terça-feira, 4 de maio de 2010

CAMINHOS RETOS

"A vida deveria constituir, por parte de todos nós, rigorosa observância dos sagrados interesses de Deus..."


CAMINHOS  RETOS

André Luiz

 

Tempo sem desperdício.

Trabalho sem desânimo.

Estudo sem cansaço.

Oração sem inércia.

Alimentação sem abuso.

Tranqüilidade sem preguiça.

Alegria sem desordem.

Distração sem vício.

Fé sem fanatismo.

Disciplina sem violência.

Firmeza sem arrogância.

Amor sem egoísmo.

Ajuda sem paga.

Realização sem jactância.

Perdão sem exigência.

Dificilmente libertar-nos-emos da ilusão que nos confunde a vida, se fugirmos de palmilhar esses caminhos retos, rumo à Imortalidade Triunfante.

(Do livro Ideal Espírita, André Luiz, Francisco C. Xavier - Espíritos Diversos)


CAMINHOS  RETOS

Emmanuel

"E ele lhes disse: Lançai a rede para a banda direita do barco e achareis." - (JOÃO, 21.6.)

A vida deveria constituir, por parte de todos nós, rigorosa observância dos sagrados interesses de Deus.

Freqüentemente, porém, a criatura busca sobrepor-se aos desígnios divinos.

Estabelece-se, então, o desequilíbrio, porque ninguém enganará a Divina Lei. E o homem sofre, compulsoriamente, na tarefa de reparação.

Alguns companheiros desesperam-se no bom combate pela perfeição própria e lançam-se num verdadeiro inferno de sombras interiores. Queixam-se do destino, acusam a sabedoria criadora, gesticulam nos abismos da maldade, esquecendo o capricho e a imprevidência que os fizeram cair.

Jesus, no entanto, há quase vinte séculos, exclamou:

"Lançai a rede para a banda direita do barco e achareis."

Figuradamente, o espírito humano é um "pescador" dos valores evolutivos, na escola regeneradora da Terra. A posição de cada qual é o "barco". Em cada novo dia, o homem se levanta com a sua "rede" de interesses. Estaremos lançando a nossa "rede" para a "banda direita"? Fundam-se nossos pensamentos e atos sobre a verdadeira justiça?

Convém consultar a vida interior, em esforço diário, porque o Cristo, nesse ensinamento, recomendava, de modo geral, aos seus discípulos: "Dedicai vossa atenção aos caminhos retos e achareis o necessário."

(Do livro "Caminho, Verdade e Vida", Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)


segunda-feira, 3 de maio de 2010

CULPA, CARIDADE E LIVRE ARBÍTRIO

 

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A culpa é descida, mas a caridade é soerguimento.

*

Pelo erro do mal, enreda-se o homem no labirinto da dor.

Pelo esforço do bem, liberta-se para a vitória a que se destina.

*

Enganando-se nas teias da ilusão em que transita na Terra, arroja-se a alma a fundos despenhadeiros de sombra; todavia, descerrando os próprios olhos à verdade e buscando-a pelo plantio do amor, acende nova luz em si mesma, estruturando novos caminhos.

*

Subsiste a expiação, enquanto perdura o prejuízo às leis que nos regem e abrem-se vastos horizontes de paz ao Espírito que luta em si mesmo, tão logo se consagre ao trabalho do próprio aperfeiçoamento.

*

Recordemo-nos de que no estágio evolutivo em que nos achamos ninguém existe sem débitos a resgatar.

*

Todos temos peregrinado na senda escura do remorso, após haver desencadeado sobre nós mesmos a longa série de causas aflitivas a que, imprevidentes, nos imantamos.

*

Não passamos, por agora, de almas em reajuste, na oficina das provas, após o desastre de nossas deliberações infelizes.

*

A culpa, por enquanto, é um fantasma interior que nos persegue em todos os ângulos do mundo, sob as mais variadas formas.

