quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O SEBO DO EGOÍSMO

Victorian Tea Pot

“Ninguém acende uma lâmpada para cobri-la com uma vasilha ou colocá-la debaixo da cama. Ele a coloca no candeeiro, a fim de que todos os que entram, vejam a luz.”

Lc, 8:16

 

O egoísmo está na origem, no miolo, de quase todos os males do mundo, e nem sempre é detectado, percebido, pela sutileza com que se apresenta, residindo aí um de seus grandes e tenebrosos perigos.

E esse monstro feroz que habita nosso interior, se manifesta e se insinua de maneiras mais diversas, mais complexas, sendo refolhado para ser confundido, com virtudes como o zelo, a proteção, o amor. É o egoísmo um destruidor voraz de valores e princípios, e que merece de cada um, acurada atenção, por seu permanente efeito em nossas instâncias mais íntimas.

E no espírita, consciente de sua enorme responsabilidade em poder carregar esse distintivo, avulta-se a vigilância ainda mais profunda, para que, perdidas as chances não sobrevenham à consciência, as sombras do remorso, do arrependimento.

Narro-lhes o fato que se passou comigo, ainda recentemente.

Após concluir empreitada de visita a hospital em Belo Horizonte, onde, junto a dois luminares de elevada compleição moral, realizou-se o apoio ao retorno ao mundo etéreo de determinado amigo em Belo Horizonte, decidi, para matar a saudade, andar pelas ruas e avenidas de particular afeição, na capital mineira. Dispunha ainda de algum tempo, enquanto meus dois acompanhantes cumpriam outros afazeres, onde minha presença não era necessária. Desci, com a alegria do reencontro, a avenida do hospital, em direção ao centro, parando um pouco no grande cenário verde, do parque onde andei tantas vezes, com alegria. Observei pessoas e lojas, marcas do progresso, e estendi olhar carinhoso ao prédio da antiga redação, ainda ali, renovando-lhe no sentimento, as luzes da gratidão e da alegria por serem capítulo especial na romagem carnal recém completada.

Na esquina da Escola de Direito, ainda absorvendo os ares de uma saudade singela e agradável, meus sentidos se voltaram para um carrinho, rangente de pesado, puxado por um rapaz forte, moreno, suado, a subir em direção ao sindicato. O rude veículo estava atulhado de livros. Algumas abas de papelão em tiras mal postas, faziam a carroça balançar, contrariando as leis do equilíbrio, permitindo aos transeuntes uma interior torcida para que não caíssem.

O sinal fechou, e a contragosto, o rapaz, fincando os suportes traseiros do carrinho no asfalto, resfolegante, parou. Com o impacto, parte da carga se espalhou pelo chão. Solidários, alguns passantes se apressaram em ajudar o moço. Foi aí que distingui no chão, um dos livros e consegui identificá-lo. Tratava-se de “O Verbo e a Carne”, escrito brilhante de Júlio Abreu e Herculano Pires. Aproximei-me mais e constatei que toda aquela pilha era de livros espíritas. Antigos, porém bem conservados, alguns com capas de papel de presente, dando a perceber o carinho de seu ex-dono. Caminhei na leitura de títulos imponentes, obras doutrinárias, opúsculos valorosos, esparramados ali no asfalto e amontoados no improvisado transporte. Meus olhos perspassaram por autênticas jóias da literatura espírita, com obras conhecidas, algumas raras, provavelmente a maioria já fora de catálogo, não mais encontradiços, suplantados hoje pelo modismo dos romances ocos e das obras de perquirições fracionárias, seccionistas. Ali, jogados ao léu, senti-os humilhados, a caminho de algum sebo, dos lixões, na reciclagem da celulose. Tesouro perdido, agora sem valor pelo não uso.

E, não podem imaginar quanto, isso se repete de modo contumaz, repetido. Um amigo já me dissera: “as traças brasileiras são as mais espiritualizadas do planeta!”.

É uma mania comum entre os espíritas esse apego, essa veneração aos livros, sendo muito constantes autênticas disputas domésticas pelo espaço reservado a eles, mesmo com o mofo e bolor, além dos cupins e as reclamações pertinazes e imperativas.

