quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

SOLIDÃO

Solidão

Por Emmanuel

"O presidente, porém, disse: - mas, que mal fez ele?
E eles mais clamavam, dizendo: - seja crucificado."
(Mateus, 27:23)


À medida que te elevas, monte acima, no desempenho do próprio dever, experimentas a solidão dos cimos e incomensurável tristeza te constringe a alma sensível.
Onde se encontram os que sorriram contigo no parque da primeira mocidade? Onde pousam os corações que te buscavam o aconchego nas horas de fantasia? Onde se acolhem quantos te partilhavam o pão e o sonho, nas aventuras ridentes do início?
Certo, ficaram...
Ficaram no vale, voejando em círculo estreito, à maneira das borboletas douradas, que se esfacelam ao primeiro contato da menor chama de luz que se lhes descortine à frente.
Em torno de ti, a claridade, mas também o silêncio...
Dentro de ti, a felicidade de saber, mas igualmente a dor de não seres compreendido...
Tua voz grita sem eco e teu anseio se alonga em vão.
Entretanto, se realmente sobes, que ouvidos te poderiam escutar a grande distância e que coração faminto de calor do vale se abalançaria a entender, de pronto, os teus ideais de altura?
Choras, indagas e sofres...
Contudo, que espécie de renascimento não será doloroso?
A ave, para libertar-se, destrói o berço da casaca em que se formou, e a semente, para produzir, sofre a dilaceração na cova desconhecida.
A solidão com serviço aos semelhantes gera a grandeza.
A rocha que sustenta a planícia costuma viver isolada e o Sol que alimenta o mundo inteiro brilha sozinho.
Não te canses de aprender a ciência da elevação.
Lembra-te do Senhor, que escalou o Calvário, de cruz aos ombros feridos. Ninguém o seguiu na morte afrontosa, à exceção de dois malfeitores, constrangidos à punição, em obediência à justiça.
Recorda-te dele e segue...
Não relaciones os bens que já espalhaste.
Confia no Infinito Bem que te aguarda.
Não esperes pelos outros, na marcha de sacrifício e engrandecimento. E não olvides que, pelo ministério da redenção que exerceu para todas as criaturas, o Divino Amigo dos Homens não somente viveu, lutou e sofreu sozinho, mas também foi perseguido e crucificado.

*Livro Fonte Viva.  Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia Francisco C. Xavier

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Momento de Reflexão - Chico Xavier


Nasceste no lar que precisavas,
Vestiste o corpo físico que merecias,
Moras onde melhor Deus te proporcionou,
De acordo com teu adiantamento.

Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização.

Teus parentes, amigos são as almas que atraíste,
com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle. .
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais,
buscas, expulsas, modificas tudo aquilo
que te rodeia a existência.

Teus pensamentos e vontade são a chave de teus atos e atitudes...
São as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivência.
Não reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograma tua meta,
Busca o bem e viverás melhor.

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo,


Qualquer Um pode Começar agora e fazer um Novo Fim.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Tola inveja



A inveja é um sentimento inferior que se traduz pelo desejo da pessoa ser o que o outro é, ou possuir o que o outro detém.

É comum se invejarem as pessoas ricas, famosas, as que têm poder. Invejam-se reis, artistas, empresários de sucesso.

O que não se analisa, nem se cogita é que a riqueza, a fama e postos de comando têm um preço.

Vendo as personagens que invejamos desfilarem nas páginas das revistas ricamente ilustradas, ou nas imagens televisivas, constatamos somente a parte boa, positiva.

As pessoas famosas, entretanto, não conseguem ter vida particular e nem realizar coisas simples, que desejariam.

Para saírem à rua, necessitam de esquemas de segurança, disfarces, horários próprios, uma série de cuidados.

Vivem em mansões ou palácios, mas não têm o direito de andar pelas ruas, olhando vitrines, descontraídas.