*

Da defecção diante do Cristo, todos partilhamos em nossas experiências, mas pela caridade bem vivida, que dá de si sem pensar em si, que se sacrifica e ampara, que tudo suporta, entende, auxilia e espera, poderemos levar o tecido sutil de nossa alma, recuperando-nos as forças para aprendermos a servir sempre.

Para isso, porém, é preciso saibamos usar a vontade.

Somos senhores na resolução e escravos nas consequências.

*

Compreendamo-nos, mutuamente, e amemo-nos, mobilizando o nosso livre arbítrio na criação do futuro melhor.

*

Todos trazemos na intimidade do próprio ser a nossa dor, a nossa aflição, a nossa prova ou o nosso problema...

E estendendo braços fraternos, uns aos outros, perceberemos que só o amor bem dividido pode multiplicar a felicidade.

*

Não nos detenhamos na culpa.

*

Usemos a caridade recíproca, e, com a liberdade relativa de que dispomos ser-nos-á então possível edificar, com Jesus, o nosso iluminado Amanhã.

(De “Nós”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

Paz e Luz

UMA PRECE AO MELHOR DO TEU SER II

 

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Que o Sopro Vital do Eterno ilumine tua jornada.
Que o brilho das estrelas esteja em teu olhar.
Que tu escutes uma linda canção e te encantes com ela.
Ah, que tu sejas capaz de rir de ti mesmo.

Que todo teu conhecimento se transforme em sabedoria.
Que tuas atitudes dignifiquem tua senda...
Que tu sejas, cada vez mais, amado por teus amigos reais.
Ah, que um Grande Amor te encante e te encha de vida e alegria.

Que nada e nem ninguém te desvie da rota do teu coração.
Que tu sintas a pulsação da vida universal em todas as coisas.
Que o ceticismo do mundo jamais congele tua consciência.
Ah, que tu renasças a cada instante, sempre agradecendo pelo dom da vida.

Que tu perdoes, aos outros e a ti mesmo, sempre sendo verdadeiro...
Que tu tenhas coragem de ser tu mesmo, sem trair o teu coração.
Que tu tenhas a certeza de que nada do mundo pode comprar tua consciência.
Ah, que diante da vida – e além dela... -, tu não sintas vergonha de ti mesmo.

Que tuas preces não contenham lamentações, mas odes ao Alto, pela vida.
Que tu te levantes sabendo que todo dia permite renovação e aprendizado.
Que tu deites teu corpo no leito sabendo que teu espírito viaja na noite...
Ah, que os teus voos sejam lindos e que os espíritos das brumas te abençoem.

Que todo ser vivo seja sagrado diante do teu olhar...
Que tu não humilhes ninguém, pois isso te humilharia também.
Que tu te sintas honrado só por existires, e faças o bem, sem olhar a quem.
Ah, que tu olhes com admiração a luz do dia e a suavidade da noite.

Que tu aches o templo do Eterno em teu próprio Ser.
Que teus mestres sejam o bom senso, o discernimento e o amor.
Que tu trabalhes com dedicação, mas sem perder teu coração.
Ah, que, por onde tu fores... A Luz te guie e te ampare na jornada.

Que teus ancestrais sejam honrados por tuas atitudes presentes.
Que teus filhos jamais te tomem como exemplo de indignidades.
Que eles te considerem como um amigo (a), por toda a vida...
Ah, que tu faças a pessoa amada feliz, e que ela te olhe com admiração.

Que tu sejas um presente para teus amigos – e eles para ti.
Que tudo que é trevoso se afaste de ti; porque teu coração é um sol de amor.
Que tu caminhes pelos solos do mundo calçado com as sandálias do discernimento.
Ah, que mesmo diante de provas acerbas, tu jamais renegues o teu espírito.

Que tu não sucumbas às pressões dos pensamentos e emoções negativas.
Que teu passado fique para trás... E que o presente seja sempre o teu momento...
Que tu não dependas dos outros para ser feliz; que tu sejas feliz só por existires.
Ah, que tu não prestes atenção aos defeitos alheios, mas, sim, à tua própria vida.