Posso, de cadeira, afiançar que esta é uma perversa forma de escravidão a um dos pelourinho do egoísmo, cujos agentes, ágeis, se apresentam como inclementes credores logo após nosso desligamento. O destino dos livros que lemos e temos deve ser as mãos e consciências de outros. E nesse universo devem estar, exatamente, aqueles que mais nos são agradáveis, úteis e caros. Tenho falado com amigos espíritas, agora e antes, de um propósito antigo, de se fazer uma grande feira, para que se esvaziem as prateleiras, os armários, e assim, muitos se livrem desses futuros dolorosos pesos, que se tornarão dívidas amargas, através de doações, trocas, intercâmbios. Não apologizo mais a formação das úteis, mas solitárias bibliotecas de empréstimos, visto que têm trazido, às casas, mais preocupação que benefícios. Exorto e conclamo sim, à cessão, à distribuição, a entrega fraterna, como a transferência de um bem precioso, como o são, para que possamos dessedentar nossos irmãos ávidos do saber elevado, colocando-os em contato com aquilo que nos ajudou a ser melhores, procedendo às corrigendas, evoluir.

De certa feita em meu querido “Célia” fui presenteado por um querido irmão, de um exemplar de uma das mais recentes, à época, obras de Emmanuel, colhida por nosso amado Chico Xavier, -Palavras de Vida Eterna-.A dedicatória era efusiva e carinhosa.

Após a reunião, abordado por um assistente vindo de área suburbana, foi-me solicitada uma ajuda a um núcleo espírita, que engatinhava em sua formação. Juntei mensagens, velhas publicações do Reformador, quatro das principais obras da Codificação de Kardec, e num impulso, retirando a amável mensagem do ofertante, coloquei o livro, presenteado pouco antes. A alegria do que recebia foi pronta, vivaz. Seu entusiasmo e gratidão só não foram superiores à grande surpresa que tive ao voltar de minha jornada terrena, quando, apresentados a mim os resultados de minha longeva permanência, pude constatar, na limitada faixa do saldo positivo, uma seqüência volumosa de créditos e comendas espirituais, vindos de pessoas desconhecidas, com quem, de memória, jamais contatei. Fui informado de que eram, na maioria, seres que tiveram a vida transformada, substancialmente mudada, numa casa espírita de uma comunidade de tugúrios, nascida sob a semente de livros que eu doei, dentre os quais aquele “livro novo”.

O bom livro é uma lâmpada, e tê-lo, um compromisso. Retê-lo, uma falha. Compromissos têm duas conseqüências: dívidas ou créditos. Tenho assistido pesaroso, a muitos irmãos queridos, mesmo pródigos em conquistas, experimentando sofrimentos atrozes, por não terem compartilhado a contento, seus conhecimentos e aprendizado. Muitos ainda percorrem os úmidos e escuros corredores e estantes, em busca de livros, lições não apreendidas. Não os encontram nas mãos dos que lendo-os, doutrinam (-se), mas nos monturos dos inservíveis, no lixo. São os que não entenderam que o melhor destino do livro é o de se dissolver de tanto ser compulsado, como o da vela, que se consome, iluminando.

José Martins Peralva – espírito-

(Mensagem recebida, em sessão pública no Celest- Centro Espírita Luz na Estrada- Castanheiras- Sabará, pelo médium Arael Magnus, em 27 de Setembro de 2009)

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FONTE: http://espiritualidadeciencia.blogspot.com/

Momento de Reflexão: Virtudes e defeitos

 

CC2636

 

É notável como conseguimos ver, todos os dias, a todos os instantes, os defeitos alheios.

Dificilmente encontraremos alguém que não se mostre propenso a apontar erros e absurdos dos outros.

Muitos casamentos acabam porque marido e mulher passam a ver tanto os defeitos um do outro, que se esquecem que se uniram porque acreditavam se amar.

Amigos de infância, certo dia, se surpreendem a descobrir falhas de caráter um no outro. Desencantados se afastam, perdendo o tesouro precioso da amizade.

Colegas de trabalho culpam o outro por falhas que, em verdade, em muitos casos, é da equipe como um todo.

Foi observando esse quadro que alguém escreveu que os homens caminham pela face da Terra em fila indiana, cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás.

Na sacola da frente, estão colocadas as qualidades positivas, as virtudes de cada um. Na sacola de trás são guardados todos os defeitos, as paixões, as más qualidades do Espírito.

Por isso, durante a jornada pela vida, mantemos os olhos fixos nas virtudes que possuímos presas em nosso peito.

Ao mesmo tempo, reparamos de forma impiedosa, nas costas do companheiro que está à frente, todos os defeitos que ele possui.

Assim nos julgamos melhores que ele, sem perceber que a pessoa andando atrás de nós, está pensando a mesma coisa a nosso respeito.

A imagem é significativa e nos remete à reflexão. Talvez seja muito importante que saiamos da fila indiana e passemos a andar ao lado do outro.

E, no relacionamento familiar, profissional, social em geral, que nos coloquemos de frente um para o outro. Aí veremos as virtudes nossas, que devem ser trabalhadas, para crescerem mais e também as virtudes do outro.