Não podem sentar num banco de jardim público, comer pipocas e ficar olhando o ir e vir das pessoas, numa tarde de sol morno.

Viajam em jatos particulares, têm uma agenda disputada, compromissos infindáveis e não conseguem um minuto de paz. Onde quer que estejam, fotógrafos, repórteres se encontram à espreita para fotografar, criticar, mostrar ao público.

Frequentam lugares sofisticados e caros, onde se sentem sempre como se estivessem em uma vitrine, observadas por todos.

Quando não, perseguidas por uma legião de fãs que tudo querem ver, saber, conhecer, disputar.

Se adoecem, não têm direito à privacidade. Detalhes dos exames realizados, do diagnóstico, tudo é do interesse do público.

Dramas familiares, que desejariam ficassem guardados entre as paredes do lar, logo se tornam de domínio público. Já pensamos como se sentiram aqueles que, porventura, tiveram apresentados a público a filha que se envolveu com drogas, ou o filho que se prostituiu?

Nos momentos de luto e dor, nem podem expressar toda a sua verdadeira dor, porque as câmeras de TV os estão focalizando, os microfones estão a postos para tudo registrar, captar.

Talvez prezassem ficar em silêncio e a sós, velando o corpo do afeto que partiu. Contudo, não lhes é permitido. Elas não se pertencem. A sua vida é do interesse da sociedade. Todos querem ver, falar, opinar, tocar.

Antes de invejarmos a vida do outro, o cargo, o poder, a riqueza, pensemos se teríamos condições de suportar e pagar o preço que é exigido.

Porque a fama, a riqueza, o poder não são meras circunstâncias na vida. São provações ou expiações para o Espírito reencarnado. Tanto quanto o anonimato, a pobreza, a subalternidade.

Todas são etapas de crescimento e de progresso e cada um, onde esteja, delas se deve utilizar com sabedoria, extraindo toda a experiência que oferecem.

* * *

Cada um de nós está colocado no lugar exato. Ninguém que esteja recebendo o que não merece.

Enquanto nos colocamos na posição de invejosos, sonhando e desejando ardentemente o que os outros usufruem, nos esquecemos de valorizar o que possuímos e o que somos.

Esquecemo-nos das bênçãos da família que nos sustenta afetivamente, do emprego que nos permite aprendizado e nos garante o salário da honra.

Esquecemos do amor de Deus que, todos os dias, posiciona o sol, dispõe a chuva, alimenta os campos e reproduz os grãos.

Amor divino que se estende para todos, ricos e pobres, famosos e anônimos, poderosos ou subalternos.


Redação do Momento Espírita com base em conferência de Raul Teixeira,
proferida em 22.08.1999, no IV Simpósio Paranaense de Espiritismo,
em Curitiba, Paraná.
Em 23.01.2009.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

AS DÁDIVAS

E ele respondeu:


"Vós pouco dais quando dais de vossas posses.
É quando dais de vós próprios que realmente dais.
Pois, o que são vossas posses senão coisas que guardais,
por medo de precisardes delas amanhã?


E amanhã, que trará o amanhã ao cão ultraprudente,
que enterra ossos na areia movediça
enquanto segue os peregrinos até a cidade santa?


E o que é o medo da necessidade senão a própria necessidade?
Não é vosso medo da sede, quando vosso poço está cheio,
a sede insaciável?


Há os que dão pouco do muito que possuem,
e o fazem para serem elogiados,
e seu desejo secreto desvaloriza suas dádivas.


E há os que pouco têm e o dão inteiramente.
Esses confiam na vida e na generosidade da vida,
e seus cofres nunca se esvaziam.


E há os que dão com alegria, e essa alegria é sua recompensa.
E há os que dão com pena, e essa pena é seu batismo.
E há os que dão sem sentir pena nem buscar alegria
e sem pensar na virtude: dão como, no vale, o mirto espalha
sua fragrância pelo ar.


