

Era um informativo de um banco a respeito de uma conta corrente em nome de Nathan. Dizia que tal conta seria fechada em breve se ninguém a viesse reclamar, pois estava sem movimentação há anos.

O valor? Quinze mil dólares!

Sherman, sua esposa e seu filho tiveram, logo, a certeza. Fora Nathan que, de alguma forma, do mundo espiritual, envidara esforços para que ele estivesse lá, naquele momento.

Fui levado até lá no momento certo, disse Sherman. Meu sogro desejava que seu neto tivesse o dinheiro para pagar o primeiro ano da faculdade.

E a filha, mãe de Kevin, tem certeza de que seu pai que sempre cuidou dela, continua a cuidar até hoje.



A morte, de forma alguma rompe os laços do amor. Da espiritualidade, os nossos amores prosseguem a velar por nós.

Pais se esmeram no cuidado aos filhos que permaneceram na carne. Filhos, esposos, amigos têm os olhos voltados para nós, abençoando-nos ainda com seu afeto especial.

Com os Imortais aprendemos que os bons espíritos fazem todo o bem que lhes é possível. Sentem-se ditosos com as nossas alegrias.

Afligem-se com os nossos males, quando os não suportamos com resignação, porque então nenhum benefício tiramos deles.

Eles se compadecem dos nossos sofrimentos, como nos compadecemos dos de um amigo.

Assim, os bons Espíritos nos levantam o ânimo no interesse do nosso futuro.

Os parentes e amigos que nos precederam na outra vida, por nos votarem afeição, nos protegem como Espíritos, de acordo com o poder de que disponham.

Eles, como nós, são muito sensíveis aos sentimentos de amor e afeição.


Redação do Momento Espírita, com base em texto do livro
Mensagens de amor e amizade de Yitta Halberstam e
Judith Leventhal, ed. Butterfly e nos itens 484 a 488a de
O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb.
Em 09.02.2009.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

E se a morte chegasse agora?

Se você soubesse que hoje iria morrer – o que faria?

Esta pergunta foi feita a um homem, no século XIII. Era um homem iluminado.

Nascido em berço de ouro, conheceu as delícias da abastança. Filho de rico mercador, trajava-se com os melhores tecidos da época.

Sua adolescência e juventude foram impregnadas das futilidades daqueles dias, em meio a expressivo número de amigos.

Assim transcorria sua vida, quando um chamado se deu a esse jovem.

Então, ele se despiu dos trajos da vaidade e se transformou no Irmão Francisco, o Irmão dos Pobres.

Sua alma se encheu de poesia e ele passou a compor versos para as coisas pequeninas, mas muito importantes, da natureza.

Chamou irmãos à água, ao vento, ao sol, aos animais. Sua alma exalava o odor da alegria que lhe repletava a intimidade.

Muitos amigos o seguiram, abraçando os lemas da obediência, pobreza e castidade. Amigos na opulência, amigos na virtude.

Certo dia, enquanto arrancava do jardim as ervas daninhas, Frei Leão, que o observava, lhe perguntou:

Irmão Francisco, se você soubesse que morreria hoje, o que faria?

Francisco descansou o ancinho, por um instante. Seus olhos, apagados para as coisas do mundo passageiro, pareceram contemplar paisagens interiores de beleza.

Suspirou, pareceu mergulhar o olhar para o mais profundo de si e respondeu, sereno:

Eu? Eu continuaria a capinar o meu jardim.

E retomou a tarefa, no mesmo ritmo e tranquilidade.

Quantos de nós teríamos condições de agir dessa forma? A morte nos apavora a quase todos.

Tanto a tememos que existem os que sequer pronunciamos a palavra, porque pensamos atraí-la.

Outros, nem comparecemos ao enterro de colegas, amigos, porque dizemos que aquilo nos deprime, quando não nos atemoriza.

Algo como se ela nos visse e se recordasse de nos vir apanhar.

E andamos pela vida como se nunca fôssemos morrer. Mas, de todas as certezas que o mundo das formas transitórias nos oferece, nenhuma maior que esta: tudo que nasce, morre um dia.

Assim, embora a queiramos distante, essa megera ameaçadora que chega sempre em momentos impróprios, ela vem e arrebata os nossos amores, os desafetos, nós mesmos.

Por isso, importante que vivamos cada dia com toda a intensidade, como se nos fosse o derradeiro.

Não no sentido de angústia, temor, mas de sabedoria. Viver cada amanhecer, cada entardecer e cada hora, usufruindo o máximo de aprendizado, de alegria, de produção.

Usar cada dia para o trabalho honrado, que nos confira dignidade. Estar com a família, com os amigos.

Sorrir, abraçar, amar.

Realizar o melhor em tudo que façamos, em tudo que nos seja conferido a elaborar. Deixar um rastro de luz por onde passemos.

Façamos isso e, então, se a morte nos surpreender no dobrar dos minutos, seguiremos em paz, com a consciência de Espíritos que vivemos na Terra doando o melhor e, agora, adentraremos a Espiritualidade, para o reencontro com os amores que nos antecederam.

Pensemos nisso.

Fonte: Site “Momento Espírita”

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Liberdade Conjugal

Por Alcione Albuquerque Andrade


O ideal de liberdade é o único valor comum compartilhado pela humanidade.