Com certeza nos surpreenderemos com as descobertas que faremos.

Haveremos de encontrar colegas de trabalho que supúnhamos orgulhosos, como profissionais conscientes, dispostos a estender as mãos e laborar em equipe.

Irmãos que acreditávamos extremamente egoístas, com capacidade de ceder o que possuam, a bem dos demais membros da família.

Pais e mães que eram tidos como distantes, em verdade estarem ávidos por um diálogo aberto e amigo.

Esposos e esposas que cultivavam amarguras, encontrarem um novo motivo para estarem juntos, redescobrindo os encantos dos dias primeiros do namoro.

*   *   *

A crítica só é válida quando serve para demonstrar erros graves que possam causar prejuízo para os outros ou quando sirva para auxiliar aquele a quem criticamos.

Portanto, resistir ao impulso de ressaltar as falhas dos outros, exercitando-nos em perceber o que eles tenham de positivo, é a meta que devemos alcançar.

Não esqueçamos de que se desejamos que o bem cresça e apareça, devemos divulgá-lo sempre.

Falar bem é fazer o bem. Apontar o belo é auxiliar outros a verem a beleza.

Redação do Momento Espírita, com base no

texto Sem olhar para trás, de Gilberto Nucci.

Síndrome do Pânico na visão de um psiquiatra espírita

 

Entrevistado: Dr. Jaider Rodrigues de Paulo, psiquiatra

Nota: O conteúdo das respostas é de inteira responsabilidade do entrevistado, cabendo ao CVDEE o papel de divulgação e incentivo ao estudo da Doutrina Espírita.

Obs: A entrevista pode ser divulgada livremente em outros meios de comunicação, sendo obrigatória a citação da fonte.

ENTREVISTA (30 questões)

01 - O que é Síndrome do Pânico?

Resposta: É uma vivência geralmente abrupta sem motivos aparentes levando o indivíduo portador a um estado de pavor, medo de morrer e de enlouquecer, como sentimento de estranheza e vários sintomas orgânicos tais como taquicardia, sudorese, mal-estar, boca seca, falta de ar e outros.

02 - Quais são as medidas profiláticas dessa síndrome?

Resposta: Toda e qualquer atitude salutar diante da vida.

03 - Quais são as causas da síndrome do pânico? Orgânicas (genéticas) ou espirituais (obsessivas)?

Resposta: A ciência oficial ainda não tem uma causa definida e clara para esta síndrome. Somos do parecer pelos estudos que já fizemos que o núcleo central da síndrome do pânico está na reencarnação transata, na qual o indivíduo teve uma morte violenta prematura por acidente ou suicídio. Nas regressões de memória a que submetemos a alguns clientes com essa síndrome encontramos, em todas, uma morte traumática. A dificuldade em desvencilhar-se do corpo físico morto, sentindo as conseqüências da decomposição dele, fixa no perispírito das pessoas aquelas impressões desagradáveis que o corpo físico da seguinte reencarnação, não consegue apagar. De uma maneira geral temos observado que pessoas que têm síndrome do pânico tem medo de cemitério e não gostam de freqüentar velórios, ou seja, evitam inconscientemente aqueles locais aonde sofreram muito. Quanto à parte genética, há a possibilidade de transmissão autossômica dominante com reentrância parcial do gene do cromossomo 16.

04 - Como podemos viver em harmonia com alguém que sofre dessa síndrome?

Resposta: Primeiro entendendo que se trata de uma pessoa enferma necessitando de compreensão e apoio. Segundo, auxiliando-a em seu tratamento especializado.

05 - Na prática do dia-a-dia, como podemos ajudar a um companheiro que possui a síndrome do pânico?

Resposta: Procurando entender o seu sofrimento e fazendo a ele o que você gostaria que fosse feito a você, como por exemplo, evitando críticas ou exigências sobre o que ele não dá conta de fazer.

06 - Sensação de medo do futuro, ansiedade, tontura gerando insegurança, sensação de falta de ar, são possíveis sintomas da síndrome do pânico? A síndrome do pânico pode ser confundida com a aproximação de energias estranhas à nossa?

Resposta: Não, estão mais parecidos com crise de ansiedade. Com energias estranhas sim, principalmente se a pessoa for médium.

07 – Gostaria de saber se a obsessão é sempre a causa desta síndrome, e se devemos tomar remédios controlados para amenizar as crises já que estes viciam e afetam o perispírito, e também sobre a terapia de regressão, se é um caminho para a cura?