Pelas mãos de tais pessoas, Deus fala;
e através de seus olhos Ele sorri para o mundo.
É belo dar quando solicitado; é mais belo, porém,
dar sem ser solicitado, por haver apenas compreendido;


E, para os generosos, procurar quem recebe é uma alegria
maior ainda que a de dar.
E existe alguma coisa que possais guardar?


Tudo que possuís será um dia dado.
Dai agora, portanto, para que a época da dádiva seja vossa
e não de vossos herdeiros.


E vós que recebeis - e vós todos recebeis -
não assumais nenhum encargo de gratidão,
para não pordes um jugo sobre vós
nem sobre os vossos benfeitores.
Antes, erguei-vos, junto com eles,
sobre asas feitas de suas dádivas;
Pois se ficardes em demasia
preocupados com vossas dividas,
estareis duvidando da generosidade
daquele que tem a terra liberal por mãe e Deus por pai.


Vós dizeis muitas vezes: "Eu daria, mas somente a quem merece".
As árvores de vossos pomares não falam assim,
nem os rebanhos de vossos pastos.
Dão para continuar a viver, pois reter é perecer.
Certamente, quem é digno de receber seus dias e suas noites
é digno de receber de vós qualquer coisa mais.


E quem mereceu beber do oceano da vida,
merece encher sua taça em vosso pequeno córrego.
E que mérito maior haverá do que aquele
que reside na coragem e na confiança,
mais ainda, na caridade de receber?


E quem sois vós para que os homens
devam expor seu intimo e desnudar seu orgulho,
a fim de que possais ver
o mérito deles despido, e o amor-próprio rebaixado?


Procurai ver, primeiro, se mereceis ser doadores
e instrumentos do dom.
Pois, na verdade, é a vida que dá a vida,
enquanto vós, que vos julgais doadores,
sois simples testemunhas.

Kahlil Gibran

Principais obras de autoria de Léon Denis



http://www.imagick.org.br/pagmag/turma2/imageMGL.JPG


- Cristianismo e Espiritismo (FEB);

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- Depois da Morte (FEB);
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- Espíritos e Médiuns (CELD);
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- Joana D'Arc, Médium (FEB);

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- No Invisível (FEB);

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- O Além e a Sobrevivência do Ser (FEB);
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- O Espiritismo e o Clero Católico (CELD);

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- O Espiritismo na Arte (Lachâtre);
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- O Gênio Céltico e o Mundo Invisível (CELD);
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- O Grande Enigma (FEB);
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- O Mundo Invisível e a Guerra (CELD);
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- O Porquê da Vida (FEB);
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- O Problema do Ser, do Destino e da Dor (FEB);
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- O Progresso (CELD);
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- Provas Experimentais da Sobrevivência; Socialismo e Espiritismo (O Clarim).
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Léon Denis - O Apóstolo do Espiritismo



por Roberto Rufo

Como biografia direi apenas que Léon Denis nasceu a 1º de janeiro de 1846 em Goug, pequena localidade da circunscrição de Toul (França), na antiga província francesa da Lorena, atravessada pela grande ferrovia Paris – Estrasburgo. Desencarnou em Tours a 12 de abril de 1927, aos 81 anos de idade.

O que me interessa nesse artigo é a obra deste que foi para Herculano Pires o consolidador do Espiritismo e não somente um substituto e continuador de Kardec. Fez estudos doutrinários, pesquisas mediúnicas, impulsionou o movimento espírita na

França e no mundo e, especialmente, aprofundou em suas obras o aspecto moral do Espiritismo.

Isso é o que deve despontar o interesse nesse grande vulto do Espiritismo; sua obra, fruto de uma atividade contínua e infatigável, ao longo de uma existência de mais de oitenta anos, exemplarmente vividos. Tal como Kardec, morreu trabalhando.