Independente de credo, raça, cultura, sexo, todos desejamos ser livres e estamos paradoxalmente dispostos até a morrer por isto.

Torna-se indispensável distinguir a liberdade que é primeiro do livre pensar da libertinagem que é o livre agir. Realmente a nossa liberdade vai até onde começa a liberdade do outro. Para respeitar estes limites é preciso estar consciente das leis que governam a nossa sociedade. "Olhe bem o chão onde pisa " é a velha recomendação.

Vivemos leis morais que devem caminhar para a ética que é o respeito amoroso por todas as criaturas. Até que isto ocorra é preciso adaptar-se aos costumes da nossa cultura sem abrir mão da crítica e da auto crítica. Passemos a elas.

Com os novos mores da sociedade, ou seja, modos, moral, costumes, deparamo-nos com uma família nova, com modelos novos de conduta. A história da civilização dá a estes padrões novos o tempo necessário para ensaio e erro para que se fixem, se demonstrado que são úteis ao grupamento social ou para que pereçam por desnecessários e frágeis, sem utilidade para a sociedade. Desta maneira os mores transformam-se em ethos donde advém a ética , ou nova conduta humana.

A família que está em teste é aquela onde os papeis são mais flexíveis.

Anteriormente ao homem cabia prover, produzir filhos e disciplinar a família. Este homem viveria para a família mas via de regra, longe de casa. Ao chegar trazendo os proventos do seu esforço, esperava ver cumpridas suas leis. Ele é que trazia as notícias do mundo separando os assuntos como quem separa os cadernos de um jornal em seções. Desta forma "assuntos para mulher" ficavam a parte e com as crianças não havia com o que se preocupar já que criança "não tem assunto". Roupas de homem, roupas de mulher, eram visivelmente separadas em estilos e cores de tal forma que a sexualidade começava a ser exercida – ou não exercida ou só exercida , desde o guarda roupa. Coisas de mulher , coisas de homem , eram departamentos incomunicáveis. A mulher por sua vez cabia obedecer, gerar filhos, fazer cumprir a lei patriarcal e com isto honrar o seu marido. Para tanto ela não sairia de casa estando a disposição da família 24 horas. Sua conduta abnegada , reclusa e de renúncia , aliadas aos dotes de boa dona de casa fariam dela a mulher completa. Esta a caricatura da família patriarcal do começo de 1900 e que sobreviveu com retoques evolutivos até os anos 50.

Sobrevindo a II Guerra Mundial houve o primeiro terremoto na estrutura acomodada da família. As mulheres, viúvas , se viram de repente , necessitadas de proteger os filhos e saíram para o trabalho, despreparadas e com grande sofrimento. Geralmente acumularam funções . Continuaram a trabalhar em jornada dupla, as mesmas 24 horas de antes, porém 8 delas destinadas ao trabalho fora de casa. Sobrecarregadas , mal remuneradas. Porém criaram visibilidade, isto é , deixaram de ser invisíveis e passaram a fazer parte do mercado de trabalho . A relação trabalhista as colocou como força de produção e começou uma nova era. Mais visíveis elas se tornaram mais abordáveis sexualmente e foi assim que nos anos 60 com o surgimento da pílula anticoncepcional a revolução feminista eclodiu. Daí para frente as mudanças para a mulher tornaram-se vertiginosas. Quem ontem nada podia hoje tudo pode. A opinião dos observadores sociais é de que a escravidão continua. A mulher continua sobrecarregada inclusive por seus novos hábitos de vida: fumar , beber, ter vários parceiros sexuais, excesso de trabalho e estresse. Tudo isto desconjuntou a família como uma mesa antes estável , hoje com o pé quebrado.

O homem atual se vê um tanto perdido em seu papel. Ele não é mais o provedor único do lar; nem mesmo o mais inteligente da dupla. Os direitos de saber e de ir e vir são comuns de dois; a prole quando existe é pequena em relação a da família dos anos 900 e seus cuidados são divididos entre pai e mãe. Criou-se a mãe - substituta, as babás que são as pessoas ou instituições que vêem em socorro da prole antes responsabilidade exclusiva dos pais. O casal se subdivide entre o trabalho e o lar , incluindo os afazeres domésticos , e o educar os filhos.

Direitos e deveres são motivo de competição entre o casal e subindo o nível da insatisfação é razoável a troca de casamento. Lar e casa se confundem pois os bens de consumo tendem a ser substitutos da realização intima que formam o verdadeiro lar , refúgio e lugar para onde voltar.

A família sofre de mal estar.

Entendemos que em tudo que é novo, primeiro se instala o mal estar, porém é Jung que nos lembra que quando a família vai mal é preciso cuidar da mãe.

A FAMILIA MORREU, VIVA A FAMILIA!

Sintetizando, a título de sermos livres não poderemos fazer só o que queremos mas o que queremos deverá se adaptar as possibilidades da minha cultura.

Na nossa cultura o que se pede ao casal é em primeiro lugar que se amem, que se comprometam com esse amor e que esse compromisso inclua não trair, seja em idéias, palavras ou atos.