Resposta: Primeiro há um engano na afirmação. Síndrome do pânico não tem, ao nosso ver, como causa a obsessão. Isso é vicio de interpretação de espíritas mal informados, que afirmam que tudo que um indivíduo sente em nível mental ou é obsessão ou mediunidade. Isso revela desconhecimento das obras de Kardec. Um processo obsessivo agrava um quadro de síndrome do pânico, mais isso não quer dizer que seja a etiologia da mesma. Quem tem síndrome do pânico necessita de tratamento especializado. Quanto ao fato de os medicamentos afetarem o perispírito, isso é uma verdade somente se o indivíduo usa o medicamento de maneira abusiva e não procura fazer nada que venha a modificar as suas atitudes diante da vida. A regressão de memória pode ser muito útil para o paciente portador dessa síndrome do pânico.

08 - Atualmente estou ficando com a língua, os braços e as pernas dormentes, sem contar com a sensação de perda de consciência e sensação de falência. Já realizei vários exames e fui a diversos especialistas, todos me dizem que estou com síndrome do pânico. Tenho discordado, pois além de não estar com medo de sair de casa e das pessoas (o que é um sintoma), essas crises aparecem nos momentos de maior relaxamento. Tenho a impressão que essa sensação tem influência espiritual. Pergunto: é possível associar esses sintomas com a questão espiritual.

Resposta: Acreditamos que sim, embora falte ainda uma anamnese mais detalhada para suspeitarmos de síndrome do pânico.

09 - Como lidar com esta síndrome com um filho adulto e espírita?

Resposta: Por ser espírita seu filho tem mais recursos para lidar com a doença embora tenha necessidades de tratamento médico. Os recursos espíritas ajudam a amenizar as influenciaçoes espirituais o que pode aliviar muito a sobrecarga sobre o paciente. Porém repetimos que ele necessita de tratamento especializado. Você pode incentivá-lo a procurar tais ajudas.

10 - A síndrome do pânico pode atingir alguém que mora em uma cidade pacata, do interior?

Resposta: Perfeitamente.

11 - A síndrome do pânico não deveria ser tratada como obsessão? Por que espíritas se refugiam na medicina quando não querem enfrentar a causa espiritual primária de muitas doenças?

Resposta: Não, porque não é simplesmente uma obsessão. Trata-se de uma nosologia médica com tratamento médico. Querer tratar problemas psicológicos e orgânicos somente com recursos espirituais é não aceitar a realidade e muitas vezes refugiar-se na doutrina espírita para não aceitar que está doente. O inverso também ocorre como você está dizendo. Têm muitos espíritas que se refugiam em consultórios médicos quando na realidade deveriam assumir as suas necessidades espirituais.

12 - Onde eu poderia ter algum esclarecimento sobre o tema?

Resposta: Dentre muitas revistas médicas e livros que versam sobre o assunto, existe um livro com o titulo "Pânico", de Mario Eduardo Costa Pereira, muito bom.

13 - Até que ponto a mente influencia no comportamento do indivíduo e o ajuda a conquistar o que deseja, tanto material quanto espiritual?

Resposta: A mente está na base de todos fenômenos humanos. Uma vontade firme determinada é capaz de realizar prodígios muitas vezes inimagináveis por nós. Como dizia Eistein, é preciso crer para ver.

14 - Quando se acorda, sentindo um medo que não se sabe de quê, um vazio, apesar de ter inúmeras atividades, isso é síndrome do pânico?

Resposta: Não. É bem provável que sejam vivências obsessivas ou admoestações feitas por mentores nos orientando sobre estarmos fora do caminho programado.

15 - Como diferenciar a síndrome do pânico de uma influenciação, uma aproximação de alguma entidade espiritual?

Resposta: A síndrome do pânico apresenta sintomas característicos embora, alguns destes possam ser confundidos com influenciação espiritual. Uma influenciação de grande proporção já esta nas raias da obsessão, e esta apresenta outras características. Os pesadelos persecutórios com despertar na madrugada com medo, insônia por medo de dormir, irritabilidades constantes, crises de ansiedades sem outros sintomas físicos, mudanças de humor constantemente, idéias esquisitas invadindo a mente do indivíduo, aversões sem justificativa, pensamentos suicidas e outros quase sempre estão presentes nas obsessões.

16 - Ocupar o nosso tempo com atividades úteis, alegres, participativas, auxiliam o tratamento de pessoas que tem síndrome do pânico?

Resposta: Muito, porque elevam o padrão mental da pessoa, fazendo-a vibrar numa oitava acima do normal dela, dificultado as incursões inconscientes da mente nos dramas passados que, ao nosso ver, são as verdadeiras causas da síndrome do pânico.