Que o acalanto secreto do Ancião dos Dias te faça rir muito, até de ti mesmo.
Que tu não carregues culpas, mas, sim, experiência, e vontade de fazer o melhor...
Que nada e nem ninguém, da Terra ou do Astral, possa roubar a luz do teu coração.
Ah, que alguma música te encante... E a canção da vida também.

P.S.:
Que tu e eu nos encontremos aqui, no mesmo coração, como irmãos de senda...
Que esses escritos tenham o selo de nossos melhores propósitos.
Que estejamos dentro do mesmo círculo de amor e consciência.
Ah, que sejamos tudo o que podemos ser, aqui e além...
E que tenhamos a sabedoria de que nada nem ninguém nos pertence.
E que o grande lance não é TER, mas, SER!
Então, sejamos... Agora e no infinito...
Na Luz, sempre.

 

Com Gratidão.
Paz e Luz.

 

Wagner Borges
São Paulo, 24 de março de 2010.

http://www.ippb.org.br/

UMA PRECE AO MELHOR DO TEU SER

 

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Que esses escritos levem amor ao teu coração.
Que tudo que é trevoso se afaste de ti.
Que tu te encantes com o presente da vida.
Que tua alma seja curada na luz.
Que teus pensamentos sejam justos.
Que tuas mãos sejam curadoras.
Que teu trabalho te dignifique.
Que tu sejas querido na prece dos outros.
Que teu olhar revele o brilho do Eterno.
Que tu tenhas consciência da Sagrada Presença.
Que tu vejas algo lindo, mesmo num dia cinzento.
Que tu não deixes passar um grande amor...
Que teu coração seja generoso, como o sol.
Que teus passos sejam honrados.
Que a perda de alguém querido não te seja um fardo.
Que os reveses de tua vida sejam lições de sabedoria.
Que tu aprecies muitas canções, e te encantes com elas.
Que tu não tenhas medo de amar.
Que tuas emoções não te sejam um peso.
Que tu honres aos teus pais e teus ancestrais.
Que tu sejas um bom exemplo de vida para teus filhos.
Que tu atravesses a vida com assombro e admiração.
Que a chuva lave tuas mágoas e te renove o viver.
Que tu saibas te abrir, para a vida te dizer algo justo.
Que teus lábios estejam sempre fechados para queixumes.
Que, por mais que te atentem, não traias teu coração.
Que tu saibas perdoar, aos outros e a ti mesmo.
Que tu tenhas sabedoria para corrigir teus erros.
Que tu não vejas a cor da pele dos homens, mas a luz neles.
Que o mal não faça morada em teu coração.
Que tu não valorizes aquilo que rebaixa o teu espírito.
Que nada te afaste da luz e do amor verdadeiros.
Que tu estejas sempre num círculo de luz.

 

Paz e Luz.
Amor e Presença.


Wagner Borges
São Paulo, 19 de fevereiro de 2009.

http://www.ippb.org.br/

quarta-feira, 28 de abril de 2010

CONSEQÜÊNCIAS DO PASSADO

 

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CONSEQÜÊNCIAS  DO  PASSADO
Emmanuel
 
1 - Como podemos compreender os resultados de nossas experiências anteriores?
Para compreender os resultados de nossas experiências anteriores, basta que o homem observe as próprias tendências, oportunidades, lutas e provas.
 
2 - Como entender, na essência, as dívidas ou vantagens que trazemos das existências passadas?
Estudos que efetuamos  corretamente, ainda que terminados há longo tempo, asseguram-nos títulos profissionais respeitáveis. Faltas praticadas deixam azeda sucata de dores na consciência, pedindo reparação. Se plantamos preciosa árvore, desde muito, é natural venhamos a surpreendê-la, carregada de utilidades e frutos para os outros e para nós. Se nos empenhamos num débito, é justo suportemos a preocupação de pagar.
 