Fortalecidos estes laços , como as raízes de uma árvore lançam-se fundo para sustentar o tronco, pode o tronco mostrar-se em toda sua força (relacionamento amoroso), criando galhos e seus rebentos, flores e frutos que são os filhos. Mas tudo começa da raiz , do que está escondido, não visível. O que cada um traz de bagagem pessoal. Sua individualidade que precede e sucede ao casamento. Seus valores essenciais.

Valores a serem resgatados:

  • mulher: acolhimento, intuição, anonimato, suavidade,o feminino
  • homem: autoridade, iniciativa, virilidade,o masculino

Para ambos : segurança íntima profundamente ligada a questão da fé em Deus.

Retomemos a análise da liberdade conjugal, seus limites e possibilidades:

  • A primeira manifestação da liberdade é a da consciência tranqüila. Fazer o melhor possível e não ficar preso ao melhor que existe.
  • A liberdade é uma questão pessoal. Ninguém é livre para o outro como também ninguém pode me libertar.
  • Assim como o relacionamento só melhora se cada um se torna um ser melhor, assim a liberdade pessoal poderá ser exercida dentro da relação na medida em que eu sou interiormente livre.
  • Terei sempre liberdade de crescer e me desenvolver como espírito, bem como de cultivar as virtudes da paciência, tolerância, renúncia.
  • Tenho total liberdade para amar.
  • Tenho liberdade para cooperar para o crescimento do outro ainda que isto signifique deixá-lo ir.
  • Tenho liberdade e responsabilidade de me conhecer cada dia mais e melhor.
  • Tenho liberdade para cooperar para que o meu relacionamento seja cada dia melhor.
  • Tenho liberdade para ser co-operador de Deus .



Fonte: Site CVDEE - “Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo”



Ciência e Espiritualidade

 

Por Nubor Orlando Facure

 

Por mais que neguem os materialistas, a espiritualidade é um atributo que faz parte da essência do ser humano. Desde os tempos primitivos o Homem percebeu que existem forças que transcendem o seu domínio e passou a respeitar, a temer e a se subjugar diante das ameaças dos fenômenos da natureza, da conjunção dos astros e da incerteza do futuro.

Nasceram assim as crenças, os mitos, os deuses. as magias, os sortilégios, o misticismo, organizaram-se templos e igrejas com suas liturgias, seus sacerdotes e prosperaram as “instituições religiosas”. Neste clima vários deuses disputavam o poder e a força do verdadeiro Deus.

Conquistando a razão no decurso dos milênios que a evolução lhe exigia percorrer, o Homem percebia que sua experiência psíquica ultrapassava a realidade limitada pela experiência que os sentidos lhe permitia perceber . No seu íntimo, a vida transcendia a própria morte e as lembranças dos seu antepassados, que lhes pareciam visitar nos sonhos ou nas recordações, o faziam pressupor que uma vida futura deveria reunir a todos.

Os séculos se sucederam sem que no entanto o ser humano conseguisse atravessar a fronteira da morte sem temor e sobressaltos. A espiritualidade permanecia como uma conquista sempre adiada para depois, uma viagem sem volta ou uma terra que se comprava com promessas, lamentações ou indulgências.

A caminhada de Jesus pela Terra traçou rumos, comprovou a imortalidade, estabeleceu a comunhão com o Pai, dialogou com os Espíritos e revelou os gozos da vida futura. O Homem, persistiu, porem, nos desvios irresponsáveis, preferindo as vantagens que a Terra e as conquistas materiais o permitia possuir. Nos dias de hoje as palavras do Cristo de novo ressoam nas páginas do Consolador prometido. A “Pátria do Evangelho” se ergueu revelando-se como o grande “portal da Espiritualidade” a insistir com o Homem que Deus existe, que a vida continua, que somos espíritos imortais, que na Casa do Senhor há muitas moradas onde nossos entes queridos nos aguardam e que este mundo e o “outro” se relacionam num vai e vem de interferências múltiplas.

A mesma doutrina do Cristo, agora codificada por Kardec, nos expôs, ao lado dos cânticos da Boa Nova, a fé raciocinada, permitindo a constatação do fenômeno espiritual com os paradígmas de uma “nova ciência”.

A espiritualidade, quando avaliada cientificamente, esbarra, porem, em uma série de dificuldades. Primeiro a sua própria conceituação, depois, sua distinção com religião e misticismo.

A religião implica numa organização institucional com uma maior ou menor participação do indivíduo. Nas religiões tradicionais são prescritas crenças, dogmas, rituais, práticas litúrgicas e compromissos sociais com a instituição. A exploração da espiritualidade é historicamente uma prática comum às religiões, que se aproveitam de alguns conceitos que são compartilhados entre ambos : a relação transcendente com Deus ( uma “força suprema” ou uma “energia universal”) e a veneração por aquilo que é tido como sagrado.

A dimensão espiritual implícita na natureza humana é aceita por uns mas, não por outros, e aquilo que permite alguém ter aceso à esta dimensão, não terá nenhum significado para aquele que não admite a sua existência.

Cada indivíduo pode ser caracterizado por sua religiosidade,suas crenças particulares e práticas relativas a sua religião, sem, no entanto,manterem um vínculo estreito com a espiritualidade.

A vivência espiritual comumente é uma experiência subjetiva, individual, particular, que algumas vezes pode ser compartilhada com os outros. Algumas pessoas experienciam sua espiritualidade como um assunto altamente pessoal e privado, focalizando elementos intangíveis que os suprem de vitalidade e grande significado em suas vidas. Espiritualidade não envolve religião necessariamente.