17 - Não sei se se aplica ao pânico, mas como se analisa a questão do medo advindo de experiências desta atual existência que minaram a confiança da pessoa (ex.. sofrer atos de violência física ou mental, acidentes etc.). Qual o melhor caminho para se desvencilhar desse medo?

Resposta: Essas experiências traumáticas muitas vezes tornam o indivíduo mais sensível e costumam despertar dificuldades ocultas que até então estavam sob controle em seu campo mental. Nesses casos, o bom seria procurar um profissional competente que ajudasse a pessoa a se dessensibilizar desses traumas. Existem técnicas de tratamento para isso.

18 - O que fazer quando percebo que a "crise" está começando: o coração passa de 220 batimentos por minuto... tenho medo de enfartar (o cardiologista falou que não tenho nada no coração). Eu começo a orar, peço ajuda, mas parece que não consigo evitar... Estou tomando passe e água fluidificada.

Resposta: Normalmente é isso que acontece. As pessoas dizem: rezo, rezo, rezo e não melhoro. Vou ao Centro, tomo passe água fluidificada e nada, será que Deus esqueceu de mim? A sua questão vem reafirmar o que estamos dizendo: paciente com síndrome do pânico necessita de tratamento especializado, além da ajuda espiritual.

19 - Senti-me mal e foi diagnosticada síndrome do pânico. Sou espírita e fiquei com uma interrogação: ouvi dizer que tem a ver com falta de fé, mas não me considero sem ela. Isto é correto?

Resposta: As maiores dificuldades que temos na vida realmente é por falta de fé. Mas no caso da síndrome do pânico isto não é característico da falta de fé, propriamente dito.

20 - Teria a síndrome do pânico algum papel punitivo ou educativo na encarnação?

Resposta: Punitivo não, porque Deus não pune os seus filhos que erram porque são ignorantes. Essa idéia de punição é resquício de idéias religiosas da "psicologia do inferno". Educativas sim. Pois todo sofrimento, quando bem entendido, tende a levar à conscientização da pessoa.

21 - Uma pessoa que tenha um problema tipo ciúme obsessivo, pode ter síndrome do pânico?

Resposta: Pode sim, mas não vejo ligação direta entre eles.

22 - Tenho uma formação espírita desde criança: leio livros espíritas, participo de reuniões semanais e faço o “Evangelho no lar”. Mesmo assim não consigo me livrar da síndrome de pânico. Tomo regularmente Rivotril, duas vezes ao dia e nas tentativas que fiz para parar de tomar me senti péssima. Tudo começou após o nascimento de minha filha que hoje possui dez anos. A sensação que tenho é de que alguma catástrofe está para acontecer, a todo instante, mas principalmente à noite e em ambientes fechados. Tenho muito medo de que algo me aconteça, pois, mesmo acreditando na vida em outro plano, não quero que minha filha sofra a minha falta ainda tão nova, não quero vê-la sofrer. Atualmente tenho sofrido muito, pois o meu marido está desempregado e a empresa em que trabalho já avisou que irá demitir funcionários, pois está sendo adquirida por outra. Não tenho me sentindo bem e, mesmo com os remédios, vivo em pânico, acordo durante a noite e fico pensando como vou sustentar a minha família. Às vezes tenho vontade de morrer, mas ao mesmo tempo não quero que isto aconteça, pois quero criar a minha filha, encaminhá-la na vida. Estou sofrendo muito. O que o espiritismo pode ajudar quanto ao pânico?

Resposta: O seu quadro, ao nosso ver, trata-se de transtorno de ansiedade generalizado, complicado pelas vicissitudes da vida. Não me parece estarmos diante de um quadro de Síndrome do Pânico característico. Você necessita de fazer o tratamento do transtorno de ansiedade e trabalhar mais a sua fé no Criador. Aliás, no momento atual pelo qual passamos, todos nós necessitamos buscar na nossa fé a força necessária para vencermos essas dificuldades que assolam o nosso país.

23 - Quero saber como devo agir no meio de tanto estresse, para evitarmos esta doença e, melhor, como auxiliar alguém que esteja começando a tê-la ou até já esteja em grau um pouco mais adiantado da síndrome do pânico?

Resposta: Fazendo uma análise de como você está administrando a sua vida. O que realmente é necessário e o que de supérfluo está ocupando o espaço do vital para você. Nós muitas vezes sofremos desnecessariamente por não saber o que queremos da vida. Necessitamos priorizar em nossa vida o que realmente é necessário. Leia o livro "Mereça ser feliz", isso vai lhe ajudar muito, espero.

24 - Deve a pessoa que tem síndrome do pânico, tomar medicação? A meu ver trata-se somente de obsessão.

Resposta: Já foi respondido em outra parte (questões 4 e 11).

25 - Milha filha apresentou esse problema há alguns anos atrás. Os médicos demoraram muito para diagnosticar; tiveram que fazer muitos exames. Enfim, ela ficou sete dias internada. Fez tratamento alopático e só. Gostaria de saber se há possibilidade de voltar o problema e em que situação?

Resposta: Geralmente são os psiquiatras ou cardiologistas que fazem o diagnóstico com mais facilidade devido a serem muito freqüentes, em suas clínicas, tais pacientes. Junto com o tratamento alopático (sempre necessário), deve-se buscar a psicoterapia e também os tratamentos complementares. A ajuda espiritual é muito benéfica. Leituras salutares, o hábito da oração, esportes, divertimentos sadios, são muito importantes para manter a mente da pessoa sempre em um nível superior, pois o pessimismo e o vício de mentalizar o lado negativo da vida podem ser fatores desencadeantes das crises.

26 - Sou casada há l2 anos e tenho um filho de seis anos. Tenho sofrido ao longo de sete anos entre período de depressão e outro, e hoje foi diagnosticado que tenho, além de fibromialgia que é um distúrbio neurológico, a síndrome do pânico. Há dias em que são ainda mais intensos o meu pavor e a aversão ao mundo externo. Gostaria de saber por que esta síndrome se instala e se há cura?

Resposta: A causa, como já falamos alhures, é desconhecida pela ciência. Existem várias hipóteses, mas nenhuma por si responde a todas as questões. É muito comum depressão, fibromialgia e síndrome do pânico estarem presentes numa mesma pessoa. No final destas questões exporemos o nosso ponto de vista sobre a síndrome do pânico.

27 - Como ajudar uma pessoa com esses sintomas fora de um centro espírita? A terapia de regressão a vidas passadas não implica riscos para o paciente? (se Deus nos deu a bênção da amnésia parcial, será beneficio relembrar certas vivências)

Resposta: Em primeiro lugar, aconselhando-a a procurar um médico. Depois, orientando-a a fazer uma revisão de como tem vivido. Procurar vincular-se a um trabalho voluntário em favor de alguém e não esquecer de buscar o hábito da oração. Quanto à regressão de memória à vivências passadas, costuma ser muito útil no tratamento destas pessoas. O esquecimento do passado é realmente uma bênção, mas não impede que busquemos recursos para a solução dos nossos problemas hoje. O nosso "EU" superior só permitirá vir à consciência aqueles fatos que o nosso psiquismo de superfície já suporta elaborar. A mente tem os seus mecanismos de defesa, que protegem a integridade psíquica. Quando Emmanuel desaconselha vasculhar o passado, afirma isso nas questões de curiosidade e não para tratamento. Para tratamento somos do parecer que é válido, desde que seja feito por profissional competente.

28 - Como o medo e a solidão influenciam no processo da síndrome do pânico?

Resposta: O medo, quando em grau superlativo, é o pior sentimento que uma pessoa pode sentir. A síndrome do pânico é um medo extremo, que desencadeia vários sintomas numa pessoa. Ele é para nós a porta de entrada da síndrome do pânico.

29 - Minha mãe teve síndrome do pânico logo após o desencarne de meu pai (ele ficou doente l5 anos e esse tempo todo ela dedicou somente à doença do marido). Ela foi várias vezes no hospital com a pressão alta e, após várias crises, foi constatada a síndrome do pânico. Ela hoje está bem melhor, mas continua tomando medicamentos. Na mesma época em que começou o tratamento, ela voltou a receber passes no centro espírita. Não sabemos se a melhora foi devida aos trabalhos no Centro ou à medicação. Se ela parar com a medicação, a síndrome pode voltar? Ela não quer mais ficar tomando tantos remédios.

Resposta: Somos do parecer que foram as duas coisas que redundaram na melhora. É bom que ela procure o seu médico e converse com ele sobre a possibilidade de reduzir a medicação e observar como ela irá sentir.

30 - Observação do entrevistado: A síndrome do pânico, em nossa experiência, tem como provável causa uma morte traumática na reencarnação próxima passada. Geralmente por suicídio. No livro “Memórias de um suicida”, Camilo Castelo Branco descreve com rara felicidade os principais sintomas encontrados em tal síndrome. A dificuldade em desvencilhar-se do corpo vital quando de um desencarne abrupto provocado direta ou indiretamente pelo próprio indivíduo é o que, ao nosso ver, responde por todo cortejo de sensações estranhas que a pessoa sente. De uma maneira geral vários sintomas são confundidos com esta síndrome. Ansiedade, palpitação, mal-estar e outros por si sós não nos autorizam a dar este diagnóstico A sensação de desrealização, despersonalização, medo de enlouquecer ou de morte eminente com a angústia de que ninguém pode ajudar, é para nós os principais sintomas dessa síndrome. Os pacientes em regressão de memória, quando acessam estes momentos, nos revelam esses sentimentos. A dificuldade em desencarnar (não de morrer) é que traz esse sofrimento. A morte pode ser de várias maneiras: suicídio, enfarto, guerra, traumas vários, mas é a dificuldade em desvencilhar-se do corpo e ficar preso ao duplo etérico quando o corpo já está morto que é o grande problema. Ao reencarnar, o novo corpo não é capaz de abafar as sensações violentas do passado e, por ressonância com vivências atuais, pode abrir-se uma janela para o passado e essas sensações podem se materializar na vida atual. O momento da morte como do nascimento é muito importante para todos nós.

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Esta, outras entrevistas e textos encontram-se no site:

http://www.cvdee.org.br

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Festival de Teatro Espírita em Florianópolis

 

Segue abaixo o e-mail que recebi sobre esse maravilhoso evento!

Prezados amigos.

Solicitamos a colaboração de todos na divulgação do 3° Festival de Teatro com Temática Espírita de Florianópolis (FETEF), que vai acontecer entre os dias 30/10 e 2/11, na SEEDE e no TAC.

O evento vai ocorrer da seguinte forma:

Para os participantes inscritos: o evento acontece na SEEDE, com abertura na sexta-feira, dia 30/10, às 20 horas e término na segunda-feira (02/11) ao meio-dia. Haverá programação como oficinas de teatro, apresentações de pequenos esquetes e mesas redondas sobre o trabalho com teatro espírita.

Para o público em geral: apresentações abertas ao público, conforme segue:

Abertura do evento: sexta-feira, 30/10, 20 horas na SEEDE

Peças teatrais no TAC:

1 - Estranha Loucura: dia 31/10 (sábado), 21 horas

    Peça do Grupo Arte e Vida, de Franca/SP.

2 - Ontem, uma lembrança... : dia 01/11 (domingo) - 16 horas

    Peça do NEA, de Florianópolis/SC.

3 - Deus: dia 01/11 (domingo) - 21 horas

    Peça do Grupo Lema, de Fortaleza/CE.

Os interessados em participar de todo o evento, na SEEDE (oficinas, debates) devem entrar em contato com a coordenação, através do telefone 9971-0169 (com Rogério), até o dia 20 de outubro. Será cobrada uma taxa de inscrição de R$ 50,00, com direito a almoço no sábado, domingo e segunda.

As apresentações no TAC terão ingressos a R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia, para idosos e estudantes).

Este evento está sendo organizado pelo NEA e pela SEEDE, com apoio da Associação Brasileira de Artistas Espíritas (Abrarte).

Prezados irmãos, gostaríamos de solicitar a colaboração de todos na divulgação do evento, pois precisamos ter uma boa arrecadação no TAC, para ajudar nos custos de transporte dos grupos que vem de fora. Se conseguirmos encher o TAC nos três dias, além de dar um alívio financeiro nos custos do evento, conseguiremos credibilidade junto à direção do TAC, pois sempre que se solicita uma pauta para peças espíritas, encontramos muita dificuldade. Precisamos mostrar às nossos dirigentes públicos da área da cultura que a Arte Espírita também tem público e podemos fazer trabalhos de qualidade.

Vamos nos mobilizar. O evento, apesar de promovido pelo NEA e pela SEEDE, pertence ao movimento espírita de nossa cidade, leva o nome da cidade, pensamos, futuramente, fazer desse evento uma referência nacional. Para isso, contamos com a colaboração de todos, auxiliando na divulgação.

Outro pedido: se alguém conhecer algum irmão que disponha de transporte (van, micro-onibus), para ajudar no translado dos grupos da SEEDE para o TAC, nos dias do evento, agradecemos.

É isso.

Abradecemos a todos desde já.

Grande abraço

Rogério

NEA - Coordenação do FETEF.

 

festival espirita

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Mistérios durante as gravações do filme sobre a vida de Chico Xavier

 

 

Cena do filme sobre a vida de Chico Xavier - Foto Divulgação Ique Esteves
As gravações do filme sobre a vida do médium Chico Xavier foram marcadas por vários casos que, certamente, são uma história a parte. As filmagens tiveram uma atriz vendo o médium, figurante incorporando um espírito e outros mistérios, como a chuva que parava misteriosamente a cada novo dia de gravação. Nelson Xavier, ator que interpreta o papel principal, conta que sua ligação com Chico foi muito além do sobrenome igual.
- Eu senti a presença dele o tempo todo. Foi o único personagem que eu pedi para fazer e, hoje, acredito em tudo o que ele disse e viveu. Cada vez que penso nele me comovo - disse Nelson, se emocionando novamente.
O ator lembra que, há muitos anos, estava num churrasco quando um rapaz sentou ao seu lado e perguntou se eu ia fazer o papel do espírita.
- Eu disse que não. Aí ele me respondeu que um passarinho havia dito isso para ele e que ele era espírita. Esse foi um dos sinais mais significativos para mim - diz Nelson, que acredita que Chico o escolheu: - Ele me acompanhou durante todo o percurso.
Segundo a atriz Renata Imbriani, que participou das filmagens, Chico realmente estava perto de Nelson. Ela, que é kardecista, conta que viu o espírito do médium durante uma gravação.
- Estava aguardando a minha vez de entrar em cena e o Nelson estava gravando. De repente, vi uma porta entreaberta de onde saiu uma luz muito grande. Era o Chico. Ele apoiou o braço direito do Nelson e ficou todo o tempo energizando ele. O incrível é que, quando ele toca o Nelson ele fica até com a fisionomia igual a do Chico - conta Renata que interpreta uma mulher que perdeu o filho.
Segundo a atriz Rosi Campos, o clima das filmagens foi marcado por uma emoção que parecia estar à flor da pele.
- Todos que estavam no filme queriam muito estar lá. isso criou um clima muito especial nas filmagens. Você se apaixona pela pessoa que ele foi. Foi muito emocionante.
O filme deve ser lançado em 2 de abril de 2010, quando o Chico faria 100 anos.

Emoção no jardim de Chico:
No último dia das gravações, Nelson Xavier teve uma crise de choro. Depois, foi para o jardim, sentou num banco e, talvez sem saber, faz o que Chico costumava fazer ali mesmo: apóia as mãos sobre as pernas e olha para o céu. "Essa cena foi emocionante. Era o jardim dele, as rosas dele".

Até o tempo deu uma forcinha
Em Uberaba fazia um frio horrível e o diretor Daniel Filho disse para ninguém se preocupar porque no dia seguinte faria sol. Não deu outra. Fenômeno parecido aconteceu em São Paulo, quando chovia muito forte em toda a cidade. Só não caiu um pingo no local da filmagem.

Visita inesperada em reunião espírita:
Segundo o diretor, teve uma filmagem de uma reunião espírita, em que, de repente uma senhora recebeu uma entidade. "Paramos a filmagem e esperamos a senhora se recompor".

Pomba branca mostra o caminho:
A atriz Renata Imbriani conta que, antes de sair para gravar começou a rezar pedindo proteção. De repente, uma pomba branca entrou na casa e parou bem na frente dela. "Ela só foi embora quando eu saí. Pensei: estou no caminho certo. O tempo inteiro senti uma energia muito forte e tranquilizadora".

 

Jornal Extra online
Publicada em 27/09/2009 às 12:47
Patricia de Paula, Expresso

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Bom dia!!

bondade1

ABRIGO SEGURO

Diante de quaisquer provação da vida;
quando tudo te pareça incompreensão, barrando-te os passos;
se as circunstâncias do mundo te arrebatarem a presença de criaturas queridas;
no momento em que todos os recursos se te afigurem extintos;
perante os sofrimentos que te alcancem os seres amados;
ou à frente de inibições orgânicas que julgues irreversíveis, ilhando-te nos problemas da enfermidade;
não desanimes.
Pensa em Deus, refugia-te em Deus, espera por Deus e confia em Deus, porquanto, ainda mesmo quando te suponhas a sós, em meio de tribulações incontáveis, Deus está conosco e com Deus venceremos. 
 

(Obra: Recados da Vida - Chico Xavier/Emmanuel)

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Abençoa com alegria cada oportunidade evolutiva.
A dor enfrentada com resignação diminui de intensidade, tanto quanto suportada em silêncio passa com mais rapidez.
Nunca te alcançam os sofrimentos que não mereças, assim como não passarás pela Terra, em regime de exceção, sem os enfrentares.
As leis de Deus são iguais para todos.
Substituindo o amor que escasseia, a dor é a mestra que impulsiona ao avanço.

 

(Obra: Vida Feliz - Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis)

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AVE MARIA

Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre Jesus.
Santa Maria, Mãe de Jesus, rogai por nós, pecadorres, agora e na hora de nossa morte. Amém.

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PAI NOSSO

Pai nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso Nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

JESUS