3 – Qual a lição que as horas nos ensinam?
Meditemos a simples lição das horas. Comumente, durante a noite, o homem repousa e dorme; em sobrevindo a manhã, desperta e levanta-se com os bens ou com os males que haja procurado para si mesmo, no transcurso da véspera.
Assim, a vida e a morte, na lei da reencarnação que rege o destino.
 
4 – Qual a situação moral da alma no túmulo e no berço? 
No túmulo, a alma, ainda vinculada ao crescimento evolutivo, entra na posse das alegrias e das dores que amontoou sobre a própria cabeça;  no berço, acorda e retoma o arado da experiência, nos créditos que lhe cabe desenvolver e nos débitos que está compelida a resgatar.
 
5 – Em síntese, onde permanece, espiritualmente, a criatura reencarnada?
Cada criatura reencarnada permanece nas derivantes  de tudo o que fez consigo e com o próximo.
 
6 – Qual a explicação lógica das enfermidades congênitas?
Os grandes delitos operam na alma estados indefiníveis de angústia e choque, daí nascendo a explicação lógica das enfermidades congênitas, às vezes inabordáveis a qualquer tratamento.
 
7 – O que ocorre aos suicidas nas vidas ulteriores?
Suicidas que estouraram o crânio ou que se entregaram a enforcamento, depois de prolongados suplícios, nas regiões purgatoriais, freqüentemente, após diversos tentames frustrados de renascimento, readquirem o corpo de carne, mas transportam nele as deficiências do corpo espiritual, cuja harmonia desajustaram. Nessa fase, exibem cérebros retardados ou moléstias nervosas obscuras.
 
8 – E os protagonistas de tragédias passionais?
Protagonistas de tragédias passionais, violentas e obscuras, criminosos de guerra, aproveitadores de lutas civis, que manejam a desordem para acobertar interesses escusos, exploradores do sofrimento humano, caluniadores, empreiteiros do aborto e devassidão e malfeitores outros,  que a justiça do mundo não conseguiu cadastrar, voltam à reencarnação em tribulações compatíveis com os débitos que assumiram e, muitas vezes, junto das próprias vítimas, sob o mesmo teto, marcados por idênticos laços consangüíneos, tolerando-se mutuamente até a solução dos enigmas que criaram contra si mesmos, atentos ao reequilibro de que se vêem necessitados;  ou sofrem a pena do resgate preciso em desastres dolorosos, integrando os quadros inquietantes dos acidentes em que se desdobra o resgate do espírito reencarnado, seja nos transes individuais ou nas provações coletivas.
 
9 – E aos cúmplices de erros e enganos?
As grandes dificuldades não caem exclusivamente sobre os suicidas e homicidas comuns. Quantos se fizeram instrumentos diretos ou indiretos das resoluções infelizes que se adotaram são impelidos a recebê-los nos próprios braços, ofertando-lhes o recinto doméstico por oficina de regeneração.
 
10 – O que ocorre àqueles que provocaram o suicídio de alguém?
Se levianamente provocamos o suicídio de alguém, é possível que tenhamos esse mesmo alguém, muito breve, na condição de um filho-problema ou de um familiar padecente, requisitando-nos auxílio, na medida das responsabilidades que assumimos, na falência a que se arrojou.
 
11 – Que acontece àqueles que impelem o próximo à falência moral?
Se instilamos viciação e criminalidade em companheiros do caminho, asfixiando-lhes as melhores esperanças na desencarnação prematura, é certo que se corporificarão, de novo, na Terra, ao nosso lado, a fim de que lhes prestemos concurso imprescindível à reeducação, na pauta dos compromissos a que enredamos, ao precipitá-los aos enganos terríveis de que buscam desvencilhar-se, abatidos e desditosos.
Nas mesmas circunstâncias, carreamos em nós, enraizados nas forças profundas da mente, os bens ou os males que cultivamos.
 
12 – E o que ocorre aos desencarnados que malbarataram os tesouros da emoção e da idéia?
Quando desencarnados, não fugimos as leis de causa e efeito.
Se malbaratamos os tesouros da Terra, deambulamos nas esferas espirituais por doentes da alma, que a perturbação ensandece, fadados a reaparecer no plano carnal com as enfermidades conseqüentes, a se entranharem, nos tecidos orgânicos, que nos compõem a vestimenta física.
 
13 – E aqueles que se entregam aos desequilíbrios do sexo?
Se abraçamos desequilíbrios de sexo, agravados com padecimentos alheios por nossa conta, agüentamos inibições genésicas, muitas vezes,  com  o cansaço precoce e a distrofia muscular, a epilepsia ou o câncer, de permeio.
 
14 -  E àqueles que perpetram crimes?
Se perpetramos crimes na pessoa dos semelhantes, ei-nos a frente de mutilações dolorosas.
 
15 – E àqueles que se entregam às extravagâncias da mesa?
Se nos entregamos às extravagâncias da mesa, arcamos com ulcerações e gastralgias que persistem tanto tempo quanto se nos perdurem as alterações do veículo espiritual.
 
16 – E àqueles que se afeiçoam ao alcoolismo?
Se nos afeiçoamos ao alcoolismo ou ao abuso de entorpecente, somos induzidos à loucura ou à idiotia seja onde for.
 
17 – E àqueles que se empenham em delitos de maledicência e calúnia?
Se nos empenhamos em delitos de maledicência e calúnia, atravessamos vastos períodos de surdez ou mudez, precedidas ou seguidas por distonias correlatas.
 
18 – As conseqüências de nossos erros se verificam apenas na forma de doenças comuns?
Não. Além disso, é preciso contar com as probabilidades da obsessão, porquanto, cada vez que ofendemos aos que partilham a marcha, atraímos, em prejuízo próprio, as vibrações de revolta ou desespero daqueles que se categorizam por vítimas de nossas ações impensadas.
 
19 – Qual deve ser nossa atitude perante as provas da vida?
Diante das provas inquietantes que se demoram conosco, aprendamos a refletir, para auxiliar, melhorar, amparar e servir aqueles que nos cercam.
 
20 – Quais as relações entre o presente, o passado e o futuro?
Todos estamos no presente, com o ensejo de construir o futuro, mas envolvidos nas conseqüências do passado que nos é próprio. Isso porque tudo aquilo que a criatura semeie, isso mesmo colherá.
 
(Do livro "Leis de Amor", Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)

domingo, 25 de abril de 2010

Momento de Reflexão - NÃO CENSURES

 

 

Não censures.

Onde o mal apareça, retifiquemos amando, empreendendo semelhante trabalho a partir de nós mesmos.

O cirurgião ampara o corpo enfermo, empregando atenção e carinho, com bisturis adequados.

O artista afeiçoa a pedra ao próprio sonho, aformoseando-lhe a estrutura com paciência e vagar.

Ninguém desfaz a treva sem luz.

E reconhecendo-se que a luz nasce da força que se desgasta, em louvor da cooperação e do benefício, o amor procede do coração que se entrega ao trabalho para compreender e auxiliar.

Quando estiveres a ponto de desanimar ante os empeços do mundo, de espírito inclinado à acusação e à amargura, lembra-te de Deus cuja presença fulge nas faixas mais simples da Natureza.

Divina Sabedoria apóia a semente para que germine, propiciando-lhe recursos imprescindíveis à existência;nutre-lhe os rebentos, doando-lhes condições precisas para que se desenvolvam,e, convertida a planta em árvore benfeitora, assegura-lhe a seiva e aguarda-lhe ocasião justa para a colheita dos frutos que enriquecerá o celeiro.

Em toda a parte da Terra, surpreendemos a esperança de Deus, em função ativa, seja na pedra que se erguerá em utilidade, no carvão que se fará diamante, no espinheiral que se metamorfoseará em ninho de flores, na gleba inculta que se transfigurará em jardim.

Deus opera com tempo igual para todos.

E a própria Sabedoria Divina nos auxilia a todos indistintamente, agindo, criando, renovando e sublimando com apoio nas horas; sempre que nos vejamos defrontados por dificuldades e incompreensões, saibamos servir com paciência e aprenderemos que, à frente dos problemas da vida, sejam eles quais forem, não existem razões para que venhamos a esmorecer ou desesperar.

Livro: Rumo certo.

Espírito : Emmanuel

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Paz e Luz

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O ausente-presente

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Era a derradeira refeição que fariam juntos. É um momento de alegria, pela comemoração da páscoa judaica.

Recordam-se das agruras da escravidão no Egito e as alegrias da libertação pelo legislador hebreu Moisés.

Os cânticos se sucedem, em obediência ao rito comemorativo. Serve-se o carneiro, o pão sem sal e sem fermento, embebido no molho de ervas amargas.

Recordam-se das bênçãos e a proteção de Yaweh. É também um momento de despedida.

Um pouco e já não mais me vereis, assevera Jesus. E como bom pastor, exorta: meus filhinhos...

E tece recomendações, dizendo das dores que adviriam aos Seus seguidores, a todos aqueles que desejassem levar o archote da Boa Nova na tentativa de iluminar a Terra.

O machado está posto à raiz, dizia o Mestre.

Mas, se falou de dores e sofrimentos, não deixou de declamar esperança e consolo.

Por isso, em observando o ar de tristeza que envolvia os Apóstolos, naquela hora, profetizou:

Não se turbe o vosso coração. Credes em Deus. Crede também em mim. Eu vou para vos preparar o lugar.

Depois que me tenha ido e que vos houver preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para mim, a fim de que onde eu estiver, também vós aí estejais.

O Pastor anuncia Sua viagem, mas apresenta os objetivos dela e afirma o Seu retorno.

A hora avança e Ele ensina:

Um novo mandamento vos dou: amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado. Nisso reconhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.

E sentencia:

Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.

É um momento solene. Os minutos se sucedem ligeiros, como se desejassem que aquela despedida não se alongasse.

Mas o Mestre dos mestres tem algo mais a dizer:

Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Tenho-vos chamado amigos, porque tudo o que sei de meu Pai vos transmiti.

Repito-vos: amai-vos uns aos outros.

E, como num testamento, exterioriza Sua doação final:

Deixo-vos a paz: a minha paz vos dou

Não vo-la dou como o mundo a dá.

Amai-vos como eu vos amei.

Ninguém tem mais amor do que aquele que dá a própria vida pelos seus amigos.

Sereis meus amigos, se fordes amigos uns dos outros.

A noite se envolve em crepe. Talvez a lua tenha escondido sua cara redonda e prateada, para enxugar o próprio pranto.

O Cordeiro vai ser imolado...

* * *

Ele voltaria depois da morte para atestar que a morte não existe.

E quando chega, faz-Se visível àquele grupo de homens assustados, como uma equipe sem chefia e os saúda:

Paz seja convosco!

E ficaria com eles por dias e dias.

Dias de sol, noites de estrelas, de luar.

Pelas estradas da Galiléia e da Judeia, pelas praias do mar e do lago, nas montanhas, onde os pastores apascentam seus carneiros, nas planícies onde os camponeses cortam o trigo, todos sentem que Ele pode estar, que Ele pode vir, de repente e dizer:

“A paz seja convosco!”

Certeza de Sua presença. Amigo, Mestre, Senhor: presente!

Não nos esqueçamos disso.

Redação do Momento Espírita, com base no Evangelho de

João, cap. XIV e com parágrafo colhido no cap. LXXII, do

livro Vida de Jesus, de Plínio Salgado, ed. Voz do oeste.