Cada pessoa define sua espiritualidade particularmente. Ela deve ser vista como um atributo do indivíduo dentro de um conceito complexo e multidimensional. Possivelmente tem alguma coisa a ver com caráter, com personalidade e com cultura.

Para uns, a espiritualidade se manifesta ou é vivenciada em um momento de ganhos materiais prazerosos tão simples como, pisar na relva descalço ou caminhar pela noite solitário, para outros, será um momento de contemplação, de meditação, uma reflexão profunda sobre o sentido da vida, uma sensação de íntima conecção com o que pensa amar ou um contacto psíquico com seres espirituais.

Podemos perceber que a espiritualidade se manifesta em três domínios pelos quais podemos sistematizar sua avaliação com critérios científicos: os domínios da “prática”, das “crenças” e o da própria “experiência espiritual”.

Na “prática”, quando se exercita a contemplação, a meditação, a prece ou uma atividade de culto religioso.

O domínio das “crenças” espirituais varia com a cultura dos povos e inclui a crença na existência de Deus, da Alma, da vida após a morte e da realidade da dimensão espiritual para além do nosso conhecimento sensorial e intelectual.

Por fim, no domínio da “experiência espiritual” há uma série enorme de situações que parecem sugerir contacto direto com a espiritualidade. Incluem-se aqui, por exemplo, aquelas vivências rotineiras, representadas pelo encontro íntimo e pessoal que cada um faz com o transcendente e o sagrado e aqueles outros quadros freqüentemente mais dramáticos, quase sempre súbitos, acompanhados de forte transformação pessoal que se seguem a um acontecimento psíquico marcante na vida. Mais significativas ainda, incluem-se , entre outros, os relatos de experiências de quase morte (near death experience) e as projeções fora do corpo físico (out of body experience) nos quais, o indivíduo transita com sua consciência por outras dimensões, vivenciando a plenitude da vida espiritual .

No Brasil, podemos afirmar que, em termos de “experiência espiritual”, nada supera a mediunidade. Entre nós, parece que a espiritualidade convive dentro de casa dirigindo cada passo de nossas vidas. Pelos nossos médiuns os recados do outro lado tem sido tão freqüentes que as portas da morte não isolam mais nosso contacto com os que mais amamos.

Estamos diante de um “campo de experimentação” extraordinário onde é corriqueira a comprovação da intercomunicação entre nós e o “outro lado da vida”. Qualquer cientista sem preconceito pode sistematizar suas observações dentro dos três domínios que apresentamos para a análise da espiritualidade e confirmar que na “prática”, nas crenças” e nas “experiências espirituais” nos seus vários matizes, a espiritualidade toda se manifesta, revelando a centelha divina e imortal que habita em todos nós.

 

Fonte: Site “CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo”

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

AS DÁDIVAS

E ele respondeu:


"Vós pouco dais quando dais de vossas posses.
É quando dais de vós próprios que realmente dais.
Pois, o que são vossas posses senão coisas que guardais,
por medo de precisardes delas amanhã?


E amanhã, que trará o amanhã ao cão ultraprudente,
que enterra ossos na areia movediça
enquanto segue os peregrinos até a cidade santa?


E o que é o medo da necessidade senão a própria necessidade?
Não é vosso medo da sede, quando vosso poço está cheio,
a sede insaciável?


Há os que dão pouco do muito que possuem,
e o fazem para serem elogiados,
e seu desejo secreto desvaloriza suas dádivas.


E há os que pouco têm e o dão inteiramente.
Esses confiam na vida e na generosidade da vida,
e seus cofres nunca se esvaziam.


E há os que dão com alegria, e essa alegria é sua recompensa.
E há os que dão com pena, e essa pena é seu batismo.
E há os que dão sem sentir pena nem buscar alegria
e sem pensar na virtude: dão como, no vale, o mirto espalha
sua fragrância pelo ar.


Pelas mãos de tais pessoas, Deus fala;
e através de seus olhos Ele sorri para o mundo.
É belo dar quando solicitado; é mais belo, porém,
dar sem ser solicitado, por haver apenas compreendido;


E, para os generosos, procurar quem recebe é uma alegria
maior ainda que a de dar.
E existe alguma coisa que possais guardar?


Tudo que possuís será um dia dado.
Dai agora, portanto, para que a época da dádiva seja vossa
e não de vossos herdeiros.


E vós que recebeis - e vós todos recebeis -
não assumais nenhum encargo de gratidão,
para não pordes um jugo sobre vós
nem sobre os vossos benfeitores.
Antes, erguei-vos, junto com eles,
sobre asas feitas de suas dádivas;
Pois se ficardes em demasia
preocupados com vossas dividas,
estareis duvidando da generosidade
daquele que tem a terra liberal por mãe e Deus por pai.


Vós dizeis muitas vezes: "Eu daria, mas somente a quem merece".
As árvores de vossos pomares não falam assim,
nem os rebanhos de vossos pastos.
Dão para continuar a viver, pois reter é perecer.
Certamente, quem é digno de receber seus dias e suas noites
é digno de receber de vós qualquer coisa mais.


E quem mereceu beber do oceano da vida,
merece encher sua taça em vosso pequeno córrego.
E que mérito maior haverá do que aquele
que reside na coragem e na confiança,
mais ainda, na caridade de receber?


E quem sois vós para que os homens
devam expor seu intimo e desnudar seu orgulho,
a fim de que possais ver
o mérito deles despido, e o amor-próprio rebaixado?


Procurai ver, primeiro, se mereceis ser doadores
e instrumentos do dom.
Pois, na verdade, é a vida que dá a vida,
enquanto vós, que vos julgais doadores,
sois simples testemunhas.

Kahlil Gibran

sábado, 24 de janeiro de 2009

Ser ou Ter espírito

Por Rita Foelker

“Tenho um lado espiritual independente de religiões.” Esta é uma das opções do Orkut para o item “religião”, no perfil de seus participantes.

O que a frase diz, num certo sentido, é evidente: que a pessoa, embora creia numa dimensão espiritual de qualquer tipo, não se enquadra nos sistemas de crença consagrados pelas diferentes religiões e doutrinas. Quer dizer que esta pessoa prefere ter a liberdade de selecionar as idéias nas quais acredita, no que tange à natureza transcendente e propósito de sua existência, a aderir a um corpo doutrinário qualquer.

Mas há outra interpretação possível da mesma frase: a de que somos algo com um lado ou parte material, e com um lado ou parte espiritual. Seria correto pensar-se desta forma?

Bem, o Espiritismo é claro ao dizer que o ser humano é composto de três partes: espírito (o elemento inteligente), corpo (sua parte material) e perispírito (o laço fluídico que une os dois primeiros). Isso parece – apenas, parece – confirmar a correção de se falar de um lado ou parte espiritual. Acontece, porém, que temos muito mais do que um “lado” espiritual. De fato, nós somos essencialmente Espíritos imortais, que se projetam na vida material com propósitos evolutivos e que, para tanto, recebem um corpo físico ao qual se ligam pelo seu perispírito.

Não, não temos uma parte ou lado espiritual, porém, somos Espíritos! A inteligência e a sensibilidade são nossas capacidades naturais enquanto seres incorpóreos, e elas se desenvolvem nas múltiplas encarnações, no contato com o mundo físico e com a realidade social.

Somos aprendizes da vida imortal que exercitam suas lições nos desafios impostos pela vida na materialidade, pela necessidade de sobrevivência, pela busca de harmonia consigo mesmo e da melhor convivência com seus semelhantes. E quando a presente existência atingir seu termo, aqui deixaremos nosso organismo físico, partindo com as aquisições invisíveis do sentimento e da razão rumo a novos aprendizados.

Eu gostaria, no entanto, de propor outro significado que enriquece a compreensão de nossa função no mundo, sem contradizer a divisão conceitual do Espiritismo do homem em três partes. Um sentido mais metafórico, porém, nem por isso, menos relevante. Este sentido nos é dado num texto escrito por Leonardo Boff, que diz, entre outras coisas*: "Captar a profundidade do mundo, de si mesmo e de cada coisa constitui o que se chamou de espírito. Espírito não é uma parte do ser humano. É aquele momento da consciência mediante o qual captamos o significado e o valor das coisas. Mais ainda, é aquele estado de consciência pelo qual apreendemos o todo e a nós mesmos como parte e parcela deste todo."

Ou seja, ser Espírito é também uma espécie de experiência possível ou de consciência que se alcança, uma percepção de sermos participantes de uma integração entre leis e forças que sustentam todo o Universo.

Efetivamente, muitos vivem numa escala de prioridades onde a rotina, a corrida pelos bens materiais e a conquista de status social parecem ser os valores primordiais. Ou seja, ser Espírito não implica em automaticamente sentir-se como tal, nem em compreender as conseqüências desta verdade e, muito menos, em viver segundo as necessidades da evolução espiritual.

Mas em algum momento em nossas vidas, tal realidade se revela. E ao nos sentirmos seres espirituais, ao capturarmos pela sensibilidade a ordem perfeita do Cosmos e sua conexão com cada ínfimo Ser, entrando em contato com o invisível subjacente a toda realidade visível, nós conseguimos nos ver como os seres espirituais que realmente somos. Livres dos condicionamentos do tempo e espaço, mudamos nossa escala de prioridades de vida.

Captamos a importância da oportunidade que temos na presente existência, de cada segundo que vivemos, de cada palavra pronunciada, de cada gesto, na construção da nossa melodia no concerto universal da Criação. Captamos a importância dos seres que encontramos no caminho e ganhamos um novo e mais completo sentido para o existir: o existir do Espírito.

* Leonardo Boff, em “Espiritualidade, dimensão esquecida e necessária” – Disponível em http://www.cuidardoser.com.br/espiritualidade-dimensao-esquecida-e-necessaria.htm

 

Fonte: Site  “FEAL – Fundação Espírita André Luiz”

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Votos de quem ama

 

rosas 

 

Enquanto a contemplo a dormir o sono tranqüilo dos dias verdes da infância, me ponho a pensar.

Qual a missão que a trouxe à Terra, outra vez? Que laços tão fortes nos unem? De que era nos conhecemos?

E, enquanto me perco em conjecturas, também cogito que, provavelmente, não estarei fisicamente ao seu lado, na madurez dos seus anos.

Em verdade, não sei até quando gozarei da ventura de lhe colher os sorrisos, de a estreitar ao peito, ouvindo o ritmo do seu coração bater em compasso com o meu.

Você é ainda tão criança e traz no brilho dos olhos os raios da esperança. Olha o mundo como quem descobre venturas a cada dia.

E eu penso... se você conseguirá atingir os objetivos para os quais renasceu desta feita.

E desejo... Desejo que você seja feliz, mesmo que a adversidade lhe venha fazer companhia.

Que você seja suficientemente capaz de driblar as tristezas, tingindo-as com as cores da certeza de quem sabe que tudo é passageiro na Terra.

Tudo passa. Passa a dor, passa a tristeza, passa a alegria.

Então, desejo também que as alegrias que lhe coroarem os dias sejam muito bem aproveitadas por você.

Que você as usufrua em totalidade e que saiba guardar, nos escaninhos da alma, as recordações felizes.

Elas lhe serão alento nos dias cinzentos e  vazios.

Que você saiba aproveitar todas as  oportunidades de progresso: a escola, o lar, a família que a ama e a estimula a avançar sempre.

Que você nunca esqueça de que foi o amor que a trouxe de volta à Terra.

O amor de seus pais que a conceberam. O amor do Pai Supremo que sancionou a possibilidade de sua nova entrada na carne.

Eu desejo que você saiba administrar o tempo e não perca a chance de se extasiar com a música. A sinfonia natural dos pássaros na aurora de cada dia.

O cântico das águas abundantes, lançando-se de alturas, em grandes quedas. O murmúrio dos riachos entre a folhagem, o cicio das fontes generosas.

A música extraordinária das tantas orquestras que repletam de sons esse maravilhoso mundo de Deus.

Que você ouça a música da atualidade, dos grupos jovens, as canções do seu país e da música sem fronteiras.

Que você saiba se emocionar ao ver tremular ao vento a bandeira nacional. Que você vibre intensamente com cada nota do Hino pátrio.

E que o saiba cantar, não somente nos versos que o compõem, mas em cada gesto seu, contribuindo para a grandeza do torrão que a acolhe.

Eu desejo que você alcance vitórias. Não necessariamente no mundo, mas, dentro de si mesma, colecionando louros a cada dia.

E, finalmente, quando vencerem os dias de sua estada na Terra, que você parta serena, tendo semeado bênçãos em outras tantas vidas.

Tendo cumprido todas as etapas de sua jornada com honra.

E eu... Eu a estarei esperando do outro lado, igualmente em pé, feliz por ter contribuído com sua educação.

E por ter alimentado a sua vida com todo o meu amor.

 

Redação do Momento Espírita.
Em 25.11.2008.

PAIS BRILHANTES

 

Tulips

 

É bastante comum as pessoas justificarem os seus erros, invocando suas precárias condições de vida.
Dizem que foi o desespero que as levou a tomar atitudes equivocadas ou que circunstâncias negativas as fizeram agredir o seu semelhante ou suas propriedades.
Filhos agridem pais porque eles não lhes deram o que pediram, no momento exato em que o fizeram.
Irmãos que mentem, enganam para ter um quinhão maior em heranças, não se importando em que condições ficarão os demais irmãos.
Viktor Frankl, um judeu vienense, que foi prisioneiro dos alemães, durante a segunda guerra mundial, escreveu: Nós que vivemos em campos de concentração podemos lembrar dos homens que andavam pelos alojamentos confortando os outros, distribuindo seus últimos pedaços de pão.
Talvez eles tenham sido poucos. Mas são prova suficiente de que tudo pode ser retirado de um homem. Menos uma coisa, a última das liberdades humanas – escolher que atitude tomar em quaisquer circunstâncias, escolher o seu próprio caminho.
Portanto, escolher o bem ou o mal compete a cada um. O que nos falta, sim, é uma melhor educação. Não essa educação que se aprende nos livros. Mas aquela que tem a ver com a formação do caráter da criatura.
E para isso precisamos urgentemente, de pais conscientes que ensinem verdadeiros valores a seus filhos. Que lhes digam que é nobre dizer a verdade, mesmo que isso não os credencie a receber algum prêmio ou compensação.
Pais que tenham coragem de falar aos seus filhos sobre os dias mais tristes das suas vidas. Que tenham a ousadia de contar sobre as suas dificuldades do passado e como as conseguiram vencer.
Pais que não desejem dar o mundo aos seus filhos, mas que queiram sim lhes abrir o livro da vida.
Pais presentes que desenvolvam em seus filhos: auto-estima, capacidade de trabalhar perdas e frustrações, filtrar estímulos estressantes, dialogar e ouvir.
Pais que tenham tempo, mesmo que o tempo seja muito curto. Pais que joguem menos golfe, futebol e se sentem para conversar com os filhos, descobrindo-lhes o mundo íntimo.
Pais que não se preocupem somente com festas de aniversário, tênis, roupas, produtos eletrônicos. Mas que também se preocupem em dialogar.
Pais que sabem que não devem atender todos os desejos dos seus filhos, pois isso os tornará fracos, dependentes.
Pais que dêem algo que todo o dinheiro do mundo não pode comprar: o seu amor, as suas experiências, as suas lágrimas e o seu tempo.
Em suma: um autêntico processo de educação, em que o filho aprende que amar é o maior dos tesouros.
E não haverá de se tornar infeliz somente porque não tem a roupa de griffe, ou não conseguiu viajar ao exterior nas férias.
Será alguém que se preocupa não somente consigo mesmo, mas com o seu semelhante.
Alguém que reconhecerá a grande diferença entre ter coisas e ser uma pessoa útil à comunidade, um cidadão honrado, um homem de bem.

***

É possível que você diga que trabalha muito e não tem tempo.
Contudo, faça do pouco tempo disponível, grandes momentos de convívio com seus filhos.
Role no tapete, faça poesias. Brinque, sorria. Conheça-os e permita que eles o conheçam.
Lembre-se, por fim: seus filhos não precisam de um super-homem, de um executivo bem sucedido, de um empresário muito rico.
Para eles não importa se você é médico, professor, administrador de empresa, copeiro, enfermeiro.
Importa, sim, o ser humano que você é e que os ensinará a ser.

Equipe de Redação do Momento Espírita com base no cap. 1 do livro Pais Brilhantes, Professores Fascinantes, de Augusto Cury e do cap. Obstáculos, do livro Histórias para Aquecer o Coração – edição de ouro, de Jack Canfield e Mark Victor Hansen, ambos da ed. Sextante.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

ALGUÉM PARA AMAR

 

O mundo está cheio de queixas. De pessoas que se dizem solitárias. Que desejariam ser amadas. Que vivem em busca de alguém que as ame, que as compreenda.

O mundo está cheio de carências. Carências afetivas. Carências materiais.

Possivelmente, observando o panorama do mundo onde vivia foi que madre Teresa de Calcutá certo dia escreveu:

Senhor, quando eu tiver fome, dai-me alguém que necessite de comida. Quando tiver sede, dai-me alguém que precise de água. Quando sentir frio, dai-me alguém que necessite de calor.

Quando tiver um aborrecimento, dai-me alguém que necessite de consolo. Quando minha cruz parecer pesada, deixe-me compartilhar a cruz do outro.

Quando me achar pobre, ponde a meu lado alguém necessitado. Quando não tiver tempo, dai-me alguém que precise de alguns dos meus minutos. Quando sofrer humilhação, dai-me ocasião para elogiar alguém.

Quando estiver desanimada, dai-me alguém para lhe dar novo ânimo.

Quando sentir necessidade da compreensão dos outros, dai-me alguém que necessite da minha. Quando sentir necessidade de que cuidem de mim, dai-me alguém que eu tenha de atender.

Quando pensar em mim mesma, voltai minha atenção para outra pessoa.

Tornai-nos dignos, senhor, de servir nossos irmãos que vivem e morrem pobres e com fome no mundo de hoje.

Dai-lhes, através de nossas mãos, o pão de cada dia, e dai-lhes, graças ao nosso amor compassivo, a paz e a alegria.

Madre Teresa verdadeiramente conjugou o verbo amar. Sua preocupação era primeiro com os outros.

Todos representavam para ela o próprio cristo. Em cada corpo enfermo, desnutrido e abandonado ela via Jesus crucificado em um novo madeiro.

Amou de tal forma que estendeu a sua obra pelo mundo inteiro, abraçando homens de todas as raças e credos religiosos.

Honrada com o prêmio Nobel da paz, prosseguiu humilde, servindo aos seus irmãos. Tudo o que lhe importava eram os seus pobres. E os seus pobres eram os pobres do mundo inteiro.

Amou sem fronteiras e sem limites. Serviu a Jesus em plenitude. E nunca se ouviu de seus lábios uma queixa de solidão, amargura, cansaço ou desânimo.

Sua vida foi sempre um cântico de fidelidade a Deus, por meio dos compromissos com as lições deixadas por Jesus.

***

O Cristo precisa de almas dispostas e decididas que não meçam obstáculos. Almas que se lancem ao trabalho reconfortante e luminoso, no qual se pode ser útil de verdade.

Almas que não esperem nada dos seus atendidos a não ser a sua felicidade, sob as luzes do amigo Jesus.

Almas cujo único desejo seja o de amar intensamente, sem aguardar um único gesto de gratidão.

Almas que tenham entendido o que desejou dizer Francisco de Assis: é melhor amar do que ser amado.

 

 

Fontes: Livro Vida e Mensagem, cap. 20, ed. FRÁTER.

Poema de Madre Teresa de Calcutá – Dai-me alguém para amar.

Momento Espírita

www.momento.com.br

 

A FAMÍLIA EM PRIMEIRO LUGAR

 

        O administrador Stephen Kanitz, colunista da revista Veja, escreveu em edição de fevereiro de 2002 mais ou menos o seguinte:

        Há vinte anos presenciei uma cena que modificou radicalmente minha vida. Foi num almoço com um empresário respeitado e bem mais velho que eu.

        O encontro foi na própria empresa. Ele não tinha tempo para almoçar com a família em casa, nem com os amigos num restaurante. Os amigos tinham de ir até ele.

        Seus olhos estavam estranhos. Achei até que vi uma lágrima no olho esquerdo. “Bobagem minha”, pensei. Homens não choram, especialmente na frente dos outros.

        Mas, durante a sobremesa, ele começou a chorar copiosamente. Fiquei imaginando o que eu poderia ter dito de errado. Supus que ele tivesse se lembrado dos impostos pagos no dia.

        “Minha filha vai se casar amanhã”, disse sem jeito, “e só agora a ficha caiu. Percebo que mal a conheci.

        Conheço tudo sobre meu negócio, mal conheço minha própria filha. Dediquei todo o tempo à minha empresa e me esqueci de me dedicar à família.”

        Voltei para casa arrasado. Por meses, me lembrava dessa cena e sonhava com ela. Prometi a mim mesmo e a minha esposa que nunca aceitaria seguir uma carreira assim.

        Colocar a família em primeiro lugar não é uma proposição tão aceita por aí. Normalmente, a grande discussão é como conciliar família e trabalho. Será que dá?

        O cinema americano vive mostrando o clichê do executivo atarefado que não consegue chegar a tempo para a peça de teatro da filha ou ao campeonato mirim de seu filho.

        Ele se atrasou justamente porque tentou conciliar trabalho e família. Só que surgiu um imprevisto de última hora, e a cena termina com o pai contando uma mentira ou dando uma desculpa esfarrapada.

        Se tivesse colocado a família em primeiro lugar, esse executivo teria chegado a tempo. Teria levado pessoalmente a criança ao evento.

        Teria dado a ela o suporte psicológico necessário nos momentos de angústia que antecedem um teatro ou um jogo.

        A questão é justamente essa. Se você, como eu e a grande maioria das pessoas, tem de conciliar família com amigos, trabalho, carreira ou política, é imprescindível determinar quem você coloca em primeiro lugar.

        Colocar a família em primeiro lugar tem um custo com o qual nem todos podem arcar. Implica menos dinheiro, fama e projeção social.

        Muitos de seus amigos poderão ficar ricos, mais famosos que você e um dia olhá-lo com desdém. Nessas horas, o consolo é lembrar um velho ditado que define bem por que priorizar a família vale a pena:

        “Nenhum sucesso na vida compensa um fracasso no lar.”

        Qual o verdadeiro sucesso de ter um filho drogado por falta de atenção, carinho e tempo para ouvi-lo no dia-a-dia?

        De que adianta ser um executivo bem-sucedido e depois chorar durante a sobremesa porque não conheceu sequer a própria filha?

*   *   *

        O lar constitui o cadinho redentor das  almas. Merece nosso investimento em recursos de afeto, compreensão e boa vontade, a fim de dilatar os laços da estima.

        Os que compõem o lar são os marcos vivos das primeiras grandes responsabilidades do Espírito encarnado.

        Assim, acima de todas as contingências de cada dia, compete-nos ser o cônjuge generoso e o melhor pai, o filho dedicado e o companheiro benevolente.

        Afinal, na família consangüínea, temos o teste permanente de nossas relações com toda a Humanidade.

 

 

Redação do Momento Espírita, baseado no artigo de
Stephen Kanitz, revista Veja, seção Ponto de vista,
de 20 de fevereiro de 2002 e no cap. 19 do livro
Conduta espírita, do Espírito André Luiz,
psicografia de Waldo Vieira, ed. Feb.
Em 13.08.2008.

terça-feira, 29 de julho de 2008

O GRANDE DOADOR

 

Ele não era médico e levantou paralíticos e restaurou leprosos, usando o divino poder do amor.
Não era advogado e elegeu-se o supremo defensor de todos os injustiçados do mundo.
Não possuía fazendas e estabeleceu novo reino na Terra.
Não improvisava festas e consolou os tristes e reergueu o bom ânimo das almas desesperadas.
Não era professor consagrado e fez se o Mestre da Evolução e do Aprimoramento da Humanidade.
Não era Doutor da Lei e criou a universidade sublime do bem para todos os espíritos de boa vontade.
Padecendo amarguras - reconfortou a muitos.
Tolerando aflições - semeou a fé e a coragem.
Ferido - curou as chagas morais do povo.
Supliciado - expediu a mensagem do perdão e do amor, em todas as direções.
Esquecido pelos mais amados - ensinou a fraternidade e o reconhecimento.
Vencido na cruz – revelou a vitória da vida eterna, em plena e gloriosa ressurreição, renovando os destinos das nações e santificando o caminho dos povos.
Ele não era, portanto, rico e engrandeceu os celeiros dos séculos.
Quem oferecer, assim, o coração, em homenagem ao Divino Amor na Terra, poderá, desse modo, no exemplo de Jesus, embora anônimo, aflito, apagado ou crucificado, atender à santificada colaboração com Deus, a benefício da Humanidade.

   (Obra: Antologia Mediúnica do Natal - Chico Xavier/André Luiz)
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Você vive no mundo em meio de provas e lutas, desafios e necessidades, ao modo de aluno entre as lições de que precisa na escola, em favor do próprio aproveitamento; aprenda a suportar os convites ao bem dos outros e você ganhará os melhores valores da resistência.

    (Obra: Respostas da Vida - Chico Xavier/André Luiz)
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AVE MARIA

Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre Jesus.
Santa Maria, Mãe de Jesus, rogai por nós, pecadorres, agora e na hora de nossa morte. Amém.

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PAI NOSSO

Pai nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso Nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

JESUS

*Recebi esta mensagem (em email)  do grupo "Usuários".

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