Servirei-me para análise da obra Vida e Obra de Léon Denis de Gaston Luce, coleções Vidas Missionárias” vol. 2 (Edicel), além dos próprios livros de Léon Denis, lidos com paixão, notadamente por quem ama a filosofia.

A primeira grande obra de Denis apareceu em 1890 sob o título Depois da Morte. A 1ª parte do livro apresenta as grandes religiões da Antiguidade. Na 2ª parte é exposta a filosofia espírita, e nas duas partes seguintes faz uma abordagem do mundo invisível e sua influência no mundo encarnado. A 5ª parte é onde está colocada a grande questão e eterna preocupação de Léon Denis, qual seja, a parte moral, sob o título O caminho Reto, um pequeno tratado de virtude.

Neste livro, Léon Denis trata daquilo que sempre foi objeto de suas análises, o problema do destino humano e procura solucioná-lo, explicando o porquê da vida. Tarefa difícil, mas é nesse tópico que ele defende com convicção o Espiritismo, como caminho de superação da angústia da razão do destino humano.

Cristianismo e Espiritismo apareceu em agosto de 1898. Léon Denis fez uma correlação entre o Cristianismo e o Espiritismo, sendo este um delta onde deságua aquele, abrindo, segundo Herculano Pires, as perspectivas de uma nova fase de evolução espiritual do mundo.

Em 1903 publicou O Mundo Invisível com 500 páginas de texto. “Todo adepto – escrevia na introdução – deve saber que a regra por excelência das relações com o invisível é a lei das afinidades e das atrações . . . a experimentação, no que tem de belo e de grande, não é bem sucedida com o mais sábio, mas com o mais digno, com o melhor, com aquele que tem mais paciência, mais consciência e mais moralidade”.

Em outro livro, O Problema do Ser, do Destino e da Dor, de 1905, Léon Denis antepõe o espiritualismo e o materialismo, numa época de negação ou afirmação gratuitas, de uma metafísica do nada. O Espiritismo, dizia ele, fornece o meio de nos livrar da dúvida; ele mostra a evolução do pensamento intuitivo, aparecendo a importância de Ciência em sua plenitude, pois o meio de atingir o conhecimento só pode ser obtido pela ciência.

Em 1911 lança O Grande Enigma: O Deus e o Universo. Segundo Denis, a existência de Deus não se demonstra como teorema, todavia deve ser concebida. Deus é manifestado pelo Universo, que é a sua representação sensível, contudo não se confunde com ele.

Outra faceta interessantíssima de Léon Denis se traduz na sua participação intensa em congressos espíritas. Desde o Congresso Espiritualista Internacional de 1889 onde Denis presidiu a comissão de propaganda. Na verdade tratava-se de um Congresso ecumênico, onde se misturavam adeptos de Kardec, de Swedenborg, cabalistas, teósofos e os rosa-cruzes. Neste primeiro Congresso aconteceram algumas desavenças teóricas, revelando-se Léon Denis como o mais seguro mantenedor da tese Kardecista.

Quando o Congresso Internacional de 1900 aconteceu em Paris, Léon Denis foi nomeado presidente. Fez a sessão de abertura, onde expressou sua confiança no Espiritualismo Moderno, embora em seu seio se defrontassem certas teses, não opostas, mas de tendências diferentes.

Em 1905, junho, aconteceu o Congresso de Liége (Bélgica), onde Léon Denis foi presidente de honra e já era chamado de apóstolo. Ele expressou que os congressos deveriam ocorrer em datas mais próximas, pois ele considerava importante uma afirmação de vitalidade dos “nossos princípios e das nossas crenças”(espiritualistas).

Bruxelas, de 14 a 18 de maio de 1910, Léon No Congresso Espírita Universal que teve lugar em Denis foi convidado apenas como delegado da França e do Brasil. Nesse Congresso, tratou-se especialmente de magnetismo, ciência psíquica e psicose. O Kardecismo foi deixado um pouco na penumbra, segundo Gaston Luce em “Vida e Obra de Léon Denis”. Léon Denis tinha então sessenta e quatro anos; e nesse Congresso ele pronunciou um dos mais notáveis discursos: A Missão do Século XX.

Em 1913, foi a Sociedade de Estudos Psíquicos de Genebra que assumiu o encargo de organizar o II Congresso Espírita Universal, sob presidência do Sr. Piguet, assistido nessa função pelos Srs. Léon Denis e Gabriel Delanne.

Léon Denis constatava que a Ciência e a Filosofia, pouco a pouco assumiam alguns conceitos espíritas. Quanto à ciência, ele critica que esta pretendia que os fenômenos se repetissem à vontade, esquecidos de que no Espiritismo estamos tratando de vontades livres.

Em 1925, de 06 a 13 de setembro, Léon Denis desempenhou os encargos da presidência do III Congresso Espírita Internacional de Paris. Estavam presentes o célebre escritor inglês Arthur Conan Doyle; o Sr. Jean Meyer, organizador do espiritismo francês. O foco principal do Congresso foi identificar o caráter científico do Espiritismo Experimental. Léon Denis, aos oitenta anos, fixou os pontos essenciais da Doutrina. O que ele considerava importante era o conceito de que o Espiritismo baseia-se na experimentação científica. Parte dos efeitos para remontar as causas, seguindo um rumo inverso ao da revelação religiosa.

Uma doutrina baseada na Ciência e Razão, se constituirá em fé universal, substituindo assim a fé particular das religiões reveladas, concluiu Léon.

Sob que sinal se apresenta esta nova fé? - pergunta Gaston Luce.

“A fé espírita desemboca, com efeito, no amor, mas postula em primeiro lugar o conhecimento da alma, do destino e de Deus. Não é somente fé, é um ensinamento, é um critério que desafia a contradição” - responde Denis.

Finalizando com Herculano Pires, a vida e a obra de Léon são o exemplo vivo dessa conjugação de razão e fé que o Espiritismo realizou plenamente, na sua extraordinária síntese espiritual.


Respostas no caminho

 

Caminhos

 

Trazendo sua consciência tranqüila, nos deveres que a vida lhe deu a cumprir, você pode e deve viver a sua vida tranqüila, sem qualquer necessidade de ser infeliz.

Auxilie os outros sem afligir-se demasiado com os problemas que apresentem, porque eles mesmos desejam solucioná-los por si próprios.

Não se fixe tão fortemente nos aspectos exteriores dos acontecimentos e sim coloque sua visão interna nos fatos em curso, a fim de que a compreensão lhe clareie os raciocínios.

Dedique-se ao seu trabalho com todos os recursos disponíveis, reconhecendo que se houver alguma necessidade de modificação em suas atitudes, a sua própria tarefa lhe fará sentir isso sem palavras.

Se você experimentou algum fracasso na execução dos seus ideais, não culpe disso senão a você mesmo, refletindo na melhor maneira de efetuar o reajuste.

Se você realizar corretamente seu trabalho, os seus clientes ou beneficiários virão de longe procurar o valor de sua experiência e de seu concurso.

Em qualquer indecisão valorize os pareceres dos amigos que lhe falem do assunto, mas conserve a convicção de que a decisão será sempre de você mesmo.

Uma atitude de simpatia para com o próximo é sempre uma porta aberta em seu auxílio agora e no futuro.

Mesmo nas horas mais aflitivas procure agir com serenidade e discernimento, porque de tudo quanto fizermos colheremos sempre.

A desculpa ante as faltas de que você tenha sido vítima, invariavelmente, é ação em seu próprio favor.

Quando provações e dificuldades lhe pareçam alimentadas, guarde paciência e otimismo, trabalhando e servindo na certeza de que Deus faz sempre o melhor.

 

*Por André Luiz , do livro Respostas da Vida, cap. 6, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier.