sábado, 22 de novembro de 2008

Afeições

 

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O amor não é cego.
Vê sempre as pessoas queridas
tais quais são
e as conhece, na intimidade,
mais do que os outros.

Exatamente por dedicar-lhes
imenso carinho,
recusa-se a registrar-lhes
os possíveis defeitos,
porquanto sabe amá-las
mesmo assim.

 

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminhos. Ditado pelo Espírito Emmanuel. 2 edição. Jabaquara, SP: CEU. 1981.

Acordemos

 

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É sempre fácil
examinar as consciências alheias,
identificar os erros do próximo,
opinar em questões que não nos dizem respeito,
indicar as fraquezas dos semelhantes,
educar os filhos dos vizinhos,
reprovar as deficiências dos companheiros,
corrigir os defeitos dos outros,
aconselhar o caminho reto a quem passa,
receitar paciência a quem sofre
e retificar as más qualidades de quem segue conosco...

*

Mas enquanto nos distraimos,
em tais incursões a distância de nós mesmos,
não passamos de aprendizes que fogem, levianos, à verdade e à lição.

*

Enquanto nos ausentamos
do estudo de nossas próprias necessidades,
olvidando a aplicação dos princípios superiores que abraçamos na fé viva,
somos simplesmente
cegos do mundo interior
relegados à treva...

*

Despertemos, a nós mesmos,
acordemos nossas energias mais profundas
para que o ensinamento do Cristo
não seja para nós uma bênção que passa, sem proveito à nossa vida,
porque o infortúnio maior de todos
para a nossa alma eterna
é aquele que nos
infelicita quando a graça do Alto
passa por nós em vão!...

 

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caridade. Ditado pelo Espírito André Luiz. Araras, SP: IDE. 1978.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Momento de Reflexão

 

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Amigo, você já observou o efeito renovador de um sorriso? Sorriso é raio de luz da alma. E a luz, ainda mesmo no abismo, é sempre esplendor do alto vencendo as trevas. Não negue a dádiva do sorriso seja a quem for. Sorri na dificuldade. Sorri na luta. Sorri na dor. Sua alma é sol divino. Não desdenhe brilhar.

(Valérium, do livro: IDEAL ESPÍRITA)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

OBSTÁCULOS

 

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Diante dos obstáculos, fazer o melhor e seguir para a frente.
Sempre desapontamos alguém e sempre alguém nos desaponta.
Assim como nem todos podem habitar o mesmo sítio, nem todos conseguem partilhar as mesmas idéias.
Nunca explodir, gritar, irar-se ou desanimar e sim trabalhar.
Depois de um problema, aguardar outros.
O erro ensina o caminho do acerto e o fracasso mostra o caminho da segurança.
Toda realização é feita pouco a pouco.
Nos dias de catástrofe, nada de cólera ou de acusação contra alguém, e sim a obrigação clara de repormos o comboio do serviço nos trilhos adequados e seguir adiante.
Quem procura o bem, decerto que há de sofrer as arremetidas do mal.
Plantar o bem, através de tudo e de todos, por todos os meios lícitos ao nosso alcance, compreendendo que, se em matéria de colheita Deus pede tempo ao homem, o homem deve entregar o tempo a Deus.

ANDRÉ LUIZ
(Do livro Sinal Verde, 20, edição CEC)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Sexo e Amor

 

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Um indivíduo normal é aquele que pode viver de maneira concentrânia, amar a outrem sem o escravizar à sua paixão, repartir sentimentos, superar os conflitos da jornada, sem culpa, sem supertição (Dr Frank S. Cáprio, conceituado psiquiatra americano).
Segundo a Organização Mundial de Saúde, o indvíduo normal, saudável, não é aquele que apresenta a ausência de doenças, mas o que bem está psicológicamente, fisiologicamente, social, pisicológicamente está em harmonia, o organismo está em equlíbrio, bem está em relacionamento social.
O sexo sem amor leva na maioria das vezes a lesionar o emocional, moral, ninguém é capaz de amar parceiros diferentes, essa busca deseperada, essa variação é um desvio de atitude sexual, é distúrbio de uma mente que se perverteu e perdeu o sentido dos hormônios sexuais.
A pessoa muda de parceiro mas não muda de comportamento, e procura no outro o que faltava naquele que deixou, é a busca do novo, do diferente, que em breve será normal, repetitivo, cansador, em conseguinte passa a usar o sexo como alimento de variação constante sem a consequência de uma digestão de plenitude.
Muitos usam o sexo para atender seu distúrbio de emoção, de uma mente desgovernada, propagandística, ninguém se realiza quando passa a demãos, se entrega e depois deixa a pessoa ainda mais fragmentada, porque todos buscamos o amor, só o amor constitui o único recurso de pacificação do sexo.
O sexo sem amor é como sorver-se a água do mar para aplacar-se a sede, porque salgada sempre amplia a necessidade de novos elementos líquidos, mas quando tem uma durcificação do amor, é fonte generosa, cristalina que acalma e harmoniza. (Joana de Angelis)
A vulgaridade sem censura, estabeleceu que o indivíduo antes do sexo deve tomar wisk, para ter coragem, para estimular, depois um cigarro, para relaxar, a bebida não estimula, foi cientificamente provado que o alcool iníbe, usa desses artifícios pois são incapazes de uma função normal, usa o cigarro depois como mecanismo de fuga, falta sentimento, a pessoa acaba de desicumbir-se de uma tarefa punitiva, dolorosa, e tem que relaxar.
O sexo deve funcionar como mecanismo que proporciona alegria, plenitude, e ao invés de um cigarro após, um gesto de ternura, não virar-se um contra o outro como quem se libertou de algo desagradável e deseja ver-se livre, mas como alguém que agradece a comunhão que para ser plena deve ser recíproca, deve encontrar um estado de plenitude, nem um simular, nem outro acreditar que a criatura está plena porque ele se encontra bem, necessário é os dois recompensados pela dádiva da comunhão, agradeçam-se, plenifiquem a oportunidade da paz, agradecendo aquele momento profundamente compensador.

A grande conquista somente é possível por fora qundo a alma se conquista por dentro (Buda)

O sexo esta na alma, na vida!

(Considerações montadas com base em uma palestra de Divaldo Pereira Franco)

A Vida te coloca onde você escolheu estar...

 

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A Vida te coloca onde você escolheu estar...
"Nasceste no lar que precisavas.
Vestiste o corpo físico que merecias.

Moras onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com teu adiantamento.

Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.

Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização.

Teus parentes e amigos são as almas que atraístes, com tua própria afinidade.

Portanto, teu destino está constantemente sobre teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas, tudo aquilo que te rodeia a existência.

Teus pensamentos e vontade são a chave de teus atos, atitudes, são as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivencial.

Não reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograme tua meta,
Busque o bem e viverás melhor."

Chico Xavier

sábado, 18 de outubro de 2008

DIÁLOGO SOBRE O AMOR - Divaldo Franco

 

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"A jovem discípula acercou-se do mestre e, ruborizando-se, pediu-lhe que falasse do amor. O Sábio sorriu, e, desculpando-se, perguntou-lhe o que ela considerava como sendo o amor. Emocionando-se, a aprendiz explicou:

- Compreendo o amor, como sendo a ânsia que experimentam as praias, que aguardam os beijos sucessivos das ondas contínuas do mar; como a sofreguidão que tem a raiz de introduzir-se no solo, a fim de sustentar a planta; como a expectativa da rocha que anela pela carícia do vento, embora se desgaste com isso. Como o desejo infrene da terra crestada, pela generosidade da chuva. Como a flauta aguarda pelo sopro que lhe arranca das entranhas a doce melodia. Como o barro esquecido pede ao oleiro que lhe dê forma e beleza. Como a semente que necessitava despedaçar-se, para libertar a vida. Como a lâmpada apagada que exige a energia para brilhar. O amor é o sangue novo para o coração e o vinho bom para aquecer a criatura, quando o frio lhe enregela a vida... Assim vejo e sinto o amor.

- E vós, como vedes o amor?"
- O amor é o doce e compreensivo companheiro da criatura em todos os dias da sua vida. Se esta é jovem, ei-lo que se apresenta, ardente e apaixonado, como no teu caso, mas que segue adiante. O amor é calmo e ameno. Não incendeia paixões; dulcifica-as. Confundido com o desejo, permanece, quando este passa. Nunca se irrita; porque espera. Considerado como instinto, persiste, quando descoberto pela razão. Jamais perturba; pois que felicita e produz harmonia.

- O amor é claridade que permanece; é pão que nutre; é vida que se irradia da vida. Mesmo quando não identificado, encontra-se presente, porque, sem ele, a vida não existe ou perderia o sentido de ser.

A jovem ardente, empalideceu, e, submissa à voz do amor, pediu ao mestre:

- Ensina-me a amar, eu que agora corro em busca do amor, sem dar-me conta que, em mim, ele se deve irradiar, abrangente, em todas as direções.

- Não te apresses no amor, e descobrirás que já começaste a amar, quando sentires necessidade de doar e doar-te sem desejares receber nada em retribuição."

"Eros", psicografia de Divaldo Pereira Franco, no livro "Em Algum Lugar no Futuro"