quinta-feira, 26 de novembro de 2009

CADA UM RECEBE O QUE DÁ!

 

gelts_stilllifes_016

 

CADA UM RECEBE O QUE DÁ!

Cada um recebe de acordo com o que dá.
Se você der ódios e indiferença,
há de recebê-los de volta.

Mas se der atenção e carinho,
há de ver-se cercado de afeto e amor.


Ninguém se aproxima do espinheiro,
por causa dos espinhos,

nem do lodo, porque suja.


Mas todos apreciam permanecer

perto das flores,
que espalham beleza e perfume.


Cada um recebe de acordo com o que dá.

(Autor: Carlos Torres Pastorino).

PREPARANDO O AMANHÃ

 

gelts_stilllifes_096

 

Se já percebeste que o berço não é o início e que o tumulo não é o fim, não desprezes a preparação do amanhã, a fim de que não se interrompa a tua cainhada para diante...

*

     Planta o bem agora, para que o bem te felicite depois.

*

     Somos infinitamente insignificantes para abranger, por enquanto, as dimensões totais do Universo. Amebas pensantes, apesar dos lauréis da inteligência que já nos assinalam a vida, não podemos ainda apreender toda a largueza do horizonte que nossos olhos contemplam a enorme distância.

*

     Seres humildes, situados ainda no começo da escala que nos conduzirá à compreensão da verdade integral, achamo-nos inabilitados a supremas definições...

*

     Mas o bem será invariavelmente o guia que nos orientará o passo na jornada, a fm de que o "agora" dilua as sombras do pretérito, acendendo a luz que brilhará para a nossa felicidade no grande futuro.

*

     Na realidade todos nos colocamos no Eterno Presente.

*

     O instante que passa é a nossa oportunidade valiosa de realizar.

*

     Entretanto, analisemos a qualidade da nossa realização porque o Hoje imperecível se alargará nos círculos do tempo, convertendo-se em amanhã, compelindo-nos a recolher a alegria ou o sofrimento, os espinhos e as flores que estivermos semeando...

*

Assim sendo, permaneçamos atentos à grande mensagem do Céu que flui na Terra, através do ensinamento de todos os grandes instrutores do mudo, mensagem que em todos os santuários nos exorta à bondade que é fundamento da Eterna Lei.

*

     O mal é desequilíbrio que nos constrange à recuperação, desarmonia que nos convoca ao reajuste, treva que nos induz à demora indefinida nas aflições purgatoriais.

*

     O bem, contudo, é a subida para o Trono da Sabedoria e do Amor e, movimentando-nos dentro dele, atingiremos a edificação plena da Consciência Cósmica, dentro da qual, alcançaremos, com Jesus, a divina ressurreição, após desvencilharmo-nos da cruz de nossos compromissos com as experiências inferiores.

*

Desse modo, prepara o teu veiculo do porvir, desde agora, situando o vaso de teus sonhos o forno do trabalho, no bem incessante, para que o fogo na luta digna, através do esforço próprio e do próprio sacrifício, te aperfeiçoe as esperanças e fixe o teu sublime ideal, porque, assim, o teu corpo de amanhã será um carro leve, subtil, em que o teu espírito  avançará, com mais segurança, na direção da Grande Luz.

 

Livro: Vida e caminho – Psicografia: Francisco C.Xavier – Espíritos Diversos.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Momento de Reflexão: Tudo é para o bem

 

Havia um homem judeu de nome Mahum, que significa Também. Chamavam-no assim porque para tudo o que lhe acontecesse, por pior que fosse, ele afirmava, com toda convicção: Isto também é para o bem!

Se a chuva lhe destroçasse o jardim ou a enxurrada lhe destruísse o labor da horta, repetia sempre: Isto também é para o bem.

E, sem titubear, colocava-se no trabalho de reconstrução do jardim e da horta.

Se a enfermidade o alcançasse, falava: Isto também é para o bem. Medicava-se e aguardava a recomposição das forças físicas, retornando ao labor incessante.

Certa noite, Mahum precisou se deslocar até à cidade vizinha.

Preparou seu burrico, que lhe seria o meio de transporte, o galo que funcionava como seu relógio e despertador, e uma lamparina para que lhe iluminasse o caminho.

Ela deveria servir, inclusive, para que, antes de repousar no seio da floresta que deveria atravessar, pudesse se deter na leitura das escrituras.

Noite alta e ele no coração da floresta. De repente, o óleo da lamparina derramou e ela se apagou. Ele ficou às escuras. Inesperadamente, o galo começou a passar mal e morreu. Não demorou muito e foi o burrico.

O pobre homem ficou sozinho, na escuridão da floresta, em meio a ruídos estranhos e assustadores.

Mesmo assim, afirmou sem medo: Tudo o que Deus faz é para o bem.

Acomodou-se como pôde e dormiu.

No dia seguinte, o sol o veio despertar, vencendo a fechada copa das árvores. Ele prosseguiu viagem a pé. Quando, muitas horas depois, chegou à cidade, seus conhecidos o olharam com espanto.

Todos pareciam estar vendo um fantasma. Por fim, lhe perguntaram:

Como pode você estar vivo? Soubemos que, ontem à noite, foram despachados soldados romanos à floresta, com o intuito de matá-lo!

Foi então que Mahum explicou tudo que havia acontecido, concluindo: Se minha lamparina não tivesse apagado, o galo e o burrico morrido, com certeza estaria morto. Pois o clarão da lamparina, o zurrar do burrico e o cacarejar do galo denunciariam o local onde me encontrava.

Bem posso continuar a dizer: "Tudo o que Deus faz é para o bem."

*   *   *

Quando a tormenta se faz mais violenta e as dores se tornam mais acerbas, é o momento de se ponderar porque elas nos atingem.

O bom senso nos dirá sempre que razões poderosas existem, assentadas no ontem remoto ou no passado recente, porque a Divina Providência tudo estabelece no momento próprio e na medida exata.

Deus é sempre a sabedoria suprema e a justiça perfeita, atendendo as mínimas necessidades dos Seus filhos, no objetivo maior do progresso e da redenção.

Redação do Momento Espírita com base em texto do

Correio Fraterno do ABC, de maio/1998.

PERSEVERANÇA COM ALEGRIA

 

 

Não te detenhas nunca ante o desafio do bem.

Jamais percas a confiança em Deus.

Nunca te entristeçam as provações, nem te aturdam os testemunhos.

O filete de água que procede de uma fonte poderosa destina-se ao mar. Suplanta obstáculos, contorna acidentes geográficos, porém logra o seu fanal.

Vida física é oportunidade abençoada, instrumentalidade para o progresso. Também é masmorra transitória de que te libertarás um dia se te promoveres às alturas do bem.

Não examines as questiúnculas, nem os problemas do caminho, senão para os solucionar.

Quem se abate sob um céu nublado não merece a noite salpicada de estrelas.

Fadado ao infinito, o Espírito nasce e renasce no corpo para progredir, adquirindo experiências e modelando santificação.

*

Ouves a vozeria que fala de júbilos e te entristeces por não estares entre eles, os enganados algaraviantes.

Talvez, eles  não estejam felizes, senão excitados.

Deténs-te a examinar os que exibem paz e te afliges, face aos conflitos que espocam no teu mundo íntimo.

Quiçá, não estejam em harmonia, senão anestesiados pelos vapores da ilusão, aqueles que se exibem.

Mantém a tua confiança no ideal que abraças e não meças as vitórias do teu espírito com a fita métrica dos triunfos terrestres transitórios.

O cristão verdadeiro, e o espírita, em particular, triunfam sobre si mesmos, vencem-se, interiormente, e galgam os degraus do êxito ao lobrigar as paisagens mergulhadas no sol da imortalidade em triunfo.

*

Jesus, na entrada triunfal em Jerusalém, não era um vencedor nem um vencido. Era alguém incompreendido pela massa.

Colocado, porém, na cruz, a massa creditava que Ele havia perdido a batalha, no entanto, era o vencedor em triunfo sobre os enganos que a massa lhe oferecera e Ele desdenhara.

Não te esqueças: dor e prova, renúncia e abnegação constituem as marcas do Cristo Jesus a se insculpirem na tua alma, quais estrelas luminescentes no velário da noite, falando ao sol e de belezas imortais.

(De “Alerta”, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)

A FAMÍLIA

 

Deus poderia ter escolhido outras maneiras para que Jesus viesse ao mundo. Mas Ele, na sua infinita sabedoria, escolheu a maneira mais simples: através de uma família.

A família é, no propósito de Deus, uma bênção. Quando a criação estava terminada, Ele ainda achou que faltava alguma coisa. E, olhando para Adão, disse: "Não é bom que o homem esteja só." Assim criou Deus a mulher e a uniu ao homem.

Desde então, a primeira célula da sociedade estava colocada.

Mas, infelizmente, as pessoas se esqueceram dos verdadeiros princípios para se ter uma vida de família feliz. Eu costumo dizer, e penso, que todos os ensinamentos básicos para uma vida equilibrada estão dentro da Bíblia. E aqui ainda, vemos que Deus disse com sabedoria ainda não compreendida por muitos: "E deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher." Quando ele disse "deixará" queria dizer para o homem desligar-se, separar-se e criar uma nova família. Embora uma célula gere a outra, todas são independentes. Assim deve ser.

E os casais não têm feito isso. As pessoas se casam, se unem, e continuam ligadas ao cordão umbilical familial. O que deveria ser bênção torna-se então fardo, pois os casais não possuem independência necessária para viverem a própria vida, assumirem as próprias responsabilidades. Os filhos são educados muitas vezes com forte influência dos avós e todo mundo acha isso muito natural. Mas os avós têm na verdade outro papel nessa mesma história, o de educar filhos eles já cumpriram. Em francês diz-se que "os pais são para educar e os avós para mimar." Geralmente o contrário tem acontecido.

Muitos casamentos se desfazem por causa dessas coisas. O homem considera que sua família (seus pais e irmãos) são mais importantes e por seu lado a mulher faz o mesmo. E eles se esquecem que, sozinhos, formam uma família à parte. E isso sempre gera conflitos.

Como é gostoso ter uma família! E se reunir para Natal, Páscoa e aniversários. Se apoiar nos momentos de dor e se alegrar nas horas felizes. Mas que cada família respeite a individualidade da outra. Que cada uma tenha uma existência independente. Ouvir conselhos dos pais é bom, mas deixá-los decidir não é saudável.

Um casamento é o nascimento de uma nova família. Cheia de incertezas pela frente, com muito para aprender, mas respirando sozinha. Enquanto as pessoas não compreenderem isso, teremos uma sociedade doente.

Só existe um meio, uma cura: o amor! Dos pais, para darem liberdade suficiente às famílias nascentes e dos casais, para que aprendam a caminhar sozinhos.

A base no fundo é sempre uma coisa: o amor!

( Letícia Thompson )

ENTRE FALSAS VOZES


Se a preguiça te pede: — “Descansa!”, responde-lhe com algum acréscimo de esforço no trabalho que espera por teu concurso.

Se a vaidade te afirma: — “Ninguém existe maior que tu!”, retribui com a humildade, reconhecendo que não passamos de meros servidores da vida, entre os nossos irmãos de luta.
       Se o orgulho te diz: — “Não cedas!”, aprende a esquecer-te, auxiliando sempre.
        Se o ciúme te segreda aos ouvidos: — “A posse é tua!”, guarda silêncio em tua alma e procura entender que o amor e o bem são bênçãos do Céu, extensivas a todos.
        Se o egoísmo te aconselha: — “Retém!”, abre as tuas mãos e distribui a bondade com os que te cercam.
        Se a revolta te assevera: — “Reage e reivindica os teus direitos!”, aguarda a Justiça Divina, trabalhando e servindo com mais abnegação.

Se a maldade te sugere: — “Vinga-te!”, considera que mais vale amparar constantemente o que companheiro, quanto temos sido auxiliados por Jesus, a fim de que o amor fulgure em nossas vidas.
        Os falsos profetas vivem nos recessos de nosso próprio ser.
        Se aceitamos Jesus em nosso roteiro, ouçamos o que nos diz o seu ensinamento e apliquemo-nos à prática de Suas lições Sublimes.
        Olvidemos as insinuações da ignorância e da treva, da crueldade e da má fé, que nos enrijecem o sentimento e, de coração unido à Vontade do Mestre, vendo a vida por seus olhos e ouvindo os nossos irmãos, através de seus ouvidos, estaremos realmente habituados à posição de intérpretes do seu Infinito Amor, em qualquer parte.

(De “Levantar e Seguir”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

POR CRISTO

"E se te fez algum dano, ou te deve alguma coisa, põe isso à minha conta". — Paulo. (FILÊMON, 1:18).
 
         Enviando Onésimo a Filêmon, Paulo, nas suas expressões inspiradas e felizes, recomendava ao amigo lançasse ao seu débito quanto lhe era devido pelo portador.
         Afeiçoemos a exortação às nossas necessidades próprias.
         Em cada novo dia de luta, passamos a ser maiores devedores do Cristo.
         Se tudo nos corre dificilmente, é de Jesus que nos chegam as providências justas. Se tudo se desenvolve retamente, é por seu amor que utilizamos as dádivas da vida e é, em seu nome, que distribuímos esperanças e consolações.
         Estamos empenhados à sua inesgotável misericórdia.
         Somos d’Ele e nessa circunstância reside nosso título mais alto.
         Por que, então, o pessimismo e o desespero, quando a calúnia ou a ingratidão nos ataque de rijo, trazendo-nos a possibilidade de mais vasta ascensão? Se estamos totalmente empenhados ao amor infinito do Mestre, não será razoável compreendermos pelo menos alguma particularidade de nossa dívida imensa, dispondo-nos a aceitar pequenina parcela de sofrimento, em memória de seu nome, junto de nossos irmãos da Terra, que são seus tutelados igualmente?
         Devemos refletir que quando falamos em paz, em felicidade, em vida superior, agimos no campo da confiança, prometendo por conta do Cristo, porquanto só Ele tem para dar em abundância.
         Em vista disso, caso sintas que alguém se converteu em devedor de tua alma, não te entregues a preocupações inúteis, porque o Cristo é também teu credor e deves colocar os danos do caminho em sua conta divina, passando adiante.

   

(De “Caminho, Verdade e Vida”, de